sábado, março 28, 2015

ESTRUME DA HISTORIA BRASILEIRA. Livro que relata envolvimento de FHC com a CIA esgota edição é citado por três jornalistas quanto ao seu envolvimento com a espionagem dos EUA

Por Redação - do Rio de Janeiro
Está esgotado nas duas maiores livrarias do Rio o livro da escritora Frances Stonor Saunders "Quem pagou a conta? A CIA na Guerra Fria da cultura", no qual o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso é acusado, frontalmente, de receber dinheiro da agência norte-americana de espionagem, para ajudar os EUA a “venderem melhor sua cultura aos povos nativos da América do Sul”. O exemplar, cujo preço varia de R$ 72 a R$ 75,00, leva entre 35 e 60 dias para chegar ao leitor, mesmo assim, de acordo com a disponibilidade no estoque. O interesse sobre a obra da escritora e ex-editora de Artes da revista britânica The New Statesman, no Brasil, pode ser avaliado ao longo dos cinco anos de seu lançamento.Quem pagou a conta?, segundo os editores, recebeu “uma ampla cobertura pela mídia quando foi lançado no exterior”, em 1999. Na obra, Frances Stonor Saunders narra em detalhes como e por que a CIA, durante a Guerra Fria, financiou artistas, publicações e intelectuais de centro e centro-esquerda, num esforço para mantê-los distantes da ideologia comunista. Cheia de personagens instigantes e memoráveis, entre eles o ex-presidente brasileiro, “esta é uma das maiores histórias de corrupção intelectual e artística pelo poder”.“Não é segredo para ninguém que, com o término da Segunda Guerra Mundial, a CIA passou a financiar artistas e intelectuais de direita; o que poucos sabem é que ela também cortejou personalidades de centro e de esquerda, num esforço para afastar a intelligentsia do comunismo e aproximá-la do American way of life. No livro, Saunders detalha como e por que a CIA promoveu congressos culturais, exposições e concertos, bem como as razões que a levaram a publicar e traduzir nos Estados Unidos autores alinhados com o governo norte-americano e a patrocinar a arte abstrata, como tentativa de reduzir o espaço para qualquer arte com conteúdo social. Além disso, por todo o mundo, subsidiou jornais críticos do marxismo, do comunismo e de políticas revolucionárias. Com esta política, foi capaz de angariar o apoio de alguns dos maiores expoentes do mundo ocidental, a ponto de muitos passarem a fazer parte de sua folha de pagamentos”.As publicações Partisan Review, Kenyon Review, New Leader e Encounter foram algumas das publicações que receberam apoio direto ou indireto dos cofres da CIA. Entre os intelectuais patrocinados ou promovidos pela CIA, além de FHC, estavam Irving Kristol, Melvin Lasky, Isaiah Berlin, Stephen Spender, Sidney Hook, Daniel Bell, Dwight MacDonald, Robert Lowell e Mary McCarthy, entre outros. Na Europa, havia um interesse especial na Esquerda Democrática e em ex-esquerdistas, como Ignacio Silone, Arthur Koestler, Raymond Aron, Michael Josselson e George Orwell.O jornalista Sebastião Nery, em 1999, quando o diário conservador carioca Tribuna da Imprensa ainda circulava em sua versão impressa, comentou em sua coluna que não seria possível resumir a obra em tão pouco espaço: “São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas”, afirmou.
Dinheiro para FHC
“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de US$ 145 mil. Nasce o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento)”. Esta história, que reforça as afirmações de Saunders, está contada na página 154 do livro Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro daquele ano.Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura militar havia lançado o AI-5 e elevado ao máximo o estado de terror após o golpe de 64, “desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos”, como afirma a autora. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. O ex-presidente Juscelino Kubitcheck e o ex-governador Carlos Lacerda tinham sido presos. Enquanto isso, Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela para fundar o Cebrap. O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, por onde passou FHC, era voz corrente que o compromisso final dos norte-americanos girava em torno de US$ 800 mil a US$ 1 milhão.Segundo reportagem publicada no diário russo Pravda, um ano após o lançamento do livro no Brasil, os norte-americanos “não estavam jogando dinheiro pela janela”.“Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando (os dólares)”. Na época, FHC lançara com o economista chileno Faletto o livro Dependência e desenvolvimento na América Latina, em que ambos defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos”. A cantilena foi repetida por FHC, em entrevista concedida ao diário conservador paulistano Folha de S. Paulo, na edição da última terça-feira, a última de 2013.Com a cobertura e o dinheiro dos norte-americanos, FHC tornou-se, segundo o Pravda, “uma ‘personalidade internacional’ e passou a dar ‘aulas’ e fazer ‘conferências’ em universidades norte-americanas e européias. Era ‘um homem da Fundação Ford’. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA”.
Principais trechos da pesquisa de Saunders:
1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147).4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45).
Espionagem e dólares
Não há registros imediatos de que o ex-presidente tenha negado ou admitido as denúncias constantes nos livros de Sauders e Leoni. Em julho do ano passado, no entanto, o jornalista Bob Fernandes, apresentador da TV Gazeta, de São Paulo, publicou artigo no qual repassa o envolvimento do ex-presidente com os serviços de espionagem dos EUA, sem que tivesse precisado, posteriormente, negar uma só palavra do que disse. Segundo Fernandes, “o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso diz que ‘nunca soube de espionagem da CIA’ no Brasil. O governo atual cobra explicações dos Estados Unidos”.“Vamos aos fatos. Entre março de 1999 e abril de 2004, publiquei 15 longas e detalhadas reportagens na revista CartaCapital. Documentos, nomes, endereços, histórias provavam como os Estados Unidos espionavam o Brasil.Documentos bancários mostravam como, no governo FHC, a DEA, agência norte-americana de combate ao tráfico de drogas, pagava operações da Polícia Federal. Chegava inclusive a depositar na conta de delegados. Porque aquele era um tempo em que a PF não tinha orçamento para bancar todas operações e a DEA bancava as de maiores dimensão e urgência”, garante Fernandes.Ainda segundo o jornalista, o mínimo de “16 serviços secretos dos EUA operavam no Brasil. Às segundas-feiras, essas agências realizavam a ‘Reunião da Nação’, na embaixada, em Brasília”.Bob Fernandes, que foi redator-chefe de CartaCapital, trabalhou nas revistas IstoÉ (BSB e EUA) eVeja, foi repórter da Folha de S.Paulo e do Jornal do Brasil, afirma ainda que “tudo isso foi revelado com riqueza de detalhes: datas, nomes, endereços, documentos, fatos. Em abril de 2004, com a reportagem de capa, publicamos os nomes daqueles que, disfarçados de diplomatas, como é habitual, chefiavam CIA, DEA, NSA e demais agências no Brasil. Vicente Chellotti, diretor da PF, caiu depois da reportagem de capa Os Porões do Brasil, de 3 de março de 1999. Isso no governo de FHC, que agora, na sua página no Facerbook, disse desconhecer ações da CIA no país”.

quinta-feira, março 19, 2015

MEU DESAGRAVO AO CID GOMES

Hoje o congresso provou que o ex governador do Ceará e ex ministro de Educação Cid Gomes estava certo quando disse dos achacalhadores do congresso. Que bando de pessoas despreziveis meu Deus .!!!!! Onde vamos chegar com isso? Esse povo não é sério . Só olham pros proprips imbigos e esquecem que foram eleitos pelo povo e para o povo . Deixem de ser psicopatas e melindrados. Lembrem se que o congresso é ou deveria ser uma casa do povo e deveria ser pelo povo e não de vocês que deveria nos representar. Que tal vocês trabalharem pelo País com um. Todo. Comecem contratando um psicólogo para vocês fazerem uma terapia coletiva. Depois um padre para exorcizar o diabo que está no corpo de cada um de vocês consumindo os cérebros. Pensem um pouquinho no povo que votou em vocês e esqueçam um pouco dos patrocinadores. Vocês não são produtos. Mas pessoas. Governem pro Brasil, que é onde seus eleitores vivem. O presidente norte americano Obama já tem os seus próprios deputados e senadores. E o capital internacional, que vocês tanto defendem estão se lixando pro Brasil e pra vocês. Esqueçam a Dilma, que é do poder executivo e legislem com responsabilidade. O Brasil espera leis justas e inclusivas. Ninguém votou em deputado e nem em senador para presidir o Brasil. Para esse mister cada um votou em seu candidato preferidos. Se Dilma ganhou as eleições .ela é e tem que ser, segundo a constituição Brasileira, a Presidente de todos os Brasileiros. E como Brasileiro que sou ela é minha presidente e vai cumprir digna e justamente o tempo que a constituição a permite. (quatro anos) . Eu aprendi que temos três poderes; o executivo , representado pela presidente Dilma. O judiciário, representado pelo Presidente Ministro Levandovisk e o Legislativo representado pelos presidentes do senado e câmara federal com seus senadores e é deputados. Pois bem se cada um faz a sua parte com respeito, ética e responsabilidade . Se isso acontece o Brasil ganha, do contrário , todos nós perdemos. Caro Deputado Cunha , não precisamos de celebridades já temos atores demais e as instituições não são palcos e nem circos, uma casa que deveria nos representar e nos honrar. Não façam isso com o meu País. Honrem nossos votos e esqueçam os patrocinadores. Por favor, não sejam os formadores de caus porque apesar vocês não saberem nossos destinos estão nas mãos de vocês suas excelências celebridadissimas pavonesesProf. Paulo santos eleitor brasileiro

sábado, março 14, 2015

EM JUNHO DE 2005 O GORDUCHO RONALDO EX FENOMENO LANÇA UMA PEROLA SOBRE O RACISMO NO FUTEBOL, HOJE O PAI DELE FOI DISCRIMINADO E HUMILHADO NO PREDIO ONDE MORA

NÉLIO NAZÁRIO FOI VÍTIMA DE RACISMO  NO  ELEVADOR   DO PRÉDIO ONDE MORA  NO RIO DE JANEIRO

Pai de Ronaldo Fenômeno, Nélio Nazário foi vítima de racismo no condomínio de luxo onde mora no Rio de Janeiro. Irritado com o preconceito contra a cor da sua pele,
o veterano fez um desabafo inflamado em seu perfil no Facebook.

"Ser negro nesse país é uma das piores coisas do mundo.
 Agora aconteceu comigo uma das piores coisas do mundo em relação ao racismo.    Estava eu esperando  o elevador social, já que moro na cobertura,   mas para surpresa minha ninguém veio  comigo, preferiram o elevador de serviço.Mas negro é negro em qualquer lugar.    E nunca ter medo ou vergonha de sua negritude", escreveu.Recentemente,   o pai do ex-jogador passou por uma cirurgia de emergência   por conta de uma diverticulite. Seu Nélio passou o Natal internado por conta do    problema de saude.

RECUPEREI ESSA  MATERIA  DE JUNHO DE 2005

Há pouco mais de uma semana, o jogador Ronaldo Nazário, o Ronaldo “fenômeno”, do Real Madrid e da seleção brasileira, ao fazer um comentário sobre a discriminação racial nos estádios de futebol, lançou uma inacreditável “pérola”: “Acho que todos os negros sofrem (com o racismo). Eu, que sou branco, sofro com tamanha ignorância”.
O absurdo da frase foi alvo de comentários irônicos em toda parte. Mas, na verdade, a história toda só seria realmente cômica se não fosse expressão de uma verdadeira tragédia: a dificuldade que negros e negras têm em assumir sua negritude. Uma dificuldade que muito tem a ver com a história deste país.
Apenas para citar um exemplo “histórico”, basta lembrar o resultado do censo de 1980, quando depois de anos nos quais o item raça/cor era excluído da pesquisa pela ditadura, cerca de 50% da população respondeu à questão com 136 “cores” diferentes.
O absurdo arco-íris incluía coisas como “acastanhada”, “alva escura”, “branca morena”, “morena bem chegada”, “pouco clara” ou “puxa para branca”. Auto-definições que, como constatou o livro “Retrato do Brasil”, de 1985, demonstram que “o brasileiro foge da sua verdade étnica, procurando, através de simbolismos de fuga, situar-se o mais próximo possível do modelo tido como superior”, ou seja, o branco.
Evidentemente, o caso de Ronaldinho, hoje, é um tanto mais grave e complexo do que aquilo que foi constatado há 25 anos. Primeiro, porque de lá para cá, houve um significativo avanço da consciência racial no país, graças à luta constante do movimento negro. Segundo, porque, diferentemente do conjunto da população negra, o jogador, membro estelar da elite nacional, não só é notoriamente reconhecido como negro, como também não teria nenhuma pressão objetiva para fugir de sua negritude. Aliás, queira ele ou não, seu nome foi citado com destaque na recém lançada “Enciclopédia da Diáspora Africana”, organizada por Nei Lopes, como um expoente negro brasileiro.
Sua postura, lamentavelmente, parece estar muito mais próxima do batalhão de jogadores de futebol, artistas, músicos e profissionais liberais negros que, ao atingirem a fama e a fortuna, simplesmente omitem-se diante da questão racial, “fingem” que a história não é com eles ou, ainda, fazem verdadeiros malabarismos para se “embranquecer” e, conseqüentemente, serem “melhores” vistos pelos seus pares da classe A e B.
Uma postura que deve ser veementemente condenada, mas também precisa ser analisada dentro de uma perspectiva histórica, para que possamos combater sua existência dentro da maioria da população brasileira.
Pois, afinal, nosso maior problema não é o fato de Ronaldinho se pensar branco, mas, sim, a constatação de que, no último censo, em 2000, foram apenas 6,2% da população que se declararam da cor “preta” (termo inadequado que o IBGE insiste em utilizar), contra 39,1% de pardos (uma definição que, no máximo, poderia ser utilizada para envelopes), 53,8% de brancos, 0,5% de amarelos e 0,4% de indígenas. Para se ter uma idéia da distorção destes números basta dizer que, na Bahia, os negros são, segundo o IBGE, exatamente, 13,1% da população!
O embraquecimento, a democracia racial e identidadePara entender este lamentável “fenômeno” é preciso voltar à história do século 19, quando intelectuais como Nina Rodrigues e Sílvio Romero bradavam aos quatro ventos que este país só seria “moderno” e “viável” se conseguisse por fim à “maldita herança da escravidão”: a existência de uma ampla maioria negra no país.
As teses de Romero e Rodrigues (que chegaram a prever a “extinção” total de negros, por volta do ano 2000, através da miscigenação) não só alimentaram, no Congresso, os discursos dos políticos que defenderam a imigração em massa de europeus para o Brasil, como também criaram a idéia de que “melhorar”, “progredir” e “modernizar-se” eram literais sinônimos de “embranquecer-se”.
Essa concepção, na década de 1930, ganhou uma nova roupagem com a teoria da “democracia racial” que, na essência, tentava provar que éramos todos “mestiços” e que, portanto, em nosso país, não havia espaço para o racismo.
Independente dos muitos reflexos destas formulações, o fato é que se criou no país uma ideologia completamente falsa e distorcida sobre a questão racial. Uma ideologia que, contudo, não resiste nem às experiências discriminatórias do cotidiano, nem ao preconceito que marca todos os aspectos da vida de negros e negras e, muito menos, a uma checagem mais próxima daquilo que os brasileiros pensam do que significa ser negro ou ser branco neste país.
Apenas para citar um exemplo, basta dar uma olhada no “Aurélio”, o dicionário mais popular entre nós. Em sua última edição, o livro que sintetiza o que se passa pela cabeça das pessoas Brasil afora, não deixa dúvidas sobre a questão. 
Nele, negro é definido, dentre outras coisas, como: “De cor preta (...) diz-se de indivíduo dessa etnia (...), sujo, encardido (...), muito triste, lúgubre (...), maldito, sinistro (...), perverso, nefando (...) escravo”. Já, branco, é definido com uma enorme carga positiva: “Da cor da neve, do leite, do cal, alvo, cândido (...), diz-se de indivíduo de pele clara (...), sem mácula, inocente, puro, cândido, ingênuo”.
Por estas e muitas outras, são muitos os negros e negras, com Ronaldinho, que preferem se definir e serem vistos como “puro, cândido e inocente”, ou invés de “maldido, sinistro, perverso ou escravo”.
Reverter essa situação e criar condições para que negros e negras assumam sua identidade racial e retirem a carga negativa que está associada à negritude é parte fundamental da luta contra o racismo no Brasil. Uma tarefa para a qual, Ronaldo e sua lamentável declaração prestaram, no mínimo, um enorme desserviço.



sexta-feira, março 13, 2015

COM MAIS DE 40 MIL, CUT E MOVIMENTOS SOCIAIS MOSTRAM FORÇA E ALIVIAM DILMA

domingo, março 01, 2015

Sob cerco no Paraná, perde força no país o movimento anti-Dilma

Pedágio ‘mais caro do mundo’ autorizado pelo governador Beto Richa inibiu locaute de caminhoneiros contra Dilma. Movimento tucano pelo impeachment da presidenta encontra resistência no Paraná, que pede nas ruas “Fora Richa, impeachment já!”. Governador do PSDB enfrenta greve na educação há 20 dias, que transformou sua popularidade em pó.
Pedágio ‘mais caro do mundo’ autorizado pelo governador Beto Richa inibiu locaute de caminhoneiros contra Dilma. Movimento tucano pelo impeachment da presidenta encontra resistência no Paraná, que pede nas ruas “Fora Richa, impeachment já!”. Governador do PSDB enfrenta greve na educação há 20 dias, que transformou sua popularidade em pó.
Às vezes é preciso recorrer à História para que percebamos a importância estratégica do Paraná na geopolítica brasileira. Voltemos a 1894, na cidade da Lapa, onde forças republicanas e legalistas, os pica-paus, resistiram heroicamente 26 dias à ofensiva militar dos maragatos (os federalistas) que tentavam derrubar a nascente República. Os defensores não tinham munição nem homens suficientes para conter os atacantes. O tempo de resistência foi imprescindível para que o presidente Marechal Floriano Peixoto reunisse força para combater os golpistas de antanho.
Outro episódio histórico, agora em 1930, também passou pelo no Paraná: a revolução comandada por Getúlio Vargas, que pôs fim à República Velha, rompeu com o modelo agrário e semi-escravista para iniciar o processo de industrialização do país. O comboio getulista permanecera estacionado no município de Ponta Grossa, Campos Gerais, à medida que as tropas revolucionárias avançavam rumo a São Paulo.
Nos dois fatos acima, o Paraná teve participação preponderante e decisiva. No primeiro, conteve o avanço de golpistas contra a República. No segundo, 36 anos depois, deu passagem para o sepultamento da envelhecida República.
Novamente, em 2015, o Paraná se posiciona contra golpismo contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Armou uma trincheira anti-PSDB em todos os 399 municípios.
Surge aqui no estado um movimento pelo impeachment do governador Beto Richa (PSDB). Mesmo que legalmente não prospere o impedimento, a pressão das ruas serve como antídoto para o tapetão tucano e a palavra de ordem pelo retorno dos militares ao poder.
O movimento de massas paranaense assusta o tucanato local e nacional, pois, de acordo com o próprio senador Aécio Neves (PSDB-MG), em contato com o governador Beto Richa (PSDB), pode atrapalhar em todo o país as manifestações de 15 de março contra Dilma.
Até mesmo a greve dos caminhoneiros estancou-se por aqui, na região Sul. Os bloqueios de rodovias estão agora restritos ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pois, não consegue avançar para outros estados. Perdeu força porque se trata de um locaute (paralisação organizada por empresas), que afeta o suprimento dos cidadãos e a economia das localidades. Trata-se de um movimento contra Dilma, organizado por forças ligadas ao PSDB e setores do empresariado e do agronegócio mais atrasados.
A questão do pedágio cuja tarifa é a maior do país, permitida por Beto Richa, arrefece o ânimo do protesto dos caminhoneiros contra Dilma. Pelo contrário. Várias carretas foram vistas nas estradas com a inscrição “Fora Richa”. Além disso, conjunturalmente, o governador tucano aplicou nos paranaenses tarifaços no IPVA, no ICMS de 95 mil produtos e nas contas de água e luz.
A greve dos educadores entrou hoje no vigésimo dia, sem que o tucano consiga sair dela. As manifestações de professores e funcionários de escolas transformaram em pó, em um mês, a musculatura que Richa conquistou na reeleição. Outras categorias do serviço público também estão paralisadas, enfim, o modelo do PSDB é o modelo do próprio inferno no Paraná e ninguém quer essa maldade para os brasileiros. Nem para o mais ferrenho inimigo

Polícia Federal chega no 'Doutor Freitas' e Aécio Neves desaparece



Após depoimentos de executivos que fizeram acordos de delação premiada afirmando que existia um 'clube' de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano sumiu da imprensa

por Helena Sthephanowitz publicado 21/11/2014 15:22, última modificação 21/11/2014 18:56
REPRODUÇÃO
aecio neves
De 11 sessões no Senado, Aécio só apareceu em cinco. Precisa aparecer para explicar o que sempre chamou de 'corrupção'
Nas últimas entrevistas, o senador Aécio Neves (PSDB), apareceu histérico tentando pautar desesperadamente a mídia na Operação Lava Jato para atacar o governo Dilma e afastar os holofotes dos tucanos. Parece que vai ser difícil agora.
Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas. Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de páginas dos grandes jornais informam que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e esteve com o empreiteiro na sede da UTC. Ainda de acordo com o depoimento, objetivo da visita do Doutor Freitas foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio.
Dados da Justiça Eleitoral sobre as eleições de 2014 mostram que a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para a campanha presidencial e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do PSDB em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos.
Depois dos depoimentos de dois executivos da Toyo Setal que fizeram acordos de delação premiada, e afirmaram que existia um "clube" de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano Aécio Neves sumiu da imprensa.
Aécio é senador até 2018, mas também não é mais visto na casa. De 11 sessões, compareceu apenas a cinco. O ex-candidato tucano precisa aparecer para explicar a arrecadação junto à empreiteira, o que, para ele, sempre foi visto como "escândalo do PT", e outras questões. Como se não bastassem antecedentes tucanos na Operação Castelo de Areia, como se não bastasse a infiltração de corruptos na Petrobras desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como se não bastasse o inquérito que liga o doleiro Alberto Youssef à Cemigbasta observar o caso da construção do palácio de governo de Minas na gestão de Aécio quando foi governador.
Para quem não se lembra, a "grande" obra de Aécio como governador de Minas, além dos dois famosos aecioportos, não foi construir hospitais, nem escolas técnicas, nem campi universitários. Foi um palácio de governo faraônico chamado Cidade Administrativa de Minas, com custo de cerca R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bi em 2010 corrigido pelo IGP-M). A farra com o dinheiro público ganhou dos mineiros apelidos de Aeciolândia ou Neveslândia.
Além de a obra ser praticamente supérflua para um custo tão alto, pois está longe de ser prioridade se comparada com a necessidade de investimento em saúde, educação, moradia e mobilidade urbana, foi feita com uma das mais estranhas licitações da história do Brasil.
O próprio resultado deixou "batom na cueca" escancarado em praça pública, já que os dois prédios iguais foram construídos por dois consórcios diferentes, cada um com três empreiteiras diferentes.
Imagina-se que se um consórcio ganhou um dos prédios com preço menor teria de construir os dois prédios, nada justifica pagar mais caro pelo outro praticamente igual.
Se os preços foram iguais, a caracterização de formação de cartel fica muito evidente e precisa ser investigada. Afinal, por que seis grandes empreiteiras, em uma obra que cada uma teria capacidade de fazer sozinha, precisariam dividir entre elas em vez de cada uma participar da licitação concorrendo com a outra? Difícil de explicar.
O próprio processo licitatório deveria proibir esse tipo de situação pois não existe explicação razoável. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
No final das contas, nove grandes empreiteiras formando três consórcios executaram a obra. Cinco delas estão com diretores presos na Operação Lava Jato, acusados de formação de cartel e corrupção de funcionários públicos.
Em março de 2010 havia uma investigação aberta no Ministério Público de Minas Gerais para apurar esse escândalo. Estamos em 2014 e onde estão os tucanos responsáveis? Todos soltos. A imprensa mineira, que deveria acompanhar o caso, nem toca no assunto de tão tucana que é. E a pergunta do momento é: onde está Aécio?

PSDB TEME NACIONALIZAÇÃO DE CRISE NO PARANÁ

Ricos e classe média olham o PT e Dilma com ódio segundo Bresser Pereira

Para ex-ministro dos governos Sarney e FHC, o PSDB passou a advogar o impeachment, como se o Brasil estivesse ainda nos anos 1950, no tempo da UDN também liberal, conservadora e golpistaPor RedaçãoO economista e ex-ministro nos governos Sarney e FHC, Luiz Carlos Bresser-Pereira divulgou uma análise sobre a conjuntura brasileira. Em sua opinião, o ajuste fiscal optado pelo governo “se justifica porque é condição de recuperação da confiança”. Do ponto de vista político, Bresser-Pereira destaca que após a reeleição de Dilma Rousseff em vez de a oposição ajudar a presidente a governar, passou a advogar o impeachment.
Leia abaixo texto do autor divulgado em seu Facebook.O Brasil vive um momento cheio de contradições. No curto prazo há uma relativa crise econômica causada pelo fato que o superávit primário zerou e a inflação aumentou – o que levou o governo a uma crise de confiança nos mercados financeiros nacional e internacional. Para enfrentar o problema o governo decide pelo ajuste fiscal, embora o desemprego esteja aumentando, mas que se justifica porque é condição de recuperação da confiança.
No mesmo curto prazo, há uma grave crise política, que começou dois anos antes da eleição, quando aos erros do governo na área econômica, que levaram à crise de confiança, somou-se o julgamento do mensalão. A partir desse momento os ricos inclusive a alta classe média passaram a olhar o PT e a presidente com ódio – algo que eu nunca havia visto no Brasil. E esse ódio apenas aumentou quando Dilma Rousseff foi eleita por pequena maioria. Ao invés de dizerem-se a si próprios que agora tratava-se de ajudar a presidente a governar, as elites continuaram indignadas. Do que se aproveitou o partido liberal-conservador – o PSDB – a advogar o impeachment, como se o Brasil estivesse ainda nos anos 1950, no tempo da UDN também liberal, conservadora e golpista.
Terceiro, o país vive uma quase-estagnação de longo prazo. Entre 1981 e e 2014, a taxa média de crescimento per capita foi de 0,94% ao ano. Se excluirmos um período excepcionalmente negativo (os ano 1980, em que o país estagnou devido à crise financeira da dívida externa) e se também excluirmos o boom de commodities (2004-10), essa taxa é ainda menor: 0,78% ao ano.
Essa crise decorre, no plano político, da perda de ideia de nação que nos torna incapaz de criticar as políticas econômicas que nos são recomendadas pelos países ricos e pela alta preferência pelo consumo imediato que elites e povo demonstram no Brasil. São essas duas distorções que explicam que explicam a incapacidade dos brasileiros de enfrentar e resolver os dois principais fatos históricos novos que explicam essa quase-estagnação.
Primeiro, desde os anos 1980 o Estado brasileiro deixou de ter uma poupança pública de 3% do PIB e passou a ter uma despoupança pública de 2% – o que representa 5% do PIB de perda de investimentos.
Segundo, desde 1990-91, quando houve a abertura comercial, o Brasil deixou de neutralizar a doença holandesa, que antes estava embutida no sistema comercial, e, em consequência, as empresas brasileiras industriais e de serviços comercializáveis (tradable) passaram a ter uma desvantagem competitiva de cerca de 20% em relação às empresas dos demais países que exportam para terceiros países.
A análise dessa crise de longo prazo está em meu artigo ainda não publicado, mas que acabo de colocar em meu site, “A quase-estagnação brasileira e sua explicação novo-desenvolvimentista”, que poderão ler no link http://bit.ly/1C9p5h5A crise econômica de curto prazo foi causada pelos erros cometidos pelo governo desenvolvimentista nos últimos dois anos. Neste ano teremos aumento do desemprego e recessão, mas o ajuste fiscal é inevitável, porque é condição do retorno da confiança.
Mas, ao contrário do que pensam os economistas liberais, o ajuste não resolverá o problema econômico de longo prazo, que só se resolverá quando os brasileiros voltarem a pensar com sua própria cabeça, lembrando que são uma nação, e quando conseguirem rejeitar a preferência pelo consumo imediato, que se expressam em poupança pública negativa e elevados déficits em conta-corrente. Déficits e despoupanças que limitam tanto os investimentos privados como os públicos, que são essenciais para a retomada do crescimento.