domingo, março 01, 2015

Sob cerco no Paraná, perde força no país o movimento anti-Dilma

Pedágio ‘mais caro do mundo’ autorizado pelo governador Beto Richa inibiu locaute de caminhoneiros contra Dilma. Movimento tucano pelo impeachment da presidenta encontra resistência no Paraná, que pede nas ruas “Fora Richa, impeachment já!”. Governador do PSDB enfrenta greve na educação há 20 dias, que transformou sua popularidade em pó.
Pedágio ‘mais caro do mundo’ autorizado pelo governador Beto Richa inibiu locaute de caminhoneiros contra Dilma. Movimento tucano pelo impeachment da presidenta encontra resistência no Paraná, que pede nas ruas “Fora Richa, impeachment já!”. Governador do PSDB enfrenta greve na educação há 20 dias, que transformou sua popularidade em pó.
Às vezes é preciso recorrer à História para que percebamos a importância estratégica do Paraná na geopolítica brasileira. Voltemos a 1894, na cidade da Lapa, onde forças republicanas e legalistas, os pica-paus, resistiram heroicamente 26 dias à ofensiva militar dos maragatos (os federalistas) que tentavam derrubar a nascente República. Os defensores não tinham munição nem homens suficientes para conter os atacantes. O tempo de resistência foi imprescindível para que o presidente Marechal Floriano Peixoto reunisse força para combater os golpistas de antanho.
Outro episódio histórico, agora em 1930, também passou pelo no Paraná: a revolução comandada por Getúlio Vargas, que pôs fim à República Velha, rompeu com o modelo agrário e semi-escravista para iniciar o processo de industrialização do país. O comboio getulista permanecera estacionado no município de Ponta Grossa, Campos Gerais, à medida que as tropas revolucionárias avançavam rumo a São Paulo.
Nos dois fatos acima, o Paraná teve participação preponderante e decisiva. No primeiro, conteve o avanço de golpistas contra a República. No segundo, 36 anos depois, deu passagem para o sepultamento da envelhecida República.
Novamente, em 2015, o Paraná se posiciona contra golpismo contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Armou uma trincheira anti-PSDB em todos os 399 municípios.
Surge aqui no estado um movimento pelo impeachment do governador Beto Richa (PSDB). Mesmo que legalmente não prospere o impedimento, a pressão das ruas serve como antídoto para o tapetão tucano e a palavra de ordem pelo retorno dos militares ao poder.
O movimento de massas paranaense assusta o tucanato local e nacional, pois, de acordo com o próprio senador Aécio Neves (PSDB-MG), em contato com o governador Beto Richa (PSDB), pode atrapalhar em todo o país as manifestações de 15 de março contra Dilma.
Até mesmo a greve dos caminhoneiros estancou-se por aqui, na região Sul. Os bloqueios de rodovias estão agora restritos ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pois, não consegue avançar para outros estados. Perdeu força porque se trata de um locaute (paralisação organizada por empresas), que afeta o suprimento dos cidadãos e a economia das localidades. Trata-se de um movimento contra Dilma, organizado por forças ligadas ao PSDB e setores do empresariado e do agronegócio mais atrasados.
A questão do pedágio cuja tarifa é a maior do país, permitida por Beto Richa, arrefece o ânimo do protesto dos caminhoneiros contra Dilma. Pelo contrário. Várias carretas foram vistas nas estradas com a inscrição “Fora Richa”. Além disso, conjunturalmente, o governador tucano aplicou nos paranaenses tarifaços no IPVA, no ICMS de 95 mil produtos e nas contas de água e luz.
A greve dos educadores entrou hoje no vigésimo dia, sem que o tucano consiga sair dela. As manifestações de professores e funcionários de escolas transformaram em pó, em um mês, a musculatura que Richa conquistou na reeleição. Outras categorias do serviço público também estão paralisadas, enfim, o modelo do PSDB é o modelo do próprio inferno no Paraná e ninguém quer essa maldade para os brasileiros. Nem para o mais ferrenho inimigo

Polícia Federal chega no 'Doutor Freitas' e Aécio Neves desaparece



Após depoimentos de executivos que fizeram acordos de delação premiada afirmando que existia um 'clube' de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano sumiu da imprensa

por Helena Sthephanowitz publicado 21/11/2014 15:22, última modificação 21/11/2014 18:56
REPRODUÇÃO
aecio neves
De 11 sessões no Senado, Aécio só apareceu em cinco. Precisa aparecer para explicar o que sempre chamou de 'corrupção'
Nas últimas entrevistas, o senador Aécio Neves (PSDB), apareceu histérico tentando pautar desesperadamente a mídia na Operação Lava Jato para atacar o governo Dilma e afastar os holofotes dos tucanos. Parece que vai ser difícil agora.
Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas. Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de páginas dos grandes jornais informam que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e esteve com o empreiteiro na sede da UTC. Ainda de acordo com o depoimento, objetivo da visita do Doutor Freitas foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio.
Dados da Justiça Eleitoral sobre as eleições de 2014 mostram que a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para a campanha presidencial e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do PSDB em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos.
Depois dos depoimentos de dois executivos da Toyo Setal que fizeram acordos de delação premiada, e afirmaram que existia um "clube" de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano Aécio Neves sumiu da imprensa.
Aécio é senador até 2018, mas também não é mais visto na casa. De 11 sessões, compareceu apenas a cinco. O ex-candidato tucano precisa aparecer para explicar a arrecadação junto à empreiteira, o que, para ele, sempre foi visto como "escândalo do PT", e outras questões. Como se não bastassem antecedentes tucanos na Operação Castelo de Areia, como se não bastasse a infiltração de corruptos na Petrobras desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como se não bastasse o inquérito que liga o doleiro Alberto Youssef à Cemigbasta observar o caso da construção do palácio de governo de Minas na gestão de Aécio quando foi governador.
Para quem não se lembra, a "grande" obra de Aécio como governador de Minas, além dos dois famosos aecioportos, não foi construir hospitais, nem escolas técnicas, nem campi universitários. Foi um palácio de governo faraônico chamado Cidade Administrativa de Minas, com custo de cerca R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bi em 2010 corrigido pelo IGP-M). A farra com o dinheiro público ganhou dos mineiros apelidos de Aeciolândia ou Neveslândia.
Além de a obra ser praticamente supérflua para um custo tão alto, pois está longe de ser prioridade se comparada com a necessidade de investimento em saúde, educação, moradia e mobilidade urbana, foi feita com uma das mais estranhas licitações da história do Brasil.
O próprio resultado deixou "batom na cueca" escancarado em praça pública, já que os dois prédios iguais foram construídos por dois consórcios diferentes, cada um com três empreiteiras diferentes.
Imagina-se que se um consórcio ganhou um dos prédios com preço menor teria de construir os dois prédios, nada justifica pagar mais caro pelo outro praticamente igual.
Se os preços foram iguais, a caracterização de formação de cartel fica muito evidente e precisa ser investigada. Afinal, por que seis grandes empreiteiras, em uma obra que cada uma teria capacidade de fazer sozinha, precisariam dividir entre elas em vez de cada uma participar da licitação concorrendo com a outra? Difícil de explicar.
O próprio processo licitatório deveria proibir esse tipo de situação pois não existe explicação razoável. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
No final das contas, nove grandes empreiteiras formando três consórcios executaram a obra. Cinco delas estão com diretores presos na Operação Lava Jato, acusados de formação de cartel e corrupção de funcionários públicos.
Em março de 2010 havia uma investigação aberta no Ministério Público de Minas Gerais para apurar esse escândalo. Estamos em 2014 e onde estão os tucanos responsáveis? Todos soltos. A imprensa mineira, que deveria acompanhar o caso, nem toca no assunto de tão tucana que é. E a pergunta do momento é: onde está Aécio?

PSDB TEME NACIONALIZAÇÃO DE CRISE NO PARANÁ

Ricos e classe média olham o PT e Dilma com ódio segundo Bresser Pereira

Para ex-ministro dos governos Sarney e FHC, o PSDB passou a advogar o impeachment, como se o Brasil estivesse ainda nos anos 1950, no tempo da UDN também liberal, conservadora e golpistaPor RedaçãoO economista e ex-ministro nos governos Sarney e FHC, Luiz Carlos Bresser-Pereira divulgou uma análise sobre a conjuntura brasileira. Em sua opinião, o ajuste fiscal optado pelo governo “se justifica porque é condição de recuperação da confiança”. Do ponto de vista político, Bresser-Pereira destaca que após a reeleição de Dilma Rousseff em vez de a oposição ajudar a presidente a governar, passou a advogar o impeachment.
Leia abaixo texto do autor divulgado em seu Facebook.O Brasil vive um momento cheio de contradições. No curto prazo há uma relativa crise econômica causada pelo fato que o superávit primário zerou e a inflação aumentou – o que levou o governo a uma crise de confiança nos mercados financeiros nacional e internacional. Para enfrentar o problema o governo decide pelo ajuste fiscal, embora o desemprego esteja aumentando, mas que se justifica porque é condição de recuperação da confiança.
No mesmo curto prazo, há uma grave crise política, que começou dois anos antes da eleição, quando aos erros do governo na área econômica, que levaram à crise de confiança, somou-se o julgamento do mensalão. A partir desse momento os ricos inclusive a alta classe média passaram a olhar o PT e a presidente com ódio – algo que eu nunca havia visto no Brasil. E esse ódio apenas aumentou quando Dilma Rousseff foi eleita por pequena maioria. Ao invés de dizerem-se a si próprios que agora tratava-se de ajudar a presidente a governar, as elites continuaram indignadas. Do que se aproveitou o partido liberal-conservador – o PSDB – a advogar o impeachment, como se o Brasil estivesse ainda nos anos 1950, no tempo da UDN também liberal, conservadora e golpista.
Terceiro, o país vive uma quase-estagnação de longo prazo. Entre 1981 e e 2014, a taxa média de crescimento per capita foi de 0,94% ao ano. Se excluirmos um período excepcionalmente negativo (os ano 1980, em que o país estagnou devido à crise financeira da dívida externa) e se também excluirmos o boom de commodities (2004-10), essa taxa é ainda menor: 0,78% ao ano.
Essa crise decorre, no plano político, da perda de ideia de nação que nos torna incapaz de criticar as políticas econômicas que nos são recomendadas pelos países ricos e pela alta preferência pelo consumo imediato que elites e povo demonstram no Brasil. São essas duas distorções que explicam que explicam a incapacidade dos brasileiros de enfrentar e resolver os dois principais fatos históricos novos que explicam essa quase-estagnação.
Primeiro, desde os anos 1980 o Estado brasileiro deixou de ter uma poupança pública de 3% do PIB e passou a ter uma despoupança pública de 2% – o que representa 5% do PIB de perda de investimentos.
Segundo, desde 1990-91, quando houve a abertura comercial, o Brasil deixou de neutralizar a doença holandesa, que antes estava embutida no sistema comercial, e, em consequência, as empresas brasileiras industriais e de serviços comercializáveis (tradable) passaram a ter uma desvantagem competitiva de cerca de 20% em relação às empresas dos demais países que exportam para terceiros países.
A análise dessa crise de longo prazo está em meu artigo ainda não publicado, mas que acabo de colocar em meu site, “A quase-estagnação brasileira e sua explicação novo-desenvolvimentista”, que poderão ler no link http://bit.ly/1C9p5h5A crise econômica de curto prazo foi causada pelos erros cometidos pelo governo desenvolvimentista nos últimos dois anos. Neste ano teremos aumento do desemprego e recessão, mas o ajuste fiscal é inevitável, porque é condição do retorno da confiança.
Mas, ao contrário do que pensam os economistas liberais, o ajuste não resolverá o problema econômico de longo prazo, que só se resolverá quando os brasileiros voltarem a pensar com sua própria cabeça, lembrando que são uma nação, e quando conseguirem rejeitar a preferência pelo consumo imediato, que se expressam em poupança pública negativa e elevados déficits em conta-corrente. Déficits e despoupanças que limitam tanto os investimentos privados como os públicos, que são essenciais para a retomada do crescimento.


sábado, fevereiro 28, 2015

UMA FARSA TUCANA QUE DUROU POUCO TEMPO. ENGRAÇADO QUASE ME ENGANARAM

Revoltados_Online16_Pit_Bull_Haitiano

Com tanta coisa para se criticar nessa lamentável briga de torcidas organizadas que se formou em frente à ABI, nossos revoltados preferiram criar um factoide pra incendiar ainda mais o lucrativo movimento pró-impeachment.Vocês conhecem o modus operandi da turma, nem preciso dizer que as fotos acima são de pessoas diferentes.A primeira foto é de Auguste Lubain, haitiano, pai de duas crianças, que veio para o Brasil em busca de melhores condições para sua família no Haiti. Ele foientrevistado pelo UOL no ano passado, quando conseguiu tirar a carteira de trabalho brasileira.Na segunda foto, vemos um militante petista qualquer que, pelo ângulo, até se assemelha ao haitiano. Mas em breve pesquisa encontramos facilmente outra imagem do mesmo militante, em outro ângulo, que não deixa mais dúvidas: não é Auguste Lubain.Revoltados_Online17_Pit_Bull_HaitianoFoto de Reynaldo Vasconcelos/Futura PressEm seu perfil no Facebook, o haitiano informa que mora no interior de Santa Catarina e trabalha na Aurora Alimentos. Está empregado e mora bem longe do Rio de Janeiro.A publicação associando o haitiano à confusão no ato em favor da Petrobras teve quase 40 mil compartilhamentos. Ou seja, a imagem de um batalhador, um pai de família, está sendo espalhada na internet ao lado dos seguintes dizeres: “Sociopata haitiano contratado por Lula para espancar brasileiros que querem o fim dos roubos”, “pitbull haitiano”, “contratado para fazer o mal”. É assim que Lubain está sendo retratado.Muitos seguidores da página perceberam a farsa e questionaram. Depois de muito enrolar e não apresentar nenhuma prova, o grupo deu uma resposta curiosa para um revoltado online que cobrou explicação:Revoltados_Online18_Pit_Bull_HaitianoÉ, gente, vamos parar com essa frescura de ser rigoroso com a veracidade dos fatos e começar a ler mais Reinaldo Azevedo.

QUEM LUCRA COM O DENUNCISMO CONTRA A PETROBRAS? PORQUE O BRASIL PERDE E É MUITO

Glenn Greenwald guardian brasil espionagemO jornalista norte-americano Glenn Greenwald, que revelou os documentos secretos obtidos por Edward Snowden, disse que o Brasil é o maior alvo das tentativas de espionagem dos Estados Unidos. “Não tenho dúvida de que o Brasil é o grande alvo dos Estados Unidos”, disse o jornalista, que promete trazer novas denúncias. “Vou publicar todos os documentos até o último documento que deva ser publicado. Estou trabalhando todo dia.”
Greenwald revelou esta semana, em reportagem em conjunto com o programa “Fantástico”, da TV Globo, que o governo americano espionou inclusive os e-mails da presidente Dilma Rousseff e de seus assessores próximos.
Snowden era técnico da NSA, a agência de segurança americana, e revelou ao jornal britânico “The Guardian”, onde Greenwald é colunista, o escândalo de espionagem norte-americano.
O governo brasileiro já cobrou uma resposta formal e por escrito à Casa Branca. Em nota, o Departamento de Estado americano disse na terça-feira que “responderá pelos canais diplomáticos” aos questionamentos do Brasil. O departamento não comenta publicamente as denúncias, mas afirma que os EUA “sempre deixaram claro que reúnem inteligência estrangeira”. Para o jornalista, o Brasil tem de dar uma resposta “enérgica” e “menos vaga” aos EUA.
Segundo Greenwald, o que motiva os EUA a espionar até mesmo aliados é o desejo por poder. “Todos os governos, na história, que quiseram controlar o mundo, controlar a população, usam a espionagem para fazer isso. Quando você sabe muito sobre o que outros líderes estão pensando, planejando, comunicando, você pode controlá-los muito mais porque você sempre sabe o que eles estão fazendo. O motivo é o poder. Sempre que os Estados Unidos estão fazendo espionagem, o poder deles aumenta muito. Além disso, o sistema brasileiro de telecomunicação, como é um alvo grande, um alvo forte, eles podem coletar dados de comunicações de muitos outros países. Por exemplo, se tem alguém na China que está mandando e-mails para alguém na Rússia, muitas vezes pode atravessar o sistema do Brasil. Na internet funciona assim. Então, para saber tudo o que eles querem fazer, coletam tudo o que for possível. Mas com certeza é para obter vantagens industriais e
Greenwald revelou esta semana, em reportagem em conjunto com o programa “Fantástico”, da TV Globo, que o governo americano espionou inclusive os e-mails da presidente Dilma Rousseff e de seus assessores próximos.
Snowden era técnico da NSA, a agência de segurança americana, e revelou ao jornal britânico “The Guardian”, onde Greenwald é colunista, o escândalo de espionagem norte-americano. O governo brasileiro já cobrou uma resposta formal e por escrito à Casa Branca. Em nota, o Departamento de Estado americano disse na terça-feira que “responderá pelos canais diplomáticos” aos questionamentos do Brasil. O departamento não comenta publicamente as denúncias, mas afirma que os EUA “sempre deixaram claro que reúnem inteligência estrangeira”. Para o jornalista, o Brasil tem de dar uma resposta “enérgica” e “menos vaga” aos EUA. Segundo Greenwald, o que motiva os EUA a espionar até mesmo aliados é o desejo por poder. “Todos os governos, na história, que quiseram controlar o mundo, controlar a população, usam a espionagem para fazer isso. Quando você sabe muito sobre o que outros líderes estão pensando, planejando, comunicando, você pode controlá-los muito mais porque você sempre sabe o que eles estão fazendo. O motivo é o poder. Sempre que os Estados Unidos estão fazendo espionagem, o poder deles aumenta muito. Além disso, o sistema brasileiro de telecomunicação, como é um alvo grande, um alvo forte, eles podem coletar dados de comunicações de muitos outros países. Por exemplo, se tem alguém na China que está mandando e-mails para alguém na Rússia, muitas vezes pode atravessar o sistema do Brasil. Na internet funciona assim. Então, para saber tudo o que eles querem fazer, coletam tudo o que for possível. Mas com certeza é para obter vantagens industriais etambém por questões de segurança nacional.” “Não tenho dúvida de que o Brasil é o grande alvo dos Estados Unidos. Talvez tenham outros líderes que eles estão fazendo isso, mas é raro fazer isso com aliados, países amigos, como Brasil e México. Eles têm muito interesse no Brasil por várias razões. Acho que tem outros países, mas o Brasil é um dos principais”, completou.

quinta-feira, fevereiro 26, 2015

DEPOIS DA REPERCUSSAO NEGATIVA NAS MIDIAS SOCIAIS DEPUTADOS TUCANOS VAO AO SUPREMO CONTRA O AUXILIO XERECA

Com a repercussão negativa na mídia e nas redes sociais causada pela decisão de permitir o pagamento de passagens áreas de deputados com verba dos cofres da Câmara, bancadas se manifestaram nesta quinta-feira para criticar a medida. O PSDB e o PPS divulgaram nota anunciando a decisão dos deputados das duas bancadas de abrir mão deste tipo de uso. O líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP) foi além: avisou que entrará, ainda hoje no Supremo Tribunal Federal (STF) com mandato de segurança para tentar barrar a decisão.Sampaio fez questão de dizer ainda, na nota, que a decisão tomada na quarta-feira pela Mesa Diretora não contou com o apoio da representante do partido, a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), terceira secretária da Casa. "É inaceitável que, num momento em que a sociedade é penalizada com o aumento de impostos e alta nos preços, conceda-se esse privilégio aos parlamentares. É um total desrespeito com os brasileiros, que já estão pagando o preço da incompetência do governo Dilma e agora, terão de arcar com essa mordomia. É um contrassenso. O PSDB não fará parte dessa vergonha, também em respeito aos próprios cônjuges de seus parlamentares”, afirmou Sampaio em nota à imprensa.A decisão da Mesa Diretora tomada ontem permitiu que os deputados utilizem verba da cota de exercício do mandato, chamada de Cotão, para pagar passagens aéreas para mulheres e maridos de deputados e deputadas. Desde 2009, depois do escândalo da farra das passagens, quando deputados foram flagrados pagando até passagens de férias para familiares, o uso foi proibido como medida moralizadora.Na manhã desta quinta-feira, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) defendeu o pagamento, mas ressalvou que não será válido para "namoradas". Cunha explicou que será adotado o critério do Ministério das Relações Exteriores, que exige "registro" do cônjuge. Segundo o presidente da Câmara, "ninguém é obrigado a usar" o benefício e ele acredita que 80% dos deputados não o façam— Veja bem a gente adotou o mesmo critério para concessão de passaporte diplomático. (A relação) tem que ser registrada em cartório. Não tem esse negócio de namorada, não existe isso — afirmou Cunha.

quarta-feira, fevereiro 25, 2015

Futuro da energia nuclear no Brasil


Ocorreu nesta quarta o lançamento do livro “Energia nuclear: do anátema ao diálogo”, organizado pelo economista José Eli da Veiga, publicado pela editora SENAC. O lançamento aconteceu no mesmo momento em que a crise nuclear se agrava no Japão. Por causa do terremoto ocorrido no dia 11, de magnitude 9 na escala Richter, e do forte tsunami que seguiu, os geradores da usina nuclear de Fukushima foram afetados. Assim, o sistema de resfriamento do complexo parou de injetar água nos reatores, o que desencadeou explosões e o temor de vazamentos radioativos a qualquer momento.

Em debate, na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP, estiveram presentes o organizador do livro, o físico nuclear e professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da USP José Goldemberg e Leonam dos Santos Guimarães, assistente do diretor-presidente da Eletronuclear. Na discussão, falou-se sobre o futuro da energia nuclear no Brasil.

“A matriz energética brasileira prevê a expansão do parque nuclear baseada em hipóteses que são irrealistas", disse Goldemberg. Segundo ele, as previsões indicam que o Produto Interno Bruto (PIB) nacional vai crescer junto com a necessidade de energia, enquanto em todos os países da Europa e nos EUA o PIB tem crescido muito mais rápido do que o consumo de energia. "Essa ideia de que nós vamos precisar de tanta energia no ano 2030 e que a energia nuclear é essencial para a matriz energia brasileira é simplesmente incorreta”, comentou Goldemberg.

O professor também destaca que o sistema brasileiro precisa de complementação térmica. No Brasil, disse ele, a complementação térmica pode vir tanto de energia nuclear quanto de biomassa e de gás. E as contribuições desses três fatores devem ser pesadas. Isso não significaria que o programa nuclear brasileiro precisaria ser abandonado, mas a expansão dele é altamente questionável. "Com o aumento dos riscos, como se verificou agora, no Japão, é de toda a prudência adotar uma postura como a dos países europeus e rever os programas de expansão nuclear”.

Efeitos devastadores

Ricardo Baitelo, coordenador da Campanha de Energias Renováveis do Greenpeace Brasil, defende a abolição do seu uso. “Nosso país depende muito pouco de energia nuclear. Mas nem por isso a gente não poderia reduzir o que já temos. Temos um potencial enorme na geração de outras fontes renováveis, principalmente energia eólica, biomassa, hídrica e solar", afirma.

O Greenpeace realizou um estudo, chamado Revolução Energética, no qual se projetou que o Brasil poderia crescer sem a ampliação das usinas nucleares e até desativando as que a gente tem no futuro, conta Baitelo.

Segundo ele, os efeitos devastadores da energia nuclear não se comparam a nenhum outro tipo de geração energética. “Quando há um grande desastre hidrelétrico ou um acidente numa torre eólica, essas ocorrências vão se restringir a um determinado número de pessoas e locais, o problema da energia nuclear é que a possibilidade de ameaças invisíveis, que podem perdurar por centenas (ou milhares) de anos e se estocar no organismo humano”, ressalta.

O Greenpeace pede que a construção de Angra 3 seja paralisada e considera, no mínimo, uma revisão do projeto de expansão nuclear em função de novos parâmetros de segurança.

Já Guimarães, da Eletronuclear, não vê nenhum sentido em acabar com a energia nuclear. “Respeito essa opinião, mas não vejo razão nessas posturas radicais”, comenta. Em relação a uma reavaliação dos planos futuros do Brasil no tocante à energia nuclear, ele acredita “que não é o caso de uma reanálise do programa, mas, sem dúvida, todos vão considerar o que aconteceu e melhorias serão incorporadas às instalações”.

Para ele, o evento que está ocorrendo no Japão não muda em nada o conjunto de premissas, critérios e necessidades que determinam o planejamento energético individual de cada país.

Decisões mais democráticas

O economista José Eli da Veiga aponta que o modo como foi aprovado o projeto de expansão energética brasileira deveria ser mais democrático. “O que não entendo é que não passe pelo Congresso a discussão, por exemplo, sobre se vamos ou não fazer uma quarta usina nuclear. Não estou dizendo que tenha que aprovar uma lei para estabelecer esse plano. O ponto é que nós temos um Congresso que discute coisas muito menos importantes do que essa. E por mais defeitos que o Congresso tenha, ele é sensível a uma grita da sociedade”, comenta.

Atualmente, há cerca de 2300 pessoas no canteiro de obras de Angra 3. Se, por um lado, há quem defenda a revisão do plano e até a abolição do uso de energia nuclear, em contrapartida, muitos consideram que o plano não deve ser revisado e até descartam a possibilidade de no futuro ocorrer uma crise nuclear no Brasil.

Goldenberg ainda aponta outra questão do plano energético brasileiro que impacta grandemente na análise da quantidade de energia que deverá ser produzida futuramente, o que está relacionado com a necessidade ou não de mais usinas, sejam nucleares, sejam de outras matrizes. “No plano de expansão brasileiro, a conservação de energia quase não aparece. Mas, por exemplo, de 1973 a 1998, o consumo de energia nos países industrializados da Europa toda seria 50% maior do que ela foi efetivamente. Eles realizaram uma redução considerável do consumo de energia”.

Como disse Sérgio Abranches em artigo publicado esta semana, o real nunca segue o roteiro previsto. Por isso, em meio a tantas controvérsias em torno da energia nuclear, o economista José Eli da Veiga considera “que a discussão precisa ser reaberta, agora com o envolvimento da população”.



Fonte: O eco

terça-feira, fevereiro 24, 2015

ENFIM PT E PMDB SELAM AS PAZES E AJUSTE FISCAL VAI PASSAR


O PMDB prometeu apoiar a aprovação das medidas provisórias do ajuste fiscal que estão tramitando no Congresso. Em jantar ontem à noite em Brasília, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e a cúpula do PMDB acertaram um acordo pelo qual poderá haver alterações em alguns pontos, mas sem desfigurar a essência das medidas enviadas pelo Palácio do Planalto ao Congresso. Foi uma vitória política de Levy.O jantar ocorreu no Palácio do Jaburu, residência oficial do vice-presidente da República, Michel Temer. Joaquim Levy foi acompanhado de um time de peso. Estiveram presentes os ministros da Casa Civil, Aloizio Mercadante, do Planejamento, Nelson Barbosa, e o presidente do Banco Central, Alexandre Tombini.Do lado do PMDB estavam no encontro os principais ministros e o grupo que manda no partido: Temer, os presidentes do Senado e da Câmara, Renan Calheiros e Eduardo Cunha e os sete ministros do partido. Entre eles, Mangabeira Unger, que assumiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos, os líderes partidários na Câmara e no Senado e o ex-presidente José Sarney.Levy fez uma exposição detalhada da necessidade do ajuste. O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, defendeu as medidas e disse que a bancada do PMDB na Casa daria apoio. Obter esse suporte de Cunha, que já havia almoçado com Mercadante ontem, era fundamental. Ajudará o governo a aprovar as medidas de ajuste e trará alívio político ao governo Dilma.Os peemedebistas se queixaram do comportamento do governo. Disseram que a presidente Dilma Rousseff só recorre ao PMDB nas horas de crise, a fim de consertar seus erros. Foram críticas feitas pelos senadores, deputados e ministros.Esse jantar já deveria ter acontecido no ano passado, logo após a eleição. A presidente, reeleita no final de outubro, perdeu alguns meses sem necessidade. Quando indicou a nova equipe econômica, já deveria ter estabelecido uma relação boa com o PMDB. Mas Dilma tentou enfrentar o PMDB. Acabou derrotada na Câmara.A presidente e o PT se isolaram politicamente por incompetência. O governo só fez um gesto para o principal aliado e para o vice-presidente da República porque a vaca ameaçou ir para o brejo. É o típico exemplo de como os problemas crescem sem necessidade no governo Dilma.Foi lembrado que Temer não é chamado para as reuniões do núcleo duro do governo e que isso é desrespeitoso com o PMDB. Houve uma espécie de desagravo a Michel Temer.Mais uma vez, o vice-presidente costurou um apoio ao governo em momento de crise. No ano passado, quando não foi cumprida a meta de superávit primário e precisou ser alterada a Lei de Diretrizes Orçamentárias para que a presidente não cometesse crime de responsabilidade, foi Temer quem articulou a mudança.Antes tarde do que nunca, Dilma seguiu o conselho de Lula e se reaproximou de Eduardo Cunha e de Michel Temer. Chega a ser espantosa a miopia política do governo, que só enxergou agora que, sem o PMDB, não consegue governar.É a política como ela é. Joaquim Levy e os peemedebistas, especialmente Michel Temer e Eduardo Cunha, saíram vitoriosos, cada um ao seu modo, do jantar de ontem.

domingo, fevereiro 22, 2015

CUSTOU MAS APARECEU - Em depoimento ao MP, empreiteiro diz que presidente do DEM recebeu R$ 1 mi em dinheiro para campanha de 2010




Do UOL, em Maceió


cia Brasil

O MP-RN (Ministério Público do Rio Grande do Norte) encaminhou à Procuradoria Geral da República um depoimento do empreiteiro potiguar José Gilmar de Carvalho Lopes, no qual ele afirma que o senador e presidente nacional do DEM, José Agripino Maia, teria recebido R$ 1 milhão em dinheiro “vivo” para a campanha de 2010 no Estado. O senador, que desde terça-feira (27) é o líder do partido no Senado, nega veementemente a denúncia.

O depoimento do empresário --que é dono da construtora Montana, uma das maiores do Rio Grande do Norte-- foi dado em novembro de 2011, durante as investigações de um suposto esquema montado para manter o monopólio indevido nas inspeções ambientais veiculares no Estado, que poderia render R$ 1 bilhão aos acusados. Ao todo, 36 pessoas foram denunciadas e 27 tiveram a denúncia aceita --entre elas o suplente de Agripino Maia-- e se tornaram réus no processo da operação Sinal Fechado. As fraudes teriam sido realizadas com a participação de políticos, ex-governadores e servidores do Detran-RN (Departamento de Trânsito do Rio Grande do Norte).

O depoimento vazou do processo, que corre em segredo de Justiça, e foi publicado por blogs e sites do Rio Grande do Norte nesta quinta-feira (29). À reportagem do UOL, a assessoria de imprensa do MP-RN confirmou a veracidade do depoimento e que o documento foi remetido para a Procuradoria Geral da República, já que o senador tem foro privilegiado, para que decida se uma investigação será aberta ou não. Por sua vez, o MP-RN não soube informar como o documento foi parar na mão de jornalistas potiguares.

No depoimento, Gilmar afirmou que o repasse do R$ 1 milhão --que seria fruto do desvio de recursos públicos do Detran-RN-- teria sido feito pelo advogado George Olímpio, que foi preso e denunciado na operação Sinal Fechado. Além do declarante, uma advogada e dois promotores assinam o documento.

O empresário contou aos promotores que George assegurou que “deu R$ 1 milhão em dinheiro, de forma parcelada, na campanha eleitoral de 2010 a Carlos Augusto Rosado [marido da governadora Rosalba Ciarlini, também do DEM] e José Agripino Maia, e que esta doação foi acertada no sótão do apartamento de José Agripino Maia em Morro Branco [bairro nobre de Natal].”

No depoimento, dado no mesmo dia em que foi detido pela polícia, o empresário deu vários detalhes sobre a suposta distribuição de propina e lucros advindos do valor recolhido do contrato de prestação de serviço de inspeção veicular ambiental do Rio Grande do Norte.

Segundo a denúncia feita pelo MP, após as investigações que resultaram na operação Sinal Fechado, George Olímpio e Gilmar Lopes fariam parte da “organização criminosa” que elaborou e fraudou concorrência pública no Detran-RN para garantir o domínio da inspeção veicular no Estado, contando com a participação de agentes públicos.

Entre os denunciados pelo MP estão os ex-governadores Wilma de Faria e Iberê Ferreira de Souza, ambos do PSB, que são acusados de receber propina da organização criminosa. Para o MP, uma das principais provas foi o depoimento prestado por Gilmar ao MP. Os ex-governadores negam a denúncia. Outro denunciado é o suplente de José Agripino Maia no Senado, João Faustino. Todos já são réus no processo, pois a denúncia contra os 27 acusados foi aceita pela Justiça potiguar.

Sobre o esquema, o MP diz que “tudo bem articulado para que o Consórcio INSPAR se sagrasse, como ocorreu, vitorioso na concorrência em comento, cujo contrato administrativo representava, em volume de recursos, o maior contrato já celebrado pelo Departamento de Trânsito do Estado do Rio Grande do Norte, havendo uma perspectiva de faturamento anual de cerca de R$ 50 milhões de reais, e, portanto, de mais de R$ 1 bilhão nos 20 anos de prazo da concessão”. George Olímpio é citado como um dos três responsáveis pela elaboração do edital de licitação direcionado. Ele também é apontado nas investigações como distribuidor da propina aos agentes públicos do Rio Grande do Norte.

Sob efeito de medicamentos

Em nota encaminhada ao UOL, a assessoria do senador José Agripino Maia informou que "de acordo com o advogado criminal José Luiz Carlos de Lima, o empresário Gilmar da Montana, seu cliente, desmentiu o depoimento no qual fez referência à suposta doação a campanha de José Agripino."

Segundo a nota, "o advogado informou que o empresário fez as primeiras afirmações sob efeitos de medicamentos, sem estar acompanhado de um advogado criminal e logo depois de ser preso, o que prejudicou e distorceu o teor das declarações. Segundo José Luiz Carlos de Lima, nos depoimentos seguintes e na defesa preliminar remetida à Justiça, Gilmar negou peremptoriamente ter informação sobre doação para campanha."

A assessoria ainda afirmou que no depoimento vazado, "Gilmar da Montana não acusou diretamente José Agripino ou qualquer pessoa. Apenas disse que tinha ouvido dizer de outro empresário que esse teria feito doações. Ou seja, em nenhum momento o empresário foi testemunha do que acusou e depois se desmentiu."