A editora Marvel Comics lançou nesta quarta-feira um novo quadrinho estrelado pelo Homem Aranha, que agora se chama Miles Morales e é um adolescente metade latino e metade afro-americano de Nova Y
O novo Homem Aranha, um dos personagens mais antigos das histórias em quadrinho, vive com seus pais no popular bairro do Brooklyn (sudeste), mas continua se disfarçando de vermelho e azul para combater o mal em outras partes da cidade.
A encarnação anterior do Homem Aranha, Peter Parker, era um órfão branco procedente do também popular Queens (nordeste). Parker morreu em junho passado durante um confronto com seu arqui-inimigo, o Duende Verde.
"Quando surgiu a oportunidade de criar um novo Homem Aranha, sabíamos que precisava ser um personagem que representasse a diversidade, tanto em questão de origem como experiência do século XXI", afirmou em um comunicado o redator-chefe da Marvel Comics, Axel Alonso.
"Miles é uma personagem que não apenas continua com a tradição das personagens como Peter Parker, como também mostra por que é um novo e único tipo de Homem Aranha, e digno desse nome", acrescentou.
O Homem Aranha é um dos super-heróis de quadrinhos mais famoso do mundo. Em março passado, uma cópia da primeira revistinha em que apareceu, em 1962, foi leiloada por 1,1 milhão de dólares. O preço original da revista era de apenas 12 centavos de dólar.
Prof. Paulo Jorge dos Santos.Jorn., Grafólogo,Prof. e Ambientalista, Pós Graduado em Adm.Legisl.P.UNISUL, Membro do Col. Est. e Nac.de meio Ambiente do PT, F. Mineiro de Agenda 21, Membro da Coord.Est.de Comb.ao Racismo do PTMG, Coord. Reg. Met.de Comb.ao Racismo da RMBH do PTMG. Membro dos Comitês de Bacias dos Rios Pará e São Francisco. Palestrante Em Faculdades e Órgãos Públicos Com Ações e Consultorias Em Dir. Humanos Étnicos e Ambientais.
segunda-feira, setembro 05, 2011
Em encontro comunidade negra mundial pede que fim do racismo faça parte dos objetivos do Milênio
Representantes dos povos afrodescendentes de todo o mundo anunciaram no último sábado (20), que o fim do racismo deve fazer parte dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). As metas visam a erradicação da pobreza no mundo até 2015. A Declaração de La Ceiba, onde consta a proposta, resultou do primeiro encontro da comunidade negra mundial realizada pela organização em Honduras.
No documento os representantes afirmam que chegou o momento para que a ONU incorpore não apenas um novo Objetivo aos oito já estabelecidos, mas também a criação de um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) com perspectiva de raça e etnia. Segundo o texto, esta é uma possibilidade para se garantir a integração dos desafios das comunidades e populações afrodescendentes.
A Declaração traz também, como proposta, a adoção de medidas para a redução substancial de todas as formas de discriminação, uma vez que preconceitos e intolerâncias prejudicam o cumprimento das metas já existentes. Os representantes exigiram ainda que a ONU declare em 2012 a Década dos Povos Afrodescendentes, e a criação de um Fundo de Desenvolvimento que atenda a esse setor da população, bem como estruturas e orçamentos definidos.
O encontro que aconteceu em razão do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, durou três dias e reuniu 657 delegados de 32 países. De acordo com o secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, foi uma oportunidade para a discussão dos direitos básicos da população negra amparados pelas constituições internacionais. Outros temas abordados foram a epidemia do HIV/Aids, direitos humanos e acesso à justiça, problemas ambientais, saúde reprodutiva e condição marginal das mulheres afrodescendentes.
Conheça os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio:
1 – Erradicar a extrema pobreza e a fome.
2 – Atingir o ensino básico universal.
3 – Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres.
4 – Reduzir a mortalidade infantil.
5 – Melhorar a saúde materna.
6 – Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças.
7 – Garantir a sustentabilidade ambiental.
8 – Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.
No documento os representantes afirmam que chegou o momento para que a ONU incorpore não apenas um novo Objetivo aos oito já estabelecidos, mas também a criação de um Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) com perspectiva de raça e etnia. Segundo o texto, esta é uma possibilidade para se garantir a integração dos desafios das comunidades e populações afrodescendentes.
A Declaração traz também, como proposta, a adoção de medidas para a redução substancial de todas as formas de discriminação, uma vez que preconceitos e intolerâncias prejudicam o cumprimento das metas já existentes. Os representantes exigiram ainda que a ONU declare em 2012 a Década dos Povos Afrodescendentes, e a criação de um Fundo de Desenvolvimento que atenda a esse setor da população, bem como estruturas e orçamentos definidos.
O encontro que aconteceu em razão do Ano Internacional dos Povos Afrodescendentes, durou três dias e reuniu 657 delegados de 32 países. De acordo com o secretário geral da ONU, Ban Ki Moon, foi uma oportunidade para a discussão dos direitos básicos da população negra amparados pelas constituições internacionais. Outros temas abordados foram a epidemia do HIV/Aids, direitos humanos e acesso à justiça, problemas ambientais, saúde reprodutiva e condição marginal das mulheres afrodescendentes.
Conheça os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio:
1 – Erradicar a extrema pobreza e a fome.
2 – Atingir o ensino básico universal.
3 – Promover a igualdade de gênero e a autonomia das mulheres.
4 – Reduzir a mortalidade infantil.
5 – Melhorar a saúde materna.
6 – Combater o HIV/AIDS, a malária e outras doenças.
7 – Garantir a sustentabilidade ambiental.
8 – Estabelecer uma parceria mundial para o desenvolvimento.
sexta-feira, agosto 12, 2011
O tradicional e ultra direitista DEM escala jovem negro de periferia para dizer não à esquerda
Partido tenta mudar imagem e divulga a partir desta quinta novos anúncios na TV produzidos por marqueteiro baiano
Depois de estar quase extinto, o DEM, ex PFL, vai dar o primeiro passo para tentar mudar sua imagem depois de ter enfrentado uma crise no começo do ano que quase resultou na extinção da sigla. A partir desta quinta-feira, serão exibidas na TV três inserções publicitárias produzidas pelo novo marqueteiro do partido, o baiano José Fernandes.
Na primeira das inserções, o DEM tenta deixar bem claro pra sociedade que quer ser visto como partido liberal, mas popular e próximo dos negros e moradores de periferia, justamente aqueles negros que eles detestame repudiam, aqueles mesmos negros que foram prejudicados com a ação d ajustiça que o Dem impetrou contra as cotas. Para isso, usa o depoimento de um jovem chamado Bruno Alves. “A esquerda não é dona da juventude e nem de quem mora na periferia”, diz o rapaz, muito bem ensaiado.
Bruno é um personagem real, que surgiu após uma polêmica envolvendo o deputado federal e pré-candidato à Prefeitura de Salvador Nelson Pellegrino (PT-BA). Em junho deste ano, o petista divulgou nota à imprensa em que questionou o fato de o partido adversário querer se aproximar de um eleitorado, segundo ele, esquerdista.
“É curioso porque, como ja foi dito, o DEM entrou com processos no Supremo Tribunal Federal contra o sistema de cotas raciais nas universidades e no Prouni, e agora posa de partido dos segmentos populares, negros e jovens das periferias”, afirmou na nota.
A resposta de Bruno foi quase que imediata. Em um artigo publicado no jornal A Tarde, ele reafirmou: “Sou liberal, sim, favorável a cotas sociais, que incluem a todos, independentemente da cor da pele”. E emendou: "Somos livres e idealistas suficientes para escolher o melhor caminho".
O marqueteiro José Fernandes resolveu ir atrás de Bruno e transformou-o em estrela do comercial. “O partido sempre defendeu os pobres, sobretudo na Bahia. Nós temos que ressaltar isso. Mostrar que a esquerda não é dona dos pobres”, afirmou.
Redemocratização e oposição
No segundo novo vídeo do DEM, o partido tenta resgatar o papel que diz ter exercido em 1985, embora niguem lembre disso, quando disse ter ajudado a eleger Tancredo Neves (PMDB) no Colégio Eleitoral. Trata-se, na verdade, da origem do DEM: a Frente Liberal, que surgiu espertamente a partir de um racha no PDS. Esse partido apoiava a candidatura do deputado Paulo Maluf, que formou seus apoios em torno dos militares.então o DEM não é nada mais e nadamenos que ditadores disfarçados de Democrtas
No terceiro vídeo, Fernandes tenta ressaltar qual é o papel do DEM como partido da oposição. Para tanto, usa uma maçã para mostrar que, mesmo um fruto bonito, pode estar estragado do outro lado. Avalio que a politica é uma maça e o ladopodre são aspoliticagens feitas pelos desonestos. Apesar do tom crítico, o marqueteiro não se esqueceu de tentar valorizar o Bolsa Família,tal criticado pelo DEM e principal bandeira dos governos Dilma Rousseff e Luiz Inácio Lula da Silva e bandeira pela qual a oposição criticou tanto e perdeu muito com isso.
O marqueteiro foi escolhido para comandar a comunicação do DEM após ajudar o oposicionista José Agripino a se reeleger como senador do Rio Grande do Norte. O caso é raro, entre os políticos do Nordeste, onde aliados de Lula e Dilma foram soberanos na última eleição. Ainda por cima, Fernandes não é caro em comparação a concorrentes.Prem isso veio a calhar , ja que o DEM é um partido em extinção e está na miséria.
terça-feira, julho 26, 2011
Mais da metade das 215 milhões de crianças que trabalham no mundo realizam atividades de risco.
Existem hoje
115 milhões de crianças (com idades entre 5 e 17 anos) que trabalham em atividades consideradas perigosas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esse número representa mais da metade do total de trabalhadores infantis, estimados em 215 milhões. Segundo a organização, que concentrou num relatório diversos estudos sobre o tema, a cada minuto durante o dia, uma criança que trabalha em algum lugar do mundo sofre um acidente de trabalho, doença ou trauma psicológico. No Brasil, 60% das 4,2 milhões de trabalhadores infantis realizam atividades arriscadas.
É avaliado como trabalho perigoso pela OIT qualquer tipo de atividade que possa ser prejudicial à saúde e à integridade física e psicológica da criança. A mais comum, de acordo com o relatório, é a agricultura, que concentra 59% dos casos registrados pela entidade. É natural ver nas ruas crianças oferecendo produtos aos transeuntes. nos bares de BH, tambem é comum as crianças entrarem , abordarem clientes nas mesas e oferecerem balas , bombons e flores, com o seguinte markleting "compre pra me ajudar". Tem uma outra forma constrangedora de aboradagem é a seguinte; as crianças olham para casais e abordam o homem com a famosa frase;"da uma flor pra ela". Ai é que na maioria das vezes um homem acaba gastando a dinheiro único que tem no bolso comprando a tal rosa e depois vai a pé pra casa. Atualmente o setor que mais concentra mão de obra infantil no Brasil é o de serviços informais. “Com a urbanização do País, a venda informal de produtos nas ruas, como doces e flores, por exemplo, tomou a dianteira da agricultura. O trabalho doméstico também é outra área que concentra muitas crianças trabalhando”, afirma.
Seguntos tecnicos da area que estuda a sociedade, são dois os fatores principais que levam as crianças ao trabalho: a necessidade de sobrevivência e o processo de integração social. “Existem aquelas que precisam complementar o orçamento familiar e as que querem comprar bens que os pais não podem pagar”. Segundo o levantamento da OIT, apesar de o número total de crianças entre 5 e 17 anos em trabalhos perigosos no mundo ter caído entre 2004 e 2008, houve aumento de 20% na quantidade de crianças entre 15 e 17 anos nessas atividades, passando de 52 milhões para 62 milhões.
Ainda segundo o documento, entre 2007 e 2009, foram registradas 2,6 mil lesões de trabalho em crianças no Brasil. “Entre os maiores desafios para vencer a questão está a implantação de uma escola de período integral de qualidade no País. A educação é a melhor forma de lutar contra o trabalho infantil”, diz Mendes. Segundo ele, a recente crise econômica mundial impactou de forma negativa os esforços para eliminar a prática, já que as relações de trabalho se tornaram mais precárias, abrindo mais espaço para a mão de obra barata e menos qualificada, como a de menores.
No início deste mês, o Governo Federal lançou uma campanha para acabar com o trabalho infantil perigoso no Brasil, com a meta de tirar todas as crianças e adolescentes de atividades de risco até 2016 e de todos os outros tipos de trabalho até 2020. Apesar da perda de força nos últimos anos, o País tem condição de cumprir a meta, isso é a te possível. Apesar dos esforços terem ficado mais lentos, o Brasil é, pelo menos na teoria, o
exemplo mundial na luta contra o trabalho infantil.
115 milhões de crianças (com idades entre 5 e 17 anos) que trabalham em atividades consideradas perigosas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Esse número representa mais da metade do total de trabalhadores infantis, estimados em 215 milhões. Segundo a organização, que concentrou num relatório diversos estudos sobre o tema, a cada minuto durante o dia, uma criança que trabalha em algum lugar do mundo sofre um acidente de trabalho, doença ou trauma psicológico. No Brasil, 60% das 4,2 milhões de trabalhadores infantis realizam atividades arriscadas.
É avaliado como trabalho perigoso pela OIT qualquer tipo de atividade que possa ser prejudicial à saúde e à integridade física e psicológica da criança. A mais comum, de acordo com o relatório, é a agricultura, que concentra 59% dos casos registrados pela entidade. É natural ver nas ruas crianças oferecendo produtos aos transeuntes. nos bares de BH, tambem é comum as crianças entrarem , abordarem clientes nas mesas e oferecerem balas , bombons e flores, com o seguinte markleting "compre pra me ajudar". Tem uma outra forma constrangedora de aboradagem é a seguinte; as crianças olham para casais e abordam o homem com a famosa frase;"da uma flor pra ela". Ai é que na maioria das vezes um homem acaba gastando a dinheiro único que tem no bolso comprando a tal rosa e depois vai a pé pra casa. Atualmente o setor que mais concentra mão de obra infantil no Brasil é o de serviços informais. “Com a urbanização do País, a venda informal de produtos nas ruas, como doces e flores, por exemplo, tomou a dianteira da agricultura. O trabalho doméstico também é outra área que concentra muitas crianças trabalhando”, afirma.
Seguntos tecnicos da area que estuda a sociedade, são dois os fatores principais que levam as crianças ao trabalho: a necessidade de sobrevivência e o processo de integração social. “Existem aquelas que precisam complementar o orçamento familiar e as que querem comprar bens que os pais não podem pagar”. Segundo o levantamento da OIT, apesar de o número total de crianças entre 5 e 17 anos em trabalhos perigosos no mundo ter caído entre 2004 e 2008, houve aumento de 20% na quantidade de crianças entre 15 e 17 anos nessas atividades, passando de 52 milhões para 62 milhões.
Ainda segundo o documento, entre 2007 e 2009, foram registradas 2,6 mil lesões de trabalho em crianças no Brasil. “Entre os maiores desafios para vencer a questão está a implantação de uma escola de período integral de qualidade no País. A educação é a melhor forma de lutar contra o trabalho infantil”, diz Mendes. Segundo ele, a recente crise econômica mundial impactou de forma negativa os esforços para eliminar a prática, já que as relações de trabalho se tornaram mais precárias, abrindo mais espaço para a mão de obra barata e menos qualificada, como a de menores.
No início deste mês, o Governo Federal lançou uma campanha para acabar com o trabalho infantil perigoso no Brasil, com a meta de tirar todas as crianças e adolescentes de atividades de risco até 2016 e de todos os outros tipos de trabalho até 2020. Apesar da perda de força nos últimos anos, o País tem condição de cumprir a meta, isso é a te possível. Apesar dos esforços terem ficado mais lentos, o Brasil é, pelo menos na teoria, o
exemplo mundial na luta contra o trabalho infantil.
segunda-feira, julho 04, 2011
Minas se despede de Itamar
Com honras de chefe de Estado, o corpo do senador Itamar Franco (PPS-MG) foi cremado no fim da tarde de segunda-feira, 4, em cerimônia reservada a familiares e amigos mais próximos no cemitério Parque Renascer, em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Durante o dia, o corpo do ex-presidente foi velado no salão nobre do Palácio da Liberdade, antiga sede do governo mineiro, com a presença da presidente Dilma Rousseff e dezenas de personalidades de diferentes correntes dos cenários políticos nacional e mineiro.
Uma multidão de cerca de 4,5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, foi ao local se despedir de Itamar. As cinzas do ex-presidente vão ser entregues nesta terça-feira, 5, à família e, a pedido de Itamar, serão depositadas no túmulo de sua mãe, dona Itália Cautier, em Juiz de Fora.
Itamar Franco morreu aos 81 anos no sábado, 2, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em São Paulo, onde estava internado para tratar uma leucemia.
Em torno do caixão, Dilma se despediu de Itamar entre o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - com quem a petista com quem manteve uma conversa ao pé do ouvido durante parte dos cerca de 35 minutos que permaneceu no local. Já haviam passado pelo velório, em Juiz de Fora, os ex-presidentes José Sarney, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello, que cedeu o posto a Itamar em 1992, após sofrer processo de impeachment.
Dilma compareceu à cerimônia acompanhada dos ministros Gleisi Hoffman, da Casa Civil; Ideli Salvatti, de Relações Institucionais; Fernando Pimentel, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Antônio Patriota, de Relações Exteriores; e Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação da Presidência. Além de Fernando Henrique e Anastasia, a presidente também se encontrou com outros tucanos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-governador José Serra e o senador Aécio Neves (MG).
'Brincadeiras' - Todas as personalidades presentes à cerimônia fizeram questão de lembrar a trajetória de Itamar, além da convivência com o ex-presidente. Chamou a atenção dos presentes a emoção demonstrada por FHC. 'As relações entre nós dois, durante muitos anos, foram entremeadas por brincadeiras. Então, eu choro hoje de saudades pelo Itamar. Eu posso ter certeza que o Brasil todo chora a morte. Mas ele ficará na nossa memória para sempre', declarou o "Judas" Fernando Henrique, ministro do então presidente Itamar e seu sucessor no Palácio do Planalto, traindo- depois dificultando a concretização de seu sonho que era o de ser eleito pelo voto como presidente da republica.
'Dele (Fernando Henrique) também sou adversário, mas pude perceber que ele estava triste, emocionado. Isso que a gente tem que por em relevo', ressaltou outro ministro de Itamar, Ciro Gomes (PSB-CE), que também não poupou elogios ao ex-presidente.
Despedida - A cerimônia desta segunda-feira em Belo Horizonte teve atraso de cerca de uma hora. No início da manhã, a neblina fechou o aeroporto de Juiz de Fora. Mesmo assim uma multidão permaneceu desde o início da manhã em frente ao Palácio da Liberdade aguardando a chance de prestar a última homenagem a Itamar.
Homônimo do senador, o militar aposentado Itamar Condé, de 48 anos, chegou ao local às 6h para garantir o primeiro lugar na fila. Condé disse que era fã do 'político que nunca esteve envolvido em falcatrua'.
Apesar de trabalhar no governo quando Itamar Franco era o chefe do Executivo mineiro, Condé lamenta nunca ter tido chance de se aproximar do xará enquanto ele estava vivo e ressalta que não perderia a última chance. 'Sempre votei no Itamar, mas nunca tive contato pessoal. Vou chegar perto dele agora, para me despedir', observou o aposentado.
No Palácio da Liberdade chegaram dezenas de mensagens e coroas de flores em homenagem a Itamar, inclusive uma do presidente da Bolívia, Evo Morales. Depois de ser levado em carro aberto do Corpo de Bombeiros, o caixão chegou à antiga sede do governo mineiro no fim da manhã. Devido ao calor, um dos soldados da guarda Dragões da Inconfidência desmaiou.
O caixão, coberto com as bandeiras do Brasil e de Minas, foi recebido com palmas e pétalas brancas, ao som da música 'Oh! Minas Gerais'.
'Foi uma figura única, respeitado por aliados e por adversários, e que deu o tom que deverá prevalecer daqui por diante, de uma oposição sempre leal ao Brasil, mas firme e clara na defesa dos interesses dos brasileiros', salientou Aécio.
Perrella - Quem também compareceu ao velório foi o primeiro suplente de Itamar, Zezé Perrella (PDT). Mais conhecido pela gestão à frente do Cruzeiro, ele é investigado pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas, mas deixou o local sem falar com a imprensa. Perrella foi notificado para prestar depoimento ainda esta semana na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Com a morte de Itamar sai um honesto e assume um investigado
Uma multidão de cerca de 4,5 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, foi ao local se despedir de Itamar. As cinzas do ex-presidente vão ser entregues nesta terça-feira, 5, à família e, a pedido de Itamar, serão depositadas no túmulo de sua mãe, dona Itália Cautier, em Juiz de Fora.
Itamar Franco morreu aos 81 anos no sábado, 2, vítima de um Acidente Vascular Cerebral (AVC) em São Paulo, onde estava internado para tratar uma leucemia.
Em torno do caixão, Dilma se despediu de Itamar entre o governador de Minas, Antonio Anastasia (PSDB) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso - com quem a petista com quem manteve uma conversa ao pé do ouvido durante parte dos cerca de 35 minutos que permaneceu no local. Já haviam passado pelo velório, em Juiz de Fora, os ex-presidentes José Sarney, Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Collor de Mello, que cedeu o posto a Itamar em 1992, após sofrer processo de impeachment.
Dilma compareceu à cerimônia acompanhada dos ministros Gleisi Hoffman, da Casa Civil; Ideli Salvatti, de Relações Institucionais; Fernando Pimentel, de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Antônio Patriota, de Relações Exteriores; e Helena Chagas, da Secretaria de Comunicação da Presidência. Além de Fernando Henrique e Anastasia, a presidente também se encontrou com outros tucanos como o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, o ex-governador José Serra e o senador Aécio Neves (MG).
'Brincadeiras' - Todas as personalidades presentes à cerimônia fizeram questão de lembrar a trajetória de Itamar, além da convivência com o ex-presidente. Chamou a atenção dos presentes a emoção demonstrada por FHC. 'As relações entre nós dois, durante muitos anos, foram entremeadas por brincadeiras. Então, eu choro hoje de saudades pelo Itamar. Eu posso ter certeza que o Brasil todo chora a morte. Mas ele ficará na nossa memória para sempre', declarou o "Judas" Fernando Henrique, ministro do então presidente Itamar e seu sucessor no Palácio do Planalto, traindo- depois dificultando a concretização de seu sonho que era o de ser eleito pelo voto como presidente da republica.
'Dele (Fernando Henrique) também sou adversário, mas pude perceber que ele estava triste, emocionado. Isso que a gente tem que por em relevo', ressaltou outro ministro de Itamar, Ciro Gomes (PSB-CE), que também não poupou elogios ao ex-presidente.
Despedida - A cerimônia desta segunda-feira em Belo Horizonte teve atraso de cerca de uma hora. No início da manhã, a neblina fechou o aeroporto de Juiz de Fora. Mesmo assim uma multidão permaneceu desde o início da manhã em frente ao Palácio da Liberdade aguardando a chance de prestar a última homenagem a Itamar.
Homônimo do senador, o militar aposentado Itamar Condé, de 48 anos, chegou ao local às 6h para garantir o primeiro lugar na fila. Condé disse que era fã do 'político que nunca esteve envolvido em falcatrua'.
Apesar de trabalhar no governo quando Itamar Franco era o chefe do Executivo mineiro, Condé lamenta nunca ter tido chance de se aproximar do xará enquanto ele estava vivo e ressalta que não perderia a última chance. 'Sempre votei no Itamar, mas nunca tive contato pessoal. Vou chegar perto dele agora, para me despedir', observou o aposentado.
No Palácio da Liberdade chegaram dezenas de mensagens e coroas de flores em homenagem a Itamar, inclusive uma do presidente da Bolívia, Evo Morales. Depois de ser levado em carro aberto do Corpo de Bombeiros, o caixão chegou à antiga sede do governo mineiro no fim da manhã. Devido ao calor, um dos soldados da guarda Dragões da Inconfidência desmaiou.
O caixão, coberto com as bandeiras do Brasil e de Minas, foi recebido com palmas e pétalas brancas, ao som da música 'Oh! Minas Gerais'.
'Foi uma figura única, respeitado por aliados e por adversários, e que deu o tom que deverá prevalecer daqui por diante, de uma oposição sempre leal ao Brasil, mas firme e clara na defesa dos interesses dos brasileiros', salientou Aécio.
Perrella - Quem também compareceu ao velório foi o primeiro suplente de Itamar, Zezé Perrella (PDT). Mais conhecido pela gestão à frente do Cruzeiro, ele é investigado pela Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Estadual (MPE) de Minas, mas deixou o local sem falar com a imprensa. Perrella foi notificado para prestar depoimento ainda esta semana na Promotoria de Defesa do Patrimônio Público. Com a morte de Itamar sai um honesto e assume um investigado
terça-feira, junho 14, 2011
POVO É CONTRA ANISTIA AOS DESMATADORES CRIMINOSOS
Em direção oposta ao decidido pela Câmara dos Deputados, 85% da população manifesta apoio à proteção das florestas, mesmo que isso signifique alguma limitação à produção agropecuária. Eventual veto sobre dispositivo que anistia desmatamentos ilegais é apoiado por 83% dos entrevistados. De cada 10 eleitores entrevistados, 8 não votariam em um deputado ou senador favorável à isenção de punições e multas a quem desmatou até julho de 2008.
Pesquisa do Instituto Datafolha, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, revela que 85% dos brasileiros acima de 16 anos defendem que a reforma do Código Florestal deveria priorizar a preservação das florestas e rios mesmo que, em alguns casos, isso prejudique a produção agropecuária. A sondagem também mostra que a população está disposta a apoiar a presidente Dilma, caso ela vete artigos que concedem anistia a desmatadores, e a negar seus votos a deputados e senadores favoráveis a essas anistias.
A pesquisa foi encomendada pelas organizações Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Imaflora, Imazon, Instituto Socioambiental , SOS Mata Atlântica e WWF-Brasil e ouviu 1.286 pessoas por telefone em todas as regiões do país, tanto em área urbana como rural. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os resultados mostram que a opinião dos eleitores não foi levada em consideração pela Câmara dos Deputados, que aprovou a proposta no último dia 24 de maio (leia mais). Dos entrevistados, 62% se disseram bem ou mais ou menos bem informados acerca do assunto, o que mostra que, mesmo sendo um assunto complexo, tem atraído a atenção de boa parte da população.
Um dos pontos mais polêmicos do projeto aprovado pela Câmara, a emenda 164, que prevê a manutenção de todas as atividades agropecuárias existentes em áreas de preservação permanente, as APPs (beiras de rio, encostas, topos de morro), foi rejeitada por 77% dos entrevistados. Para esse público, os proprietários devem obrigatoriamente recuperar essas áreas.
O perdão às multas aplicadas a quem ocupa ilegalmente APPs, uma das consequências do texto aprovado na Câmara, conta com rejeição de 79%. Sintomático ver que os – poucos - favoráveis ao perdão estão concentrados nos segmentos mais ricos, com renda mensal familiar superior a 20 salários mínimos (94% estão nessa faixa).
As respostas mostram que a população em geral, tanto em área urbana como rural, é muito menos tolerante com o desmatamento ilegal do que os deputados.Para 45% da população, os agropecuaristas só deveriam ter suas multas perdoadas se concordassem em repor a vegetação desmatada. Outros 48% disseram que eles deveriam ser punidos mesmo repondo a vegetação, como exemplo para as gerações futuras. E apenas 5% disseram que os proprietários não deveriam ser punidos nem obrigados a repor o que foi desmatado.
Na questão do que fazer com áreas como morros, encostas e várzeas, que deveriam ser preservadas mas foram ocupadas por plantações e pastagens, 66% dos brasileiros responderam que deveriam ser mantidas somente atividades agropecuárias que segurem o solo e não representem riscos de acidentes. A proposta aprovada prevê, em seus artigos 10 e 12, a manutenção de pastagens nessas áreas, um dos principais fatores que levam à erosão e a desmoronamentos, junto com a ocupação residencial.
Um resultado surpreendente aponta que 84% dos brasileiros não votariam em um deputado ou senador favorável à isenção de punições e multas aos autores de desmatamento até julho de 2008. “Há um claro descolamento entre a opinião da sociedade e de seus supostos representantes na Câmara dos Deputados. Como pode 85% dos deputados apoiarem um projeto que é rejeitado por 85% da população? Isso mostra que muitos deputados acreditaram que os interesses de grupos de interesse específicos eram idênticos ao da população em geral, mas estão enganados. Espero que muitos revejam seu posicionamento, sobretudo se a matéria voltar à Câmara”, opina Raul Silva Telles do Valle, coordenador adjunto do Programa de Política e Direito do ISA.
Veto sustentável
O Datafolha ainda quis saber dos entrevistados o que acham da posição da presidente Dilma Rousseff de vetar as mudanças que preveem anistia e perdão para quem desmatou ilegalmente. Apoiaram o veto 79% dos brasileiros, com destaque para os jovens (entre 16 e 29 anos), dentre os quais o apoio sobe para 84%.
Para o coordenador do Instituto Socioambiental, Márcio Santilli, “se a presidente Dilma ainda tinha alguma dúvida, agora sabe que não estará sozinha caso tenha que vir a exercer o seu poder de veto. Seria o veto mais sustentável da nossa história: para proteger as florestas, conta com o apoio de quatro em cada cinco brasileiros.” Leia também os artigos de Santilli, que analisam os resultados da pesquisa do Datafolha:
Pesquisa do Instituto Datafolha, realizada entre os dias 3 e 7 de junho, revela que 85% dos brasileiros acima de 16 anos defendem que a reforma do Código Florestal deveria priorizar a preservação das florestas e rios mesmo que, em alguns casos, isso prejudique a produção agropecuária. A sondagem também mostra que a população está disposta a apoiar a presidente Dilma, caso ela vete artigos que concedem anistia a desmatadores, e a negar seus votos a deputados e senadores favoráveis a essas anistias.
A pesquisa foi encomendada pelas organizações Amigos da Terra – Amazônia Brasileira, Imaflora, Imazon, Instituto Socioambiental , SOS Mata Atlântica e WWF-Brasil e ouviu 1.286 pessoas por telefone em todas as regiões do país, tanto em área urbana como rural. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.
Os resultados mostram que a opinião dos eleitores não foi levada em consideração pela Câmara dos Deputados, que aprovou a proposta no último dia 24 de maio (leia mais). Dos entrevistados, 62% se disseram bem ou mais ou menos bem informados acerca do assunto, o que mostra que, mesmo sendo um assunto complexo, tem atraído a atenção de boa parte da população.
Um dos pontos mais polêmicos do projeto aprovado pela Câmara, a emenda 164, que prevê a manutenção de todas as atividades agropecuárias existentes em áreas de preservação permanente, as APPs (beiras de rio, encostas, topos de morro), foi rejeitada por 77% dos entrevistados. Para esse público, os proprietários devem obrigatoriamente recuperar essas áreas.
O perdão às multas aplicadas a quem ocupa ilegalmente APPs, uma das consequências do texto aprovado na Câmara, conta com rejeição de 79%. Sintomático ver que os – poucos - favoráveis ao perdão estão concentrados nos segmentos mais ricos, com renda mensal familiar superior a 20 salários mínimos (94% estão nessa faixa).
As respostas mostram que a população em geral, tanto em área urbana como rural, é muito menos tolerante com o desmatamento ilegal do que os deputados.Para 45% da população, os agropecuaristas só deveriam ter suas multas perdoadas se concordassem em repor a vegetação desmatada. Outros 48% disseram que eles deveriam ser punidos mesmo repondo a vegetação, como exemplo para as gerações futuras. E apenas 5% disseram que os proprietários não deveriam ser punidos nem obrigados a repor o que foi desmatado.
Na questão do que fazer com áreas como morros, encostas e várzeas, que deveriam ser preservadas mas foram ocupadas por plantações e pastagens, 66% dos brasileiros responderam que deveriam ser mantidas somente atividades agropecuárias que segurem o solo e não representem riscos de acidentes. A proposta aprovada prevê, em seus artigos 10 e 12, a manutenção de pastagens nessas áreas, um dos principais fatores que levam à erosão e a desmoronamentos, junto com a ocupação residencial.
Um resultado surpreendente aponta que 84% dos brasileiros não votariam em um deputado ou senador favorável à isenção de punições e multas aos autores de desmatamento até julho de 2008. “Há um claro descolamento entre a opinião da sociedade e de seus supostos representantes na Câmara dos Deputados. Como pode 85% dos deputados apoiarem um projeto que é rejeitado por 85% da população? Isso mostra que muitos deputados acreditaram que os interesses de grupos de interesse específicos eram idênticos ao da população em geral, mas estão enganados. Espero que muitos revejam seu posicionamento, sobretudo se a matéria voltar à Câmara”, opina Raul Silva Telles do Valle, coordenador adjunto do Programa de Política e Direito do ISA.
Veto sustentável
O Datafolha ainda quis saber dos entrevistados o que acham da posição da presidente Dilma Rousseff de vetar as mudanças que preveem anistia e perdão para quem desmatou ilegalmente. Apoiaram o veto 79% dos brasileiros, com destaque para os jovens (entre 16 e 29 anos), dentre os quais o apoio sobe para 84%.
Para o coordenador do Instituto Socioambiental, Márcio Santilli, “se a presidente Dilma ainda tinha alguma dúvida, agora sabe que não estará sozinha caso tenha que vir a exercer o seu poder de veto. Seria o veto mais sustentável da nossa história: para proteger as florestas, conta com o apoio de quatro em cada cinco brasileiros.” Leia também os artigos de Santilli, que analisam os resultados da pesquisa do Datafolha:
sábado, junho 11, 2011
SEGUNDO A MINISTRA DA SEPPIR OS NEGROS PRECISAM SER PRIORIDADE NO PROGRAMA BRASIL SEM MISERIA
Para titular da pasta, Luiza Bairros, País pode celebrar, no dia 13 de maio utimo, o fato de cada vez mais pessoas assumirem a cor de sua pele
Os negros e os pardos constituem a maioria – 70,8% – da população de 16,2 milhões de miseráveis que o programa Brasil Sem Miséria pretende beneficiar. Para a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, tal fato deveria levar os mentores do programa, a ser lançado nos próximos dias, a explicitar desde o primeiro instante que seu alvo principal é justamente essa população. A decisão contribuiria para focar as ações, orientar os agentes sociais e atrair negros pobres que “acreditam muito pouco na capacidade do poder público de olhar para sua situação”.
Em entrevista ao Estado, a ministra também defendeu a permanência de cotas raciais nas universidades e a sua extensão a concursos público. Para Luiza, que é socióloga, o Brasil precisa superar tendência de achar natural a pobreza entre negros. “Existe um pressuposto, alimentado pelo racismo, de que os negros são pessoas sem capacidade”, disse.
Nesta sexta-feira, 13, dia do 123.º aniversário da Lei Áurea, que oficialmente pôs fim à escravidão, há situações a lamentar e a comemorar, segundo a ministra. Na primeira categoria está o fato de maioria das pessoas miseráveis, com renda mensal inferior a R$ 70, como definiu o governo, ser constituída por negros. Para comemorar, a constatação de que cada vez mais os negros brasileiros assumem a cor de sua pele, como demonstrou censo demográfico do ano passado.
A senhora tem sido ouvida nas conversas e preparativos do programa Brasil Sem Miséria que deve ser lançado nos próximos dias?
Participamos de reuniões com o Ministério do Desenvolvimento Social para conhecer a versão preliminar e a nossa preocupação foi sempre no sentido de insistir de que se deve ir além do diagnóstico de que os negros constituem a maioria dos miseráveis. Para nós, o fato de quase 71% da população de 16,2 milhões de miseráveis identificados pelo governo serem negros, tem que ser traduzido nas ações do programa. Sugerimos que seja explicitado que as categorias que serão prioritariamente beneficiadas são formadas majoritariamente por pessoas negras. Estamos falando de população de rua, grupos que trabalham com reciclagem de material, mulheres negras que chefiam famílias, comunidades negras rurais, jovens negros do meio urbano, principalmente dos bairros mais empobrecidos, mulheres que trabalham na pesca como marisqueiras, mulheres quebradeiras de coco e por aí vai. É importante deixar isso explícito considerando que existe uma certa tendência no Brasil de se naturalizar a presença de negros na condição de pobreza. Isso não é algo que cause estranheza às pessoas, porque existe um pressuposto, alimentado pelo racismo, de que os negros são pessoas sem capacidade e sem força de vontade, além de uma série de outras imagens negativas.
A senhora poderia dar um exemplo de como essa explicitação seria útil?
Podemos citar o caso das ações específicas que o programa terá para a agricultura familiar – um setor no qual existe uma tendência a se esquecer o negro. O agricultor familiar não é associado normalmente ao trabalhador negro. Por isso é preciso deixar claro à pessoa que trabalha no programa que ela está procurando comunidades negras rurais, quilombos, e que é isso que vai encontrar. Se a gente nomear, o programa também fica mais evidente para quem se deseja atingir. O nosso pressuposto para esse recomendação tem a ver com o que aconteceu após a adoção de cotas para negros nas universidades.
Qual a relação entre as duas coisas?
À medida que ficou evidente a intenção de se democratizar o acesso à universidade pela via da inserção de estudantes negros, ocorreu uma reação muito positiva no meio da juventude negra, que passou a se inscrever no vestibular – coisa que não fazia antes, porque a universidade não era para ela. Cresceram enormemente os cursos vestibulares para negros. Por isso acredito que o programa de combate à miséria deve deixar explícita sua vontade de incluir aqueles segmentos que até agora esquecidos e que acreditam muito pouco na capacidade do poder público de olhar para sua situação.
A senhora percebe essa descrença?
Sim. Ela é particularmente visível no caso das comunidades rurais, que não têm a dimensão do que pode ser o seu direito, do ponto de vista de acesso a serviços.
Os negros e os pardos constituem a maioria – 70,8% – da população de 16,2 milhões de miseráveis que o programa Brasil Sem Miséria pretende beneficiar. Para a ministra da Igualdade Racial, Luiza Bairros, tal fato deveria levar os mentores do programa, a ser lançado nos próximos dias, a explicitar desde o primeiro instante que seu alvo principal é justamente essa população. A decisão contribuiria para focar as ações, orientar os agentes sociais e atrair negros pobres que “acreditam muito pouco na capacidade do poder público de olhar para sua situação”.
Em entrevista ao Estado, a ministra também defendeu a permanência de cotas raciais nas universidades e a sua extensão a concursos público. Para Luiza, que é socióloga, o Brasil precisa superar tendência de achar natural a pobreza entre negros. “Existe um pressuposto, alimentado pelo racismo, de que os negros são pessoas sem capacidade”, disse.
Nesta sexta-feira, 13, dia do 123.º aniversário da Lei Áurea, que oficialmente pôs fim à escravidão, há situações a lamentar e a comemorar, segundo a ministra. Na primeira categoria está o fato de maioria das pessoas miseráveis, com renda mensal inferior a R$ 70, como definiu o governo, ser constituída por negros. Para comemorar, a constatação de que cada vez mais os negros brasileiros assumem a cor de sua pele, como demonstrou censo demográfico do ano passado.
A senhora tem sido ouvida nas conversas e preparativos do programa Brasil Sem Miséria que deve ser lançado nos próximos dias?
Participamos de reuniões com o Ministério do Desenvolvimento Social para conhecer a versão preliminar e a nossa preocupação foi sempre no sentido de insistir de que se deve ir além do diagnóstico de que os negros constituem a maioria dos miseráveis. Para nós, o fato de quase 71% da população de 16,2 milhões de miseráveis identificados pelo governo serem negros, tem que ser traduzido nas ações do programa. Sugerimos que seja explicitado que as categorias que serão prioritariamente beneficiadas são formadas majoritariamente por pessoas negras. Estamos falando de população de rua, grupos que trabalham com reciclagem de material, mulheres negras que chefiam famílias, comunidades negras rurais, jovens negros do meio urbano, principalmente dos bairros mais empobrecidos, mulheres que trabalham na pesca como marisqueiras, mulheres quebradeiras de coco e por aí vai. É importante deixar isso explícito considerando que existe uma certa tendência no Brasil de se naturalizar a presença de negros na condição de pobreza. Isso não é algo que cause estranheza às pessoas, porque existe um pressuposto, alimentado pelo racismo, de que os negros são pessoas sem capacidade e sem força de vontade, além de uma série de outras imagens negativas.
A senhora poderia dar um exemplo de como essa explicitação seria útil?
Podemos citar o caso das ações específicas que o programa terá para a agricultura familiar – um setor no qual existe uma tendência a se esquecer o negro. O agricultor familiar não é associado normalmente ao trabalhador negro. Por isso é preciso deixar claro à pessoa que trabalha no programa que ela está procurando comunidades negras rurais, quilombos, e que é isso que vai encontrar. Se a gente nomear, o programa também fica mais evidente para quem se deseja atingir. O nosso pressuposto para esse recomendação tem a ver com o que aconteceu após a adoção de cotas para negros nas universidades.
Qual a relação entre as duas coisas?
À medida que ficou evidente a intenção de se democratizar o acesso à universidade pela via da inserção de estudantes negros, ocorreu uma reação muito positiva no meio da juventude negra, que passou a se inscrever no vestibular – coisa que não fazia antes, porque a universidade não era para ela. Cresceram enormemente os cursos vestibulares para negros. Por isso acredito que o programa de combate à miséria deve deixar explícita sua vontade de incluir aqueles segmentos que até agora esquecidos e que acreditam muito pouco na capacidade do poder público de olhar para sua situação.
A senhora percebe essa descrença?
Sim. Ela é particularmente visível no caso das comunidades rurais, que não têm a dimensão do que pode ser o seu direito, do ponto de vista de acesso a serviços.
O MEIO AMBIENTE E SUA ÉTICA
A ética do meio ambiente começa pelo reconhecimento do valor da natureza para a preservação da espécie humana: da importância da fauna, da flora, da variedade das espécies animais, da vida selvagem, do ar puro e da água limpa para a vida dos seres humanos. Trata-se do reconhecimento de uma qualidade que a natureza objetivamente possui: a de possibilitar e garantir a nossa sobrevivência física e o nosso desenvolvimento social.
É fato: sem a ajuda uns dos outros, todos morreríamos. Mas essa ajuda tem de ser estruturada. E é. A ajuda é estruturada através das instituições. A forma das instituições depende dos valores que nascem no interior das culturas. E a cultura expressa-se através de uma mentalidade ou cosmovisão.
A ameaça de escassez de recursos naturais, tais como o ar puro e a água limpa, a poluição da atmosfera até transformá-la em uma estufa a esquentar insuportavelmente a Terra inteira, a destruição da camada de ozônio que nos protege dos raios solares cancerígenos, a extinção de algumas espécies animais e a ameaça de extinção de muitas outras, a destruição da vida selvagem, são realidades, dentre outras, que despertaram a "consciência ecológica", ou seja, da natureza como a casa dos seres humanos. Destruir a casa da espécie humana, a natureza, pois, é uma tremenda injustiça. Uma injustiça para com a nossa geração e, maior ainda, para com as gerações futuras, dos nossos descendentes. Parcelas cada vez mais expressivas da população, então, tomam consciência dessa injustiça. E da consciência daquilo que é injusto nasce o Direito, como reivindicação de justiça e garantia contra a injustiça. É justo e necessário, portanto, reconhecer o valor do meio ambiente natural. Por essa razão, a autoridade social, através do Estado, tem editado normas jurídicas de proteção ao meio ambiente. A lei tipifica condutas que agridem o meio ambiente e as torna criminosas. Os estudiosos do Direito sistematizam um ramo novo da ciência jurídica, batizando-o de Direito Ambiental. A ética do meio ambiente também já é uma exigência da economia. Os estudiosos da ciência econômica e parcelas dos próprios agentes econômicos já pensam em um estilo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente, condicionando os investimentos a esse novo paradigma. E no plano político, o valor do meio ambiente, no mundo democrático, é especialmente defendido pelos chamados partidos verdes.
Destarte, o Dicionário Oxford de Filosofia, de Simon Blackburn, traz o seguinte verbete a respeito da ética do meio ambiente: "Em geral, a ética lida com problemas suscitados pelos desejos e necessidades humanos: a obtenção de felicidade ou a distribuição de bens. Quando se pensa especificamente acerca do meio ambiente, o problema central consiste na atribuição de valor independente a coisas como a preservação das espécies ou a proteção da vida selvagem. Essa proteção pode ser defendida como um meio para garantir as necessidades humanas básicas, encarando os animais, por exemplo, como uma fonte futura de medicamentos, ou de outros benefícios. No entanto, muitos filósofos desejariam reivindicar um valor absoluto e não utilitarista para a existência de locais e seres selvagens; seu valor é precisamente sua independência em relação à vida humana: "eles nos reduzem à nossa importância relativa". Não conseguir apreciar isso não é apenas uma incapacidade estética, mas também uma falta de humildade e de respeito: é uma incapacidade moral. O problema consiste em conseguir exprimir esse valor e usá-lo contra os argumentos utilitaristas que defendem a urbanização de áreas naturais e a exterminação das espécies de forma um tanto arbitrária."
Que tal, então, participar de uma das tantas organizações não governamentais de defesa do meio natural, sabendo que se está lutando para garantir a sobrevivência da própria espécie humana
É fato: sem a ajuda uns dos outros, todos morreríamos. Mas essa ajuda tem de ser estruturada. E é. A ajuda é estruturada através das instituições. A forma das instituições depende dos valores que nascem no interior das culturas. E a cultura expressa-se através de uma mentalidade ou cosmovisão.
A ameaça de escassez de recursos naturais, tais como o ar puro e a água limpa, a poluição da atmosfera até transformá-la em uma estufa a esquentar insuportavelmente a Terra inteira, a destruição da camada de ozônio que nos protege dos raios solares cancerígenos, a extinção de algumas espécies animais e a ameaça de extinção de muitas outras, a destruição da vida selvagem, são realidades, dentre outras, que despertaram a "consciência ecológica", ou seja, da natureza como a casa dos seres humanos. Destruir a casa da espécie humana, a natureza, pois, é uma tremenda injustiça. Uma injustiça para com a nossa geração e, maior ainda, para com as gerações futuras, dos nossos descendentes. Parcelas cada vez mais expressivas da população, então, tomam consciência dessa injustiça. E da consciência daquilo que é injusto nasce o Direito, como reivindicação de justiça e garantia contra a injustiça. É justo e necessário, portanto, reconhecer o valor do meio ambiente natural. Por essa razão, a autoridade social, através do Estado, tem editado normas jurídicas de proteção ao meio ambiente. A lei tipifica condutas que agridem o meio ambiente e as torna criminosas. Os estudiosos do Direito sistematizam um ramo novo da ciência jurídica, batizando-o de Direito Ambiental. A ética do meio ambiente também já é uma exigência da economia. Os estudiosos da ciência econômica e parcelas dos próprios agentes econômicos já pensam em um estilo de desenvolvimento que respeite o meio ambiente, condicionando os investimentos a esse novo paradigma. E no plano político, o valor do meio ambiente, no mundo democrático, é especialmente defendido pelos chamados partidos verdes.
Destarte, o Dicionário Oxford de Filosofia, de Simon Blackburn, traz o seguinte verbete a respeito da ética do meio ambiente: "Em geral, a ética lida com problemas suscitados pelos desejos e necessidades humanos: a obtenção de felicidade ou a distribuição de bens. Quando se pensa especificamente acerca do meio ambiente, o problema central consiste na atribuição de valor independente a coisas como a preservação das espécies ou a proteção da vida selvagem. Essa proteção pode ser defendida como um meio para garantir as necessidades humanas básicas, encarando os animais, por exemplo, como uma fonte futura de medicamentos, ou de outros benefícios. No entanto, muitos filósofos desejariam reivindicar um valor absoluto e não utilitarista para a existência de locais e seres selvagens; seu valor é precisamente sua independência em relação à vida humana: "eles nos reduzem à nossa importância relativa". Não conseguir apreciar isso não é apenas uma incapacidade estética, mas também uma falta de humildade e de respeito: é uma incapacidade moral. O problema consiste em conseguir exprimir esse valor e usá-lo contra os argumentos utilitaristas que defendem a urbanização de áreas naturais e a exterminação das espécies de forma um tanto arbitrária."
Que tal, então, participar de uma das tantas organizações não governamentais de defesa do meio natural, sabendo que se está lutando para garantir a sobrevivência da própria espécie humana
terça-feira, junho 07, 2011
Na noite de 15 de junho, observadores de várias partes do mundo terão a oportunidade de observar um eclipse total da Lua
Crepúsculo com eclipse
por Paulo S. Bretones
Wikimedia Commons
. O eclipse será visível em toda a América do Sul, África, Europa, Oceania, Antártida e Ásia exceto a parte norte.
Denomina-se eclipse ao obscurecimento parcial ou total de um corpo celeste em virtude da interposição de um outro. A palavra eclipse vem do grego ekleipsis, que significa abandono, desmaio, desaparecimento. É uma das raras chances de observar-se um espetáculo tão belo da natureza. Embora os eclipses solares ocorram em maior número, vemos com mais freqüência os lunares, pelo fato de os últimos serem observados em áreas consideravelmente superiores à metade da Terra.
Os eclipses lunares ocorrem quando a Lua penetra no cone de sombra da Terra, o que só pode acontecer na fase de Lua cheia pelo seguinte: A Terra gira ao redor do Sol num plano. Por exemplo, supondo que o Sol esteja no centro da face superior de uma mesa, a Terra se move em torno do Sol no nível desta superfície. Ao mesmo tempo a Lua gira em torno da Terra, mas o plano de órbita lunar é inclinado um pouco mais de 5º em relação à face da mesa. Embora a Terra projete sempre a sua sombra não a percebemos porque geralmente a Lua passa acima ou abaixo da sombra. Assim, quando a Lua cruza o plano da órbita da Terra, ou seja, passa por um nodo, e além disso o Sol, a Lua e a Terra ficam alinhados, ocorre um eclipse lunar. A sombra da Terra projetada no espaço se estende em forma cônica por cerca de 1,38 milhão de quilômetros. À distância de aproximadamente 360 mil quilômetros, onde está a Lua, o diâmetro da sombra tem cerca de 9 mil quilômetros. Além de uma parte escura, chamada umbra ou apenas sombra, a sombra da Terra tem uma parte cinzenta denominada penumbra. Mas é a sombra que dá o efeito de beleza ao fenômeno, pois a penumbra na maioria das vezes é imperceptível.
Na tarde de 15 de junho, quando a Lua estiver ainda abaixo do horizonte, e, portanto ainda não terá nascido no horizonte leste, às 15h22min, a Lua cheia começará a "mergulhar" na sombra da Terra. Às 16h22min a Lua estará toda coberta pela sombra de nosso planeta.
No Brasil, para observadores em São Paulo, para considerarmos uma média, a Lua irá nascer eclipsada às 17h25min e o pôr do Sol ocorrerá às 17h27min. Devido ao horário deste evento, a Lua eclipsada não terá tanto contraste com o fundo do céu por conta da claridade do crepúsculo. Em outras palavras, não veremos a Lua cheia nascer bem brilhante como de costume, porque ela estará dentro da sombra da Terra.
Mesmo assim será um fenômeno raro e um desafio tentarmos observar a Lua nascendo totalmente eclipsada e o Sol se pondo do outro lado do horizonte.
Mais tarde, às 18h02min quando a Lua começará a sair da sombra estará a cerca de 7 graus de altura sobre o horizonte até que às 19h02min sairá por completo e estará novamente toda iluminada pelo Sol, quando estará a cerca de 19 graus do horizonte.
Os eclipses lunares já foram mais importantes para a pesquisa astronômica. Eles forneceram a primeira prova de que a Terra é redonda, foram utilizados no estudo da alta atmosfera do nosso planeta, no estudo da rotação da Terra, no tamanho e distância do nosso satélite além de variações em seu movimento. Além disso, os eclipses podem contribuir com a História na determinação de datas que se deram em tempos remotos.
Neste ano temos ao todo 4 eclipses sendo 2 eclipses da Lua e 4 eclipses do Sol. Destes, apenas o eclipse lunar de 15 de junho será visível no Brasil.
As observações do eclipse total da Lua podem ser realizadas com binóculos, lunetas e telescópios de fraco aumento.
Para fotografar o eclipse com câmera digital, pode-se fixá-la num tripé, em modo de foco infinito, paisagem ou cenário (landscape). Como se pode verificar o resultado da imagem obtida, é fácil experimentar o tempo de exposição durante o eclipse. Na fase de totalidade, pode-se usar sensibilidade de ISO 100 ou 200 e exposições entre 1s a 5s. Também pode-se aumentar o ISO e diminuir o tempo de exposição.
Para exposições depois da totalidade, geralmente a câmera consegue se adaptar as condições de luz automaticamente, bastando apertar o botão de disparo para efetuar a foto nesta fase. Para as câmeras com opções manuais, pode-se usar exposições rápidas de 1/350 a 1/125 com ISO 100 para aberturas pequenas como 1:5,6 ou 1:8.
Em suma, pode-se utilizar mais de uma abertura e velocidade de disparo para garantir fotos de boa qualidade. Com a câmara fixa, apoiada em tripé, deve-se disparar manualmente em intervalos de três, cinco minutos ou mais.
É importante conhecer a trajetória aparente da Lua e fazer um ensaio na véspera para procurar o melhor local. Usando-se teleobjetivas, como o campo é limitado, é possível obter imagens maiores da Lua.
De qualquer forma, vale a pena reunir a turma, procurar um local alto e com o horizonte livre. Pode-se observar o pôr do Sol e tentar ver a Lua nascendo eclipsada, em contraste com a claridade do crepúsculo e ainda na sombra do nosso planeta. Com o passar do tempo, a Lua estará cada vez mais alta, irá saindo da sombra e voltará a estar cheia e totalmente iluminada pelo Sol.
por Paulo S. Bretones
Wikimedia Commons
. O eclipse será visível em toda a América do Sul, África, Europa, Oceania, Antártida e Ásia exceto a parte norte.
Denomina-se eclipse ao obscurecimento parcial ou total de um corpo celeste em virtude da interposição de um outro. A palavra eclipse vem do grego ekleipsis, que significa abandono, desmaio, desaparecimento. É uma das raras chances de observar-se um espetáculo tão belo da natureza. Embora os eclipses solares ocorram em maior número, vemos com mais freqüência os lunares, pelo fato de os últimos serem observados em áreas consideravelmente superiores à metade da Terra.
Os eclipses lunares ocorrem quando a Lua penetra no cone de sombra da Terra, o que só pode acontecer na fase de Lua cheia pelo seguinte: A Terra gira ao redor do Sol num plano. Por exemplo, supondo que o Sol esteja no centro da face superior de uma mesa, a Terra se move em torno do Sol no nível desta superfície. Ao mesmo tempo a Lua gira em torno da Terra, mas o plano de órbita lunar é inclinado um pouco mais de 5º em relação à face da mesa. Embora a Terra projete sempre a sua sombra não a percebemos porque geralmente a Lua passa acima ou abaixo da sombra. Assim, quando a Lua cruza o plano da órbita da Terra, ou seja, passa por um nodo, e além disso o Sol, a Lua e a Terra ficam alinhados, ocorre um eclipse lunar. A sombra da Terra projetada no espaço se estende em forma cônica por cerca de 1,38 milhão de quilômetros. À distância de aproximadamente 360 mil quilômetros, onde está a Lua, o diâmetro da sombra tem cerca de 9 mil quilômetros. Além de uma parte escura, chamada umbra ou apenas sombra, a sombra da Terra tem uma parte cinzenta denominada penumbra. Mas é a sombra que dá o efeito de beleza ao fenômeno, pois a penumbra na maioria das vezes é imperceptível.
Na tarde de 15 de junho, quando a Lua estiver ainda abaixo do horizonte, e, portanto ainda não terá nascido no horizonte leste, às 15h22min, a Lua cheia começará a "mergulhar" na sombra da Terra. Às 16h22min a Lua estará toda coberta pela sombra de nosso planeta.
No Brasil, para observadores em São Paulo, para considerarmos uma média, a Lua irá nascer eclipsada às 17h25min e o pôr do Sol ocorrerá às 17h27min. Devido ao horário deste evento, a Lua eclipsada não terá tanto contraste com o fundo do céu por conta da claridade do crepúsculo. Em outras palavras, não veremos a Lua cheia nascer bem brilhante como de costume, porque ela estará dentro da sombra da Terra.
Mesmo assim será um fenômeno raro e um desafio tentarmos observar a Lua nascendo totalmente eclipsada e o Sol se pondo do outro lado do horizonte.
Mais tarde, às 18h02min quando a Lua começará a sair da sombra estará a cerca de 7 graus de altura sobre o horizonte até que às 19h02min sairá por completo e estará novamente toda iluminada pelo Sol, quando estará a cerca de 19 graus do horizonte.
Os eclipses lunares já foram mais importantes para a pesquisa astronômica. Eles forneceram a primeira prova de que a Terra é redonda, foram utilizados no estudo da alta atmosfera do nosso planeta, no estudo da rotação da Terra, no tamanho e distância do nosso satélite além de variações em seu movimento. Além disso, os eclipses podem contribuir com a História na determinação de datas que se deram em tempos remotos.
Neste ano temos ao todo 4 eclipses sendo 2 eclipses da Lua e 4 eclipses do Sol. Destes, apenas o eclipse lunar de 15 de junho será visível no Brasil.
As observações do eclipse total da Lua podem ser realizadas com binóculos, lunetas e telescópios de fraco aumento.
Para fotografar o eclipse com câmera digital, pode-se fixá-la num tripé, em modo de foco infinito, paisagem ou cenário (landscape). Como se pode verificar o resultado da imagem obtida, é fácil experimentar o tempo de exposição durante o eclipse. Na fase de totalidade, pode-se usar sensibilidade de ISO 100 ou 200 e exposições entre 1s a 5s. Também pode-se aumentar o ISO e diminuir o tempo de exposição.
Para exposições depois da totalidade, geralmente a câmera consegue se adaptar as condições de luz automaticamente, bastando apertar o botão de disparo para efetuar a foto nesta fase. Para as câmeras com opções manuais, pode-se usar exposições rápidas de 1/350 a 1/125 com ISO 100 para aberturas pequenas como 1:5,6 ou 1:8.
Em suma, pode-se utilizar mais de uma abertura e velocidade de disparo para garantir fotos de boa qualidade. Com a câmara fixa, apoiada em tripé, deve-se disparar manualmente em intervalos de três, cinco minutos ou mais.
É importante conhecer a trajetória aparente da Lua e fazer um ensaio na véspera para procurar o melhor local. Usando-se teleobjetivas, como o campo é limitado, é possível obter imagens maiores da Lua.
De qualquer forma, vale a pena reunir a turma, procurar um local alto e com o horizonte livre. Pode-se observar o pôr do Sol e tentar ver a Lua nascendo eclipsada, em contraste com a claridade do crepúsculo e ainda na sombra do nosso planeta. Com o passar do tempo, a Lua estará cada vez mais alta, irá saindo da sombra e voltará a estar cheia e totalmente iluminada pelo Sol.
Trabalhadoras domésticas brasileiras participam da 100ª Conferência Internacional do Trabalho em Genebra
Segundo a OIT, o trabalho doméstico é responsável por 4 a 10% da economia dos países em desenvolvimento. No Brasil, a profissão reúne 7,2 milhões de profissionais
Mara Karina Silva - ONU Mulheres Brasil e Cone Sul
Brasília, 1º de junho de 2011 - Seis representantes dos sindicatos de trabalhadoras domésticas do Brasil vão participar da 100ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que começa hoje (1/6), em Genebra. O encontro vai definir a adoção de um instrumento internacional para a garantia de direitos para os (as) trabalhadores (as) domésticos (as) e se encerra no dia 17 de junho.
As presidentas da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, Creuza Maria de Oliveira e do Sindicato das Empregadas Domésticas do Estado de Sergipe, Sueli Maria dos Santos, lideram a delegação brasileira. Também participam as representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Comércio e Serviço, ligada à Central Única dos Trabalhadores, Ione Santana de Oliveira, do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Rio de Janeiro, Maria Noeli dos Santos, e do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas, Regina Teodoro. O grupo recebeu o apoio do governo brasileiro para participar da conferência.
Segundo Creuza Maria de Oliveira, responsável pela articulação nacional das trabalhadoras domésticas brasileiras, é grande a expectativa das trabalhadoras para que a adoção de uma convenção com recomendações sobre as práticas da profissão. “Em Genebra, vamos nos encontrar com companheiras de outros países e realizar reuniões para visibilizar a questão do trabalho doméstico dentro da conferência, para que a gente chegue ao resultado que esperamos”, declara Creuza de Oliveira.
Este é um processo que foi intensificado nos últimos três anos, sendo marcado pelo protagonismo das trabalhadoras domésticas brasileiras na América Latina. Conforme estudos da OIT, o trabalho doméstico é responsável por 4 a 10% da economia dos países em desenvolvimento. No ano passado, por deliberação da 99ª Conferência Internacional do Trabalho, a OIT elaborou um documento consolidando a posição das delegações tripartites, formada por empregadores, governo e trabalhadoras domésticas. O documento abordou o trabalho doméstico na perspectiva do trabalho decente e foi novamente submetido à manifestação dos países acerca da regulamentação do trabalho doméstico. Essas consultas subsidiaram a construção de uma proposta de convenção e recomendação, que começa a ser discutida a partir de hoje (1/6), em Genebra, na 100ª Conferência Internacional do Trabalho.
Ione Santana, integrante da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Comércio e Serviço, acredita que a elaboração de uma convenção sobre trabalho doméstico vai evidenciar a importância da profissão para a sociedade. “Esse momento também vai trazer uma mudança em termos de reconhecimento profissional. Seremos vistas como as demais profissionais sem diferenças”, prevê Ione Santana.
Segundo Regina Teodoro, membro do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas, ainda existe a preocupação de que os países membros não aprovem a convenção com recomendação para o trabalho doméstico. “Nós vamos para o debate. Nós somos trabalhadoras domésticas, existem muitas limitações, mas estamos empenhadas em levar para a conferência as demandas da nossa categoria”, diz Regina Teodoro.
Apoio à promoção do trabalho doméstico decente
Desde 2009, a ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Regional Gênero, Raça, Etnia e Pobreza, apoia técnica e financeiramente as ações para a incidência das trabalhadoras domésticas nas discussões na Conferência Internacional do Trabalho. Neste ano, foi selada uma parceria com a Articulação Feminista do Mercosul que deu continuidade a estratégia para o fortalecimento das organizações de trabalhadoras e a participação dessas mulheres na 100ª Conferência. Foram realizados três seminários nacionais no Brasil, Paraguai e Uruguai e um encontro regional, a fim de articular as trabalhadoras domésticas latinoamericanas para levar as demandas da região para a Conferência.
Para a coordenadora de Direitos Econômicos da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, a participação das trabalhadoras neste processo possibilita que elas possam fazer parte de forma ativa nas discussões para a promoção do trabalho doméstico decente a nível global. “É muito importante a participação das trabalhadoras na conferência. São elas que estão diariamente na profissão e conhecem bem os desafios de ser trabalhadora doméstica”, lembra Ana Carolina Querino.
Trabalho doméstico no Brasil
De acordo com dados da PNAD 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o trabalho doméstico no Brasil reúne 7,2 milhões de profissionais. Houve um crescimento de 9% na comparação com 2008. As pesquisas indicam que 93% são mulheres e 61,6% mulheres negras. No mesmo período, o salário médio de uma trabalhadora doméstica brasileira era de R$ 386,45.
Mara Karina Silva - ONU Mulheres Brasil e Cone Sul
Brasília, 1º de junho de 2011 - Seis representantes dos sindicatos de trabalhadoras domésticas do Brasil vão participar da 100ª Conferência Internacional do Trabalho da OIT (Organização Internacional do Trabalho), que começa hoje (1/6), em Genebra. O encontro vai definir a adoção de um instrumento internacional para a garantia de direitos para os (as) trabalhadores (as) domésticos (as) e se encerra no dia 17 de junho.
As presidentas da Federação Nacional das Trabalhadoras Domésticas, Creuza Maria de Oliveira e do Sindicato das Empregadas Domésticas do Estado de Sergipe, Sueli Maria dos Santos, lideram a delegação brasileira. Também participam as representantes da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Comércio e Serviço, ligada à Central Única dos Trabalhadores, Ione Santana de Oliveira, do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas do Rio de Janeiro, Maria Noeli dos Santos, e do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas, Regina Teodoro. O grupo recebeu o apoio do governo brasileiro para participar da conferência.
Segundo Creuza Maria de Oliveira, responsável pela articulação nacional das trabalhadoras domésticas brasileiras, é grande a expectativa das trabalhadoras para que a adoção de uma convenção com recomendações sobre as práticas da profissão. “Em Genebra, vamos nos encontrar com companheiras de outros países e realizar reuniões para visibilizar a questão do trabalho doméstico dentro da conferência, para que a gente chegue ao resultado que esperamos”, declara Creuza de Oliveira.
Este é um processo que foi intensificado nos últimos três anos, sendo marcado pelo protagonismo das trabalhadoras domésticas brasileiras na América Latina. Conforme estudos da OIT, o trabalho doméstico é responsável por 4 a 10% da economia dos países em desenvolvimento. No ano passado, por deliberação da 99ª Conferência Internacional do Trabalho, a OIT elaborou um documento consolidando a posição das delegações tripartites, formada por empregadores, governo e trabalhadoras domésticas. O documento abordou o trabalho doméstico na perspectiva do trabalho decente e foi novamente submetido à manifestação dos países acerca da regulamentação do trabalho doméstico. Essas consultas subsidiaram a construção de uma proposta de convenção e recomendação, que começa a ser discutida a partir de hoje (1/6), em Genebra, na 100ª Conferência Internacional do Trabalho.
Ione Santana, integrante da Confederação Nacional dos Trabalhadores de Comércio e Serviço, acredita que a elaboração de uma convenção sobre trabalho doméstico vai evidenciar a importância da profissão para a sociedade. “Esse momento também vai trazer uma mudança em termos de reconhecimento profissional. Seremos vistas como as demais profissionais sem diferenças”, prevê Ione Santana.
Segundo Regina Teodoro, membro do Sindicato das Trabalhadoras Domésticas de Campinas, ainda existe a preocupação de que os países membros não aprovem a convenção com recomendação para o trabalho doméstico. “Nós vamos para o debate. Nós somos trabalhadoras domésticas, existem muitas limitações, mas estamos empenhadas em levar para a conferência as demandas da nossa categoria”, diz Regina Teodoro.
Apoio à promoção do trabalho doméstico decente
Desde 2009, a ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, por meio do Programa Regional Gênero, Raça, Etnia e Pobreza, apoia técnica e financeiramente as ações para a incidência das trabalhadoras domésticas nas discussões na Conferência Internacional do Trabalho. Neste ano, foi selada uma parceria com a Articulação Feminista do Mercosul que deu continuidade a estratégia para o fortalecimento das organizações de trabalhadoras e a participação dessas mulheres na 100ª Conferência. Foram realizados três seminários nacionais no Brasil, Paraguai e Uruguai e um encontro regional, a fim de articular as trabalhadoras domésticas latinoamericanas para levar as demandas da região para a Conferência.
Para a coordenadora de Direitos Econômicos da ONU Mulheres Brasil e Cone Sul, a participação das trabalhadoras neste processo possibilita que elas possam fazer parte de forma ativa nas discussões para a promoção do trabalho doméstico decente a nível global. “É muito importante a participação das trabalhadoras na conferência. São elas que estão diariamente na profissão e conhecem bem os desafios de ser trabalhadora doméstica”, lembra Ana Carolina Querino.
Trabalho doméstico no Brasil
De acordo com dados da PNAD 2009 (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o trabalho doméstico no Brasil reúne 7,2 milhões de profissionais. Houve um crescimento de 9% na comparação com 2008. As pesquisas indicam que 93% são mulheres e 61,6% mulheres negras. No mesmo período, o salário médio de uma trabalhadora doméstica brasileira era de R$ 386,45.
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