segunda-feira, dezembro 08, 2014

New York Times elogia o Brasil com sua politica de resposta para desigualdade



Foi preciso que um jornalista com visão limpa viesse do exterior, exatamente dos Estados Unidos, para informar aos brasileiros o óbvio ululante.



José Carlos Peliano (*)

Colunista sênior do The New York Times, Joe Nocera, escreveu sobre o Brasil na segunda feira agora, dia 20, apontando a surpresa que lhe despertou a cidade do Rio de Janeiro. Muniu-se de mais informações após sua viagem de volta aos Estados Unidos, reunindo-se com alguns economistas para procurar entender o que se passava com o país em particular onde se apoiavam seus pilares econômicos.

Chamou-lhe a atenção, o que os brasileiros já sabiam, a variedade de boas lojas em bairros como Ipanema e igualmente a quantidade de pobreza nas favelas ao redor. Segundo ele, para os visitantes, saltava aos olhos o número de cidadãos de classe média pelas ruas em meio aos carros por todos os lados e o tráfego congestionado. Por não ser ilusão o que via, passou a acreditar que tudo aquilo era sinal de uma classe média emergente. As pessoas tinham dinheiro para comprar carros.

Foi preciso que um jornalista com visão limpa viesse do exterior, exatamente dos Estados Unidos, país cuja cultura nos é bem conhecida, para informar aos brasileiros o óbvio ululante, salve Nelson Rodrigues, já que os profissionais dos nossos jornalões e televisões de plantão não informam por não saberem ver ou não conseguirem enxergar.

Se tivesse dito só isto já era o suficiente para mostrar que as mídias sociais, baluartes modernos da resistência informativa, veem como ele o país. Mas suas observações foram mais carregadas ainda de tinta ao destacar a queda na desigualdade de renda na última década, os recordes atuais do baixo desemprego e a saída da pobreza de cerca de 40 milhões de pessoas. Por fim, ainda assinalou que, embora o crescimento do produto tenha reduzido, a renda per capita continua a subir.

Já os economistas reunidos com ele relativizaram as conquistas. Disseram que a boa forma da economia brasileira tem voo curto a despeito dos ganhos obtidos.

Estariam faltando ganhos em produtividade para sustentar a volta dos investimentos. O baixo desemprego dos que querem trabalhar seria porque, enquanto a economia cresce pouco e com eficiência contida, o Estado compensa incentivando o consumo com programas sociais. Para eles o país teve mais sorte do que sucesso.

Não é sorte, embora os santos possam ter ajudado! Com a retração dos investimentos, apesar do esforço e incentivo do governo, a estratégia de expansão do consumo foi estabelecida para segurar a economia, mesmo a crescimento baixo, exatamente nesses anos de vacas magras desde o início da crise financeira mundial com a quebra do Lehman Brothers. O Brasil foi um dos poucos países que suportaram o baque, outros entraram em recessão ou mais leves ou mais graves, todos eles fazendo o dever de casa imposto pelas autoridades financeiras mundiais de ajustar e pagar suas dívidas públicas e privadas, desviando os olhos dos impactos sociais. Pois então, enquanto o Brasil cresce devagar, a economia mundial não conseguiu ainda se levantar.

De fato, o viés de consumo da política econômica é opção do governo que deu certo interna e externamente. Aqui, liderado pelos programas sociais somam-se outras medidas complementares, entre elas, correções maiores que a inflação no salário mínimo, aposentadorias e pensões e repasses parciais à gasolina dos aumentos de custos. Lá fora, os economistas com ele reunidos não viram: o próprio governo dos Estados Unidos e a ONU se interessaram pelo Programa Bolsa Família e pretendem implementá-lo para reduzir o desemprego, melhorar a renda familiar e sustentar o consumo. Joe Nocera destaca o papel do programa e compara seu êxito com a recusa do Congresso americano em melhorar o seguro desemprego e outros programas sociais naquele país.

Do lado do investimento, os economistas se esqueceram de mencionar que há muitas fichas apostadas na expansão e modernização da infraestrutura e na exploração do pré-sal não só pelos efeitos produtivos diretos, mas também pelos efeitos indiretos. Um forte incentivo e impulso do complexo industrial são esperados, o que tem tudo para promover a volta de novos projetos e a expansão de muitas plantas industriais existentes. Seguras e concretas alternativas brasileiras mesmo diante da crise mundial que arrasta as economias dos países.

Ao contrário do Brasil, o jornalista afirma que a produtividade americana voltou a crescer, mas apesar disso o desemprego não desce dos 7% e a classe média aos poucos perde posição social (em parte por conta de não serem distribuídos melhor os ganhos de produtividade). Diz taxativamente que a desigualdade de renda é um fato na vida dos Estados Unidos e ninguém tem sido capaz de fazer alguma coisa a respeito. Será que no fundo querem seguir a receita desandada do Brasil de esperar o bolo crescer para distribuir algumas migalhas?

O objetivo do governo atual e dos dois anteriores no Brasil foi exatamente garantir o desenvolvimento com a melhoria das condições de vida da população, em especial dos mais pobres; os Estados Unidos querem o desenvolvimento a qualquer custo. Infelizmente só o jornalista americano consegue entender isto, parabéns!, os nossos da grande mídia não.

domingo, dezembro 07, 2014

LIÇÃO DE VIDA

Um jovem foi se candidatar a um alto cargo em uma grande empresa . Passou na entrevista inicial e estava indo ao encontro do diretor para a entrevista final. O diretor viu seu CV, era excelente. E perguntou-lhe:
- Você recebeu alguma bolsa na escola? - o jovem respondeu - Não.
- Foi o seu pai que pagou pela sua educação?
- Sim - respondeu ele.
- Onde é que seu pai trabalha?
- Meu pai faz trabalhos de serralheria.

O diretor pediu ao jovem para mostrar suas mãos.
O jovem mostrou um par de mãos suaves e perfeitas.

- Você já ajudou seu pai no seu trabalho?
- Nunca, meus pais sempre quiseram que eu estudasse e lesse mais livros. Além disso, ele pode fazer essas tarefas melhor do que eu.

O Diretor lhe disse:
- Eu tenho um pedido: quando você for para casa hoje, vá e lave as mãos de seu pai. E venha me ver amanhã de manhã.

O jovem sentiu que a sua chance de conseguir o trabalho era alta!

Quando voltou para casa, ele pediu a seu pai para deixá-lo lavar suas mãos.
Seu pai se sentiu estranho, feliz, mas com uma mistura de sentimentos e mostrou as mãos para o filho. O rapaz lavou as mãos de seu pai lentamente. Foi a primeira vez que ele percebeu que as mãos de seu pai estavam enrugadas e tinham muitas cicatrizes. Algumas contusões eram tão dolorosas que sua pele se arrepiou quando ele a tocou.
Esta foi a primeira vez que o rapaz se deu conta do significado deste par de mãos trabalhando todos os dias para pagar seus estudos. As contusões nas mãos eram o preço que seu pai teve que pagar por sua educação, suas atividades escolares e seu futuro.
Depois de limpar as mãos de seu pai, o jovem ficou em silêncio organizando e limpando a oficina do pai. Naquela noite, pai e filho conversaram por um longo tempo.

Na manhã seguinte, o jovem foi encontra-se com o Diretor.
O diretor percebeu as lágrimas nos olhos do moço quando ele perguntou:
- Você pode me dizer o que você fez e aprendeu ontem em sua casa?
O rapaz respondeu:
- Lavei as mãos de meu pai e também terminei de limpar e organizar sua oficina. Agora eu sei o que é valorizar, reconhecer. Sem meus pais, eu não seria quem eu sou hoje... Por ajudar o meu pai agora eu percebo o quão difícil e duro é para conseguir fazer algo sozinho. Aprendi a apreciar a importância e o valor de ajudar a família.

O diretor disse:
- Isso é o que eu procuro no meu pessoal. Quero contratar uma pessoa que possa apreciar a ajuda dos outros, uma pessoa que conhece os sofrimentos dos outros para fazer as coisas, e que não coloca o dinheiro como seu único objetivo na vida. Você está contratado.

Uma criança que tenha sido protegida e habitualmente dado a ela o que quer, desenvolve uma mentalidade de "Tenho direito" e sempre se coloca em primeiro lugar. Ignora os esforços de seus pais.
Se somos esse tipo de pais protetores, estamos realmente demonstrando amor ou estamos destruindo nossos filhos?
Você pode dar ao seu filho uma casa grande, boa comida, educação de ponta, uma televisão de tela grande... Mas quando você está lavando o chão ou pintando uma parede, por favor, o faça experimentar isso também . Depois de comer, que lave os pratos com seus irmãos e irmãs. Não é porque você não tem dinheiro para contratar alguém que faça isso; é porque você quer amar do jeito certo. Não importa o quão rico você é, você quer entender. Um dia, você vai ter cabelos brancos como a mãe ou o pai deste jovem.

O mais importante é que a criança aprenda a apreciar o esforço e ter a experiência da dificuldade, aprendendo a capacidade de trabalhar com os outros para fazer as coisas.

(Tradução da postagem de Adri Gehlen Korb)

IDEOLOGIZANDO A IDEOLOGIA


Conta uma bela lenda judaica que num passado distante toda a humanidade vivia junta e falava a mesma língua. Tendo dominado as técnicas de construção e descoberto seu próprio poder criativo, os homens decidiram construir uma torre tão alta, que seu topo chegaria até o céu e eles veriam o criador. Irritado com a arrogância humana, deus resolveu confundir a língua dos homens, para que a gigantesca construção não prosperasse. Ao não se entenderem mais, os trabalhadores da obra não puderam coordenar seus esforços e a torre acabou desmoronando, fruto do caos instaurado.

A lenda sobre a Torre de Babel tem muito a nos ensinar, mas as lições não são sobre a vaidade humana, o poder de deus ou a origem dos idiomas modernos e sim sobre algo muito mais concreto: o funcionamento de nossa sociedade.

Assim como na Torre de Babel, a humanidade, mesmo sem saber, realiza uma grande obra coletiva e coordena esforços para isso: os carros produzidos no Brasil são vendidos na Argentina, levados até lá em navios fabricados no Japão, mas que pertencem a armadores gregos, que empregam marinheiros filipinos. Não há no mundo um único bem material que não seja fruto dos trabalhos conjugados de milhares de homens e mulheres.

Também como na lenda, a maioria dos participantes dessa imensa obra chamada sociedade “fala a mesma língua”, ou seja, compartilha certas ideias e valores, tem uma mesma “visão de mundo”. Por compartilharem as mesmas ideias, as pessoas acabam tendo também um comportamento parecido. A esses ideias ou conjunto de ideias que moldam o comportamento humano, chamamos ideologias.

Para que servem as ideologias

O papel das ideologias é garantir o funcionando da sociedade. Ora, o que aconteceria, por exemplo, se os trabalhadores ignorassem as leis sobre a propriedade privada e resolvessem tomar para si as fábricas, bancos e latifúndios? Ou se as mulheres se revoltassem contra o machismo e passassem a reagir violentamente em qualquer situação de opressão? Ou se os homossexuais se organizassem para espancar neonazistas na Av. Paulista? É claro que se isso acontecesse, a ordem burguesa entraria em colapso e a sociedade, tal como a conhecemos, desmoronaria sobre si mesma como uma enorme Torre de Babel.

Para que isso não aconteça, para que a dominação capitalista siga seu curso tranquilamente, é necessário que as pessoas aceitem passivamente as condições de exploração e opressão a que são submetidas. Como conseguir isso sem recorrer todo o tempo à violência? Através das ideologias.

Cria-se, assim, a ideologia de que a propriedade privada é sagrada e de que os grandes empresários, banqueiros e usineiros são heróis nacionais; de que as mulheres são propriedade de seus maridos e devem a eles respeito e obediência; de que a homossexualidade é uma doença e por isso, se os homossexuais apanham na rua, é porque algo de errado fizeram.

Assim, aos poucos, com inúmeras pequenas ideias, aparentemente sem conexão entre si, se forma na cabeça dos trabalhadores uma “visão de mundo” que já não corresponde aos seus interesses, mas sim aos interesses dos capitalistas. As ideias que justificam a dominação burguesa tornam-se predominantes em toda a sociedade. Elas são reproduzidas exaustivamente na TV, nas escolas, nas páginas dos jornais, na família, no trabalho, entre colegas. Os trabalhadores, pelo simples fato de viverem em sociedade, absorvem essas ideologias e agem de acordo com elas, mesmo sem perceber. Quando uma ideologia é aceita por todos, ela se torna uma espécie de “linguagem comum”, que todos reconhecem, entendem e reproduzem no seu cotidiano.

Como resultado, explorados e oprimidos passam a fazer uma coisa aparentemente absurda, mas que é a regra em nossa sociedade: começam a agir contra si mesmos, contra seus próprios interesses de classe; começam a defender o inimigo e a combater seus aliados; se dividem. Deste modo, os pais culpam os professores pelo baixo rendimento escolar de seus filhos, a população pobre defende um governo de empresários e banqueiros com medo de perder o bolsa-família, os trabalhadores furam a greve porque se convencem de que lutar não resolve nada.

O que as ideologias escondem

Tomemos algumas ideias bastante simples e amplamente disseminadas em nossa sociedade: “O homem é naturalmente egoísta”, “Sempre vai haver ricos e pobres”, “As mulheres foram feitas para o trabalho doméstico”, “Uma pessoa sempre vai querer passar a perna na outra”, “O preconceito já vem desde o nascimento” etc.

Qual o sentido dessas ideias? Ora, é evidente que todas elas apontam em uma mesma direção: aceitar as coisas tal como são. E como nos convencem disso? Afirmando que tudo o que existe é natural e inevitável, que tentar mudar a realidade é ir “contra a natureza”. Assim, para justificar um mundo de injustiça e sofrimento, as ideologias “naturalizam” a realidade social, ou seja, levam as pessoas a acreditar que a desigualdade, a exploração e a opressão são tão naturais quanto a chuva, o vento ou o movimento das marés. As ideologias escondem o grande segredo da dominação burguesa: o fato de que a sociedade é uma construção humana e que portanto não há nada de “natural” nela; que o mundo em que vivemos é o resultado da cooperação dos indivíduos e justamente por isso pode ser mudado por esses mesmos indivíduos.

A propaganda ideológica

Mas como as ideologias se espalham pela sociedade? Como absorvemos e reproduzimos com tanta facilidade ideias tão absurdas? Se existe democracia, como alguém pode controlar o que eu penso? Para responder a essas perguntas, é preciso entender como funciona a propaganda ideológica.

Todos sabemos o que é propaganda. As Casas Bahia fazem propagandas animadas, com pessoas falando alto e rápido, e com ênfase nos preços. A Nike centra sua propaganda no incrível desempenho dos atletas que usam seus artigos. O Itaú faz propaganda dos benefícios que seus clientes podem ter com esse ou aquele investimento. Em todos esses casos, o propósito é claro e evidente: compre, use, aplique seu dinheiro! Não há nenhuma dificuldade em reconhecer que estamos diante de uma peça de propaganda. Se alguém não gostar, pode mudar de canal ou virar a página da revista.

Já a propaganda ideológica é um pouco mais complicada. Como dissemos, o principal objetivo das ideologias é fazer as pessoas agirem contra si mesmas. Por isso a burguesia não pode dizer abertamente: “aceite a exploração”, “aceite a opressão”, como se dissesse “beba Coca-Cola”. Uma tal propaganda revelaria a dominação ideológica e provocaria ainda mais revolta. Por isso a principal característica da propaganda ideológica é que ela é disfarçada, sutil, encoberta, subliminar.

Quando um artigo sobre uma greve de professores começa falando dos alunos que ficaram sem aula, estamos diante de uma peça de propaganda ideológica. O objetivo não é informar ou esclarecer, mas sim mostrar como as greves prejudicam a população.

O jornalista não dirá isso abertamente, mas todo o texto será montado para deixar provocar no leitor essa sensação. Quando depois do assassinato de Bin Laden pipocam nos programas dominicais reportagens especiais sobre a tropa de elite que matou o líder da Al-Qaeda, estamos diante de propaganda ideológica. Aqui o recado é: os EUA são invencíveis, para eles não há missão impossível, não ousem desafiá-los! Como se sabe, a melhor forma de plantar uma ideia na cabeça de alguém é fazer a pessoa acreditar que chegou sozinha a essa conclusão.

Assim age a burguesia. Ela não diz “a mulher é um objeto”. Ela apenas mostra comerciais de cerveja que têm a mulher como objeto. Quem chega à conclusão de que a mulher é um objeto é o telespectador. Ela não escreve nos jornais “é preciso derrubar a mata ao redor dos rios”. Ela apenas mostra o quanto o agronegócio, que derruba a mata ao redor dos rios, é o “motor de desenvolvimento do país”. Quem chega à conclusão de que a derrubada das matas é um mal necessário é o leitor. Ela não diz “vamos acabar com os direitos trabalhistas”. Ela só diz que nos EUA, o país mais poderoso do planeta, quase não existem direitos trabalhistas. Quem chega à conclusão de que os direitos trabalhistas são um entrave ao desenvolvimento do país é o próprio trabalhador.

Por isso, o fato de uma pessoa ter uma opinião formada sobre um determinado assunto não significa de modo algum que essa ideia seja dela. No sótão com Mayaventa e nove porcento das ideias que temos na cabeça foram plantadas sutilmente pela burguesia através da educação, da imprensa, da família, da TV, do cinema, da igreja etc etc etc. A força das ideologias está justamente no fato de que os explorados defendem e reproduzem as ideias dos exploradores, achando que essas ideias são suas.

Ao serem repetidas incansavelmente por toda a sociedade, as ideologias assumem a aparência de uma “verdade absoluta”. Como assim as mulheres são iguais aos homens? Como assim acabar com a exploração? Como assim socialismo? Quando alguém questiona uma ideologia, parece realmente que está “falando outra língua”. Instintivamente, repelimos esse tipo de pessoa e a separamos de nosso convívio. Ou simplesmente a ignoramos. A Torre de Babel não pode ser abalada.

Ideologia da classe operária

Mas se uma ideologia é uma determinada “visão de mundo”, um conjunto de ideias que serve a certos interesses, poderíamos então dizer que a classe trabalhadora tem uma ideologia? A resposta é categórica: sim!

O socialismo científico, formulado na metade do século 19 pelos filósofos alemães Karl Marx e Friedrich Engels (por isso chamado também de marxismo) é a ideologia da classe operária, a ciência de sua libertação. O socialismo científico é um conjunto de ideias que interpretam corretamente o mundo à nossa volta, que revelam as verdadeiras razões da opressão, da desigualdade e da exploração. No entanto, diferentemente das ideologias burguesas, que penetram na mente dos trabalhadores por milhares de meios invisíveis e imperceptíveis, o marxismo não chega às residências pelas antenas de TV, não é ensinado nas escolas, nem cantado em canções de sucesso. Ele precisa ser buscado, descoberto. E é claro, como toda ciência, o marxismo precisa ser estudado.

O operário consciente que deseje entender a fundo o mundo ao seu redor deve começar por desconfiar de todas as ideias que parecem óbvias e naturais porque a maior parte delas não passa, muito provavelmente, de mentiras bem contadas. Em seguida, deve ter, em relação à sociedade, a mesma curiosidade que tem em relação à máquina nova que acaba de chegar na fábrica: deve querer desvendá-la, destrinchá-la, dominá-la. Tendo dominado o marxismo, esse operário interpretará os fatos da realidade com a mesma facilidade que um eletricista experiente interpreta o esquema elétrico de uma garagem residencial, que tem uma lâmpada, um interruptor e uma tomada.

A verdadeira obra humana

As ideologias burguesas não são uma força invencível. Se a classe dominante tivesse tanta confiança em suas ideias, não haveria homens armados de prontidão nos quarteis e batalhões, aguardando as ordens para bater, dispersar e prender.

Karl Marx, o velho filósofo alemão, disse certa vez que quando uma ideia é absorvida pelas massas organizadas, ela adquire força material, ou seja, vira uma arma real.

Quando a crise econômica, política e social colocar em xeque a dominação burguesa; quando a repressão contra os trabalhadores, ao invés de inibi-los, gerar ações ainda mais radicalizadas, a ideia do socialismo penetrará nas grandes massas e balançará a monstruosa obra do capitalismo. Os trabalhadores, ao invés de falar a língua da burguesia, começarão a falar a sua própria língua e se entenderão. A imensa Torre de Babel, erguida sobre as costas dos pobres e perseguidos, e solidificada com o cimento da mentira, desmoronará sobre as cabeças de seus arquitetos incompetentes. E os trabalhadores, livres do entulho da velha construção, começarão a sua própria obra: uma sociedade sem opressão e exploração, o socialismo no mundo inteiro

Fascistas invadem o Congresso Nacional

O PSDB e DEM teriam alugado ônibus para levar de São Paulo e Pernambuco um grupo de 200 manifestantes pagos para promover o empastelamento do Legislativo

Altamiro Borges - Blog do Miro Laycer Thomaz / Agência Câmara

A direita nativa, que não engoliu até hoje a derrota nas eleições de outubro, está disposta a tudo para sabotar o governo de Dilma Rousseff. Nas ruas de algumas capitais, grupos de fanáticos gritam pelo impeachment da presidente e pedem o retorno da ditadura militar. Nas redes sociais, os fascistóides vomitam preconceitos contra os nordestinos e pregam a divisão territorial do Brasil. Nesta terça-feira (2), porém, estes grupelhos resolveram ousar ainda mais e invadiram o Congresso Nacional. Aos berros de “Fora PT” e “Vai para Cuba”, uma minoria barulhenta impediu a votação do projeto que promove ajustes nas metas fiscais do governo. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) foi xingada de “vagabunda”!

A ação fascistóide foi previamente organizada. Num vídeo, o patético Lobão convocou seus lunáticos seguidores para o protesto em Brasília – mas ele mesmo não apareceu, alegando outros compromissos. Sites de agrupamentos fascistas – que defendem um novo golpe militar e o desmembramento do país – também reforçaram a convocatória. O pior, porém, foi a postura adotada pelo PSDB e DEM, cada vez mais metidos na ofensiva golpista. Eles garantiram o apoio aos agressivos manifestantes. Há boatos, inclusive, de que estes partidos ajudaram a bancar as despesas dos fascistóides. Entre os mais histéricos apoiadores da invasão ao Congresso Nacional estava o derrotado Aécio Neves.

Segundo relato do jornal Valor, o tumulto causado pelos manifestantes levou o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), a suspender a votação. “A atitude foi motivada pelo enorme barulho provocado pelos populares, que gritavam palavras de ordem e atrapalhavam a sessão. O estopim da confusão foi o protesto da deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) de que gritos de ‘vagabunda’ teriam sido proferidos enquanto a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) falava na tribuna”. O jornal, que não disfarça mais seu oposicionista, também registra que “alguns manifestantes trajavam camisetas com inscrições ‘impeachment já’” e que eles ocuparam as galerias com a ajuda do PSDB e DEM.

A invasão do Congresso Nacional por grupelhos fascistas é um fato gravíssimo. Mais grave, porém, como aponta o blogueiro Eduardo Guimarães, é que esta ação tresloucada conte com o apoio dos partidos de oposição. “PSDB e DEM alugaram ônibus para levar de São Paulo e Pernambuco um grupo de 200 manifestantes pagos que, em plena terça-feira, deixaram suas vidas, seus empregos em seus Estados de origem para promover o empastelamento do Legislativo federal. O presidente do Senado, Renan Calheiros, denunciou esse atentado à democracia praticado pelo PSDB e pelo DEM, em sua marcha golpista, iniciada após serem derrotados nas urnas”. Ele também lamenta a cumplicidade da mídia.


Nos telejornais, os fascistóides foram tratados como vítimas da ação truculenta da segurança do Congresso. “Uma mulher, identificada como Ruth Gomes de Sá, ligada ao PSDB, estava incontrolável. Tentava chutar os agentes da Polícia Legislativa que tentavam controlar cerca de duas dezenas de manifestantes. Teve que ser contida. A mídia, porém, acusa só o momento em que foi imobilizada por um agente, sem explicar a causa”. Como ele alerta, a ação desta terça-feira faz parte da escalada golpista em curso no país. É urgente uma reação das forças democráticas!

sábado, dezembro 06, 2014

POVO DIZ NÃO MAIS UMA VEZ AO PSICOPATA - Marcha convocada por Aécio é fiasco completo

6 de dezembro de 2014 | 17:58 Autor: Miguel do Rosário

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Aécio Neves fez vídeo. Aloysio Nunes fez vídeo. Ronaldo Caiado fez vídeo. Lobão vez vídeo. Paulo Ricardo (ex-vocalista do RPM, para quem não se lembra) fez vídeo.

Mesmo assim, o protesto na Avenida Paulista, convocado para este sábado, deu menos gente que nas outras vezes.

Para variar, um monte de gente com cartazes pedindo intervenção militar, para constrangimento da ala que pretendia posar de democrática, apesar de pregar impeachment da presidente eleita há poucas semanas.

Quanto ao número de pessoas, varia segundo as fontes.

O Terra diz que foram “dezenas”.

A Folha diz que havia 800 no Vão Livre do Masp, mas que depois cresceu para 2000 descendo a Consolação.

O Globo, maior amigo dos golpistas, diz que, segundo a Polícia Militar, “havia cerca de 4 mil pessoas no ato por volta das 16h45″.

De qualquer jeito, foi um fiasco.

Desorganizado, triste, agressivo e patético.

Aécio Neves não deu as caras, para revolta das “lideranças”, como Lobão. Mandou dizer que estava “trabalhando”.

Pausa para rir até meados de 2018…

As fotos acima e abaixo foram colhidas na reportagem do Terra, tem o seguinte crédito: Futura Press/Vilmar Bannach.

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Em Vitória, também houve protesto. 70 pessoas compareceram, segundo o G1. A foto obtida pelo repórter do G1 mostra apenas 15 pessoas.

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quarta-feira, dezembro 03, 2014

QUADRILHA FRAUDA VESTIBULARES DE MEDICINA HA QUASE 20 ANOS E COMO FICAM OS PACIENTES DESSES "MEDICOS" PRODUTOS DE FRAUDE?

       Tenho visto nos noticiarios jornalisticos, as chamadas midias, a prisao de quadrilhas que tem fraudado o ENEM e ods vestibulares a mais de vinte anos. sao bandidos organizados e com um grau de sofisticação tamanha que parecem produçoes cinematograficas com pontos eletronicos, centaris de radio e etc.. Pois bem o curioso é que ninguem desses fraudadores temfraudado vestibulares ou ENEM para o curso de pedagogia, comunicação, portugues, filosofia, psicologia ou magisterio, . Mas fraudadores frauda somente o curso de MEDICINA, porque? porque o curso de medicina é uma curso de retorno imediato e é um curso que nao tem como nao dar certo . Não existe medico pobre e nem mal remunerado. èxiste sim medico mal carater , mal educado ,irresponsavel ,mercenario,  perdulario, financisata, desonesto e classista. É uma profissao que funciona assim... O cidadao se forma com o dinheiro publico bancado pelo cidadao que paga imposto , geralmente opovo pobre, ja que o rico sempre sonega,. Prova é que na operação lava jato entre os sonegadores e os ladroes presos , tem politicos de prestigios de TODOS OS PARTIDOS POLITICOS SEM SALVAR SO e empreiteiras, tambem de prestigios. Pois é la nao tem pobre, que, por serem pobres sao honestos e sao honestos por serem pobres. Pois bem , esses medicos se formam com o dinheiro dopobre e depois de formados se negam a atender pobres por esses nao possuirem dinheiro para comprar seu atendimento. seres mercenarios, perdularios fazem da medicina um comercio e se dizem profissionais da saude e se comprazem da doença. Essa corja, nas ultimas eleiçoes estavam fazendo campanha contra a presidente Dilma simplesmente porque ela no programa mais medicos trouxe medicos de varias partes do mundo para atendimento dos pobres Brasileiros. Com isso o mercado de doentes ficou meio escasso e ai a concorrencia aumentou. Por isso foram as ruas contar Dilma e perdendo a eleiçao ressuscitam ideias conservadoras ate de intervençao. pois bem de intervenção e golpe eles entendem,pois entram nas faculdades na base de falcatruas. Esse jornalista aqui lança um desafio: gostaria que esse medicos , que na maioria entraram na faculdade fraudando vestibulares e ou enem, que se manifestem e peçam uma delação premiada e delatem os esquemas que colocaram eles la. E ai eu pergunto...Como fica o povo Brasileiro que é atendido por um medico desses que entraram na faculdades por fraudes em concursos vestibulares? ESSES QUE ESTAO DE LUTO PELO BRASIL DEVERIAM ESTAR DELUTO CONTRA O MAL CARATISMO DESSES QUE FRAUDAM VERGONHOSAMENTE OS ACESSOS PREJUDICANDO AS PESSOAS HONESTAS, QUE SAO PUNIDAS POR ISSO. Nao so curta compartilhe para desmascararmos essa corja

sexta-feira, novembro 28, 2014

DEPOIS DE NEGAR A PAGAR PENSAO DE FILHA FORA DO CASAMENTO , ESTA CONDENA ÁLVARO DIAS EM CASO DE R$ 16 MILHÕES