Prof. Paulo Jorge dos Santos.Jorn., Grafólogo,Prof. e Ambientalista, Pós Graduado em Adm.Legisl.P.UNISUL, Membro do Col. Est. e Nac.de meio Ambiente do PT, F. Mineiro de Agenda 21, Membro da Coord.Est.de Comb.ao Racismo do PTMG, Coord. Reg. Met.de Comb.ao Racismo da RMBH do PTMG. Membro dos Comitês de Bacias dos Rios Pará e São Francisco. Palestrante Em Faculdades e Órgãos Públicos Com Ações e Consultorias Em Dir. Humanos Étnicos e Ambientais.
sábado, março 28, 2015
quinta-feira, março 19, 2015
MEU DESAGRAVO AO CID GOMES
Hoje o congresso provou que o ex governador do Ceará e ex ministro de Educação Cid Gomes estava certo quando disse dos achacalhadores do congresso. Que bando de pessoas despreziveis meu Deus .!!!!! Onde vamos chegar com isso? Esse povo não é sério . Só olham pros proprips imbigos e esquecem que foram eleitos pelo povo e para o povo . Deixem de ser psicopatas e melindrados. Lembrem se que o congresso é ou deveria ser uma casa do povo e deveria ser pelo povo e não de vocês que deveria nos representar. Que tal vocês trabalharem pelo País com um. Todo. Comecem contratando um psicólogo para vocês fazerem uma terapia coletiva. Depois um padre para exorcizar o diabo que está no corpo de cada um de vocês consumindo os cérebros. Pensem um pouquinho no povo que votou em vocês e esqueçam um pouco dos patrocinadores. Vocês não são produtos. Mas pessoas. Governem pro Brasil, que é onde seus eleitores vivem. O presidente norte americano Obama já tem os seus próprios deputados e senadores. E o capital internacional, que vocês tanto defendem estão se lixando pro Brasil e pra vocês. Esqueçam a Dilma, que é do poder executivo e legislem com responsabilidade. O Brasil espera leis justas e inclusivas. Ninguém votou em deputado e nem em senador para presidir o Brasil. Para esse mister cada um votou em seu candidato preferidos. Se Dilma ganhou as eleições .ela é e tem que ser, segundo a constituição Brasileira, a Presidente de todos os Brasileiros. E como Brasileiro que sou ela é minha presidente e vai cumprir digna e justamente o tempo que a constituição a permite. (quatro anos) . Eu aprendi que temos três poderes; o executivo , representado pela presidente Dilma. O judiciário, representado pelo Presidente Ministro Levandovisk e o Legislativo representado pelos presidentes do senado e câmara federal com seus senadores e é deputados. Pois bem se cada um faz a sua parte com respeito, ética e responsabilidade . Se isso acontece o Brasil ganha, do contrário , todos nós perdemos. Caro Deputado Cunha , não precisamos de celebridades já temos atores demais e as instituições não são palcos e nem circos, uma casa que deveria nos representar e nos honrar. Não façam isso com o meu País. Honrem nossos votos e esqueçam os patrocinadores. Por favor, não sejam os formadores de caus porque apesar vocês não saberem nossos destinos estão nas mãos de vocês suas excelências celebridadissimas pavonesesProf. Paulo santos eleitor brasileiro
sábado, março 14, 2015
EM JUNHO DE 2005 O GORDUCHO RONALDO EX FENOMENO LANÇA UMA PEROLA SOBRE O RACISMO NO FUTEBOL, HOJE O PAI DELE FOI DISCRIMINADO E HUMILHADO NO PREDIO ONDE MORA
NÉLIO NAZÁRIO FOI VÍTIMA DE RACISMO NO ELEVADOR DO PRÉDIO ONDE MORA NO RIO DE JANEIRO
Pai de Ronaldo Fenômeno, Nélio Nazário foi vítima de racismo
no condomínio de luxo onde mora no Rio de Janeiro. Irritado com o preconceito
contra a cor da sua pele,
o veterano fez um desabafo inflamado em seu perfil no
Facebook.
"Ser negro nesse país é uma das piores coisas do mundo.
Agora aconteceu
comigo uma das piores coisas do mundo em relação ao racismo. Estava eu esperando o
elevador social, já que moro na cobertura, mas para surpresa minha ninguém veio comigo, preferiram o elevador de serviço.Mas negro é negro
em qualquer lugar. E nunca ter medo ou vergonha de sua negritude", escreveu.Recentemente, o pai do ex-jogador passou por uma cirurgia de emergência por conta de uma diverticulite. Seu Nélio passou o Natal
internado por conta do problema de saude.
RECUPEREI ESSA MATERIA DE JUNHO DE 2005
Há pouco mais de uma semana, o jogador Ronaldo Nazário, o Ronaldo fenômeno, do Real Madrid e da seleção brasileira, ao fazer um comentário sobre a discriminação racial nos estádios de futebol, lançou uma inacreditável pérola: Acho que todos os negros sofrem (com o racismo). Eu, que sou branco, sofro com tamanha ignorância.
O absurdo da frase foi alvo de comentários irônicos em toda parte. Mas, na verdade, a história toda só seria realmente cômica se não fosse expressão de uma verdadeira tragédia: a dificuldade que negros e negras têm em assumir sua negritude. Uma dificuldade que muito tem a ver com a história deste país.
Apenas para citar um exemplo histórico, basta lembrar o resultado do censo de 1980, quando depois de anos nos quais o item raça/cor era excluído da pesquisa pela ditadura, cerca de 50% da população respondeu à questão com 136 cores diferentes.
O absurdo arco-íris incluía coisas como acastanhada, alva escura, branca morena, morena bem chegada, pouco clara ou puxa para branca. Auto-definições que, como constatou o livro Retrato do Brasil, de 1985, demonstram que o brasileiro foge da sua verdade étnica, procurando, através de simbolismos de fuga, situar-se o mais próximo possível do modelo tido como superior, ou seja, o branco.
Evidentemente, o caso de Ronaldinho, hoje, é um tanto mais grave e complexo do que aquilo que foi constatado há 25 anos. Primeiro, porque de lá para cá, houve um significativo avanço da consciência racial no país, graças à luta constante do movimento negro. Segundo, porque, diferentemente do conjunto da população negra, o jogador, membro estelar da elite nacional, não só é notoriamente reconhecido como negro, como também não teria nenhuma pressão objetiva para fugir de sua negritude. Aliás, queira ele ou não, seu nome foi citado com destaque na recém lançada Enciclopédia da Diáspora Africana, organizada por Nei Lopes, como um expoente negro brasileiro.
Sua postura, lamentavelmente, parece estar muito mais próxima do batalhão de jogadores de futebol, artistas, músicos e profissionais liberais negros que, ao atingirem a fama e a fortuna, simplesmente omitem-se diante da questão racial, fingem que a história não é com eles ou, ainda, fazem verdadeiros malabarismos para se embranquecer e, conseqüentemente, serem melhores vistos pelos seus pares da classe A e B.
Uma postura que deve ser veementemente condenada, mas também precisa ser analisada dentro de uma perspectiva histórica, para que possamos combater sua existência dentro da maioria da população brasileira.
Pois, afinal, nosso maior problema não é o fato de Ronaldinho se pensar branco, mas, sim, a constatação de que, no último censo, em 2000, foram apenas 6,2% da população que se declararam da cor preta (termo inadequado que o IBGE insiste em utilizar), contra 39,1% de pardos (uma definição que, no máximo, poderia ser utilizada para envelopes), 53,8% de brancos, 0,5% de amarelos e 0,4% de indígenas. Para se ter uma idéia da distorção destes números basta dizer que, na Bahia, os negros são, segundo o IBGE, exatamente, 13,1% da população!
O embraquecimento, a democracia racial e identidadePara entender este lamentável fenômeno é preciso voltar à história do século 19, quando intelectuais como Nina Rodrigues e Sílvio Romero bradavam aos quatro ventos que este país só seria moderno e viável se conseguisse por fim à maldita herança da escravidão: a existência de uma ampla maioria negra no país.
As teses de Romero e Rodrigues (que chegaram a prever a extinção total de negros, por volta do ano 2000, através da miscigenação) não só alimentaram, no Congresso, os discursos dos políticos que defenderam a imigração em massa de europeus para o Brasil, como também criaram a idéia de que melhorar, progredir e modernizar-se eram literais sinônimos de embranquecer-se.
Essa concepção, na década de 1930, ganhou uma nova roupagem com a teoria da democracia racial que, na essência, tentava provar que éramos todos mestiços e que, portanto, em nosso país, não havia espaço para o racismo.
Independente dos muitos reflexos destas formulações, o fato é que se criou no país uma ideologia completamente falsa e distorcida sobre a questão racial. Uma ideologia que, contudo, não resiste nem às experiências discriminatórias do cotidiano, nem ao preconceito que marca todos os aspectos da vida de negros e negras e, muito menos, a uma checagem mais próxima daquilo que os brasileiros pensam do que significa ser negro ou ser branco neste país.
Apenas para citar um exemplo, basta dar uma olhada no Aurélio, o dicionário mais popular entre nós. Em sua última edição, o livro que sintetiza o que se passa pela cabeça das pessoas Brasil afora, não deixa dúvidas sobre a questão.
Nele, negro é definido, dentre outras coisas, como: De cor preta (...) diz-se de indivíduo dessa etnia (...), sujo, encardido (...), muito triste, lúgubre (...), maldito, sinistro (...), perverso, nefando (...) escravo. Já, branco, é definido com uma enorme carga positiva: Da cor da neve, do leite, do cal, alvo, cândido (...), diz-se de indivíduo de pele clara (...), sem mácula, inocente, puro, cândido, ingênuo.
Por estas e muitas outras, são muitos os negros e negras, com Ronaldinho, que preferem se definir e serem vistos como puro, cândido e inocente, ou invés de maldido, sinistro, perverso ou escravo.
Reverter essa situação e criar condições para que negros e negras assumam sua identidade racial e retirem a carga negativa que está associada à negritude é parte fundamental da luta contra o racismo no Brasil. Uma tarefa para a qual, Ronaldo e sua lamentável declaração prestaram, no mínimo, um enorme desserviço.
sexta-feira, março 13, 2015
COM MAIS DE 40 MIL, CUT E MOVIMENTOS SOCIAIS MOSTRAM FORÇA E ALIVIAM DILMA
As manifestações em defesa da democracia, do governo Dilma Rousseff e da Petrobras, puxadas pela CUT, MST e UNE, movimentaram 24 Estados e o Distrito Federal nesta sexta (13); bandeiras com o nome da presidente eram frequentes e os discursos contra qualquer possibilidade de golpe e de um impeachment dominaram todos os atos; em São Paulo, onde ocorreu a maior movimentação, mais de 40 mil pessoas foram às ruas, segundo o Datafolha; grande adesão aos atos surpreendeu até o governo, que temia conflitos com grupos contrários a Dilma, mas todas as manifestações foram pacíficas; mesmo que a marcha deste domingo (15), capitaneada pela oposição seja bem-sucedida os atos deste 13 de março revelam que o governo da presidente Dilma tem um forte bloco de apoio e que qualquer iniciativa golpista será rechaçada nas ruas; em outras palavras, o golpe morreu
13 DE MARÇO DE 2015 ÀS 21:55
247 - As manifestações em defesa da democracia, do governo Dilma Rousseff, da Petrobras e a favor dos direitos trabalhistas, puxadas pela CUT, MST e UNE, movimentaram 24 Estados e o Distrito Federal nesta sexta-feira (13). As bandeiras com o nome da presidente eram frequentes e os discursos contra qualquer possibilidade de golpe e de um impeachment dominaram todos os atos. Em São Paulo, onde ocorreu a maior movimentação, mais de 40 mil pessoas foram às ruas, segundo dados do Datafolha. A grande adesão aos atos de hoje surpreendeu até o governo, que temia conflitos com grupos contrários a Dilma, mas todas as manifestações foram pacíficas. Mesmo que a marcha deste domingo (15), capitaneada pela oposição seja bem-sucedido, os atos deste 13 de março revelam que o governo da presidente Dilma tem um forte bloco de apoio e que qualquer iniciativa golpista será rechaçada nas ruas. Em outras palavras, é possível dizer que o golpe morreu.
Em São Paulo, onde ocorreu a maior concentração, com 41 mil pessoas, mesmo sob muita chuva, os ativistas gritam palavras de ordem como “não vai ter impeachment, não” e “fica Dilma”. As pautas dos movimentos foram a defesa dos direitos dos trabalhadores, a defesa da democracia e o repúdio ao impeachment, contra a privatização da Petrobras e a punição dos corruptos juntamente de uma reforma política que acabe com o financiamento empresarial de campanha.
“A CUT e os movimentos estão habituados a construir suas reivindicações nas ruas, e o faremos sempre que a democracia estiver em perigo. Sempre que houver aqueles que não aceitam a vontade da maioria, nós estaremos nas ruas fazendo enfrentamento pelos nossos direitos“, disse Vagner Freitas, presidente da CUT, que disse que este é apenas o primeiro de outros atos.
Segundo ele, o movimento social saiu às ruas para apoiar a presidente Dilma Rousseff e pressionar pelos direitos dos trabalhadores. “Ela precisa de aliança com os movimentos sociais, operários, trabalhadores”, disse. “Ela tem as dificuldades de um governo muito heterogêneo, um congresso conservador, e que fica impulsionando a presidenta a tomar medidas impopulares, que não condizem com o discurso com que ela se elegeu”, afirmou.
O secretário de Organização do PT, Florisvaldo Souza, disse que os atos convocados pela CUT e o MST em defesa da democracia funcionaram como um marco em relação ao programado para o domingo contra o governo de Dilma Rousseff. Florisvaldo admitiu que a cúpula do PT chegou a sugerir que os organizadores cancelassem as manifestações desta sexta-feira. Mas hoje reconhece que a iniciativa foi importante. "Ficou demarcado que os golpistas estão do lado de lá", disse ele.
Mesmo diante da força do ato, o senador Álvaro Dias (PSDB), um dos maiores apoiadores do golpe, disse ao Jornal Nacional que as manifestações foram "fracasso de público" e "prova da impopularidade do governo Dilma".
No Rio
No Rio de Janeiro, cerca de 1 mil pessoas participaram do ato. Os manifestantes caminharam em direção à sede da Petrobras, onde o grupo fez um abraço simbólico e cantou o Hino Nacional na porta do edifício. Em seguida, gritaram "viva Dilma". Após alguns minutos na frente do prédio, alguns manifestantes voltarão para a Cinelândia. Outros continuaram no local. João Pedro Stédile, líder do MST, se disse feliz com o que chamou de "jornada cívica em todo o país".
O ativista defendeu a presença do povo nas ruas, conforme pedido feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ato recente na Associação Brasileira de Imprensa (ABI). “A rua é o único espaço em que o povo pode discutir política. O Parlamento é dos deputados, os palácios são dos eleitos. A rua é democrática e da paz. Quem é violento no Brasil sempre foram os poderosos. A elite que não aceita repartir com os trabalhadores a riqueza e o poder.”
Em Brasília
A manifestação a favor da presidente Dilma e contra a política econômica dela, convocada pela CUT, reuniu cerca de mil pessoas, segundo a PM, e os manifestantes, em Brasília. Os integrantes do movimento se encontraram na rodoviária da capital sob forte vigilância da polícia. As palavras de ordem eram a favor da presidente, contra o golpe, mas também contrárias ao ajuste fiscal, atribuído ao ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Ao longo de toda a tarde não foram registrados confrontos.
Manifestações no Nordeste
As manifestações do Dia Nacional de Lutas em Defesa dos Direitos dos Trabalhadores, da Democracia, da Petrobras e pela Reforma Política ocorreram também em estados das regiões Norte e Nordeste, onde foram organizadas pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e tiveram participação de entidades como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).
Em Salvador, o ato ocorreu na parte da manhã e teve a presença do ex-presidente da estatal José Sergio Gabrielli. Em discurso, assim como tinha feito ao depor ontem (12) na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, Gabrielli voltou a dizer que os desvios de recursos da empresa, investigados pela Operação Lava Jato, não tinham como ser detectados. “A Petrobras é uma empresa séria, que tem um sistema de controle. Portanto, não poderia capturar nos seus mecanismos de controle o comportamento criminal de alguns, que fizeram conluio e os comportamentos inadequados fora da companhia.”
Em Fortaleza, a manifestação ocorreu na Praça da Imprensa, no bairro Aldeota. Os participantes seguiram em passeata pela Avenida Desembargador Moreira e pediram também reforma política. Segundo a Polícia Militar, cerca de 500 pessoas participaram do ato. Representantes da CUT, que organizou a manifestação, estimaram que aproximadamente 3 mil pessoas estiveram presentes.
Segundo a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social, as manifestações foram pacíficas e não houve registro de incidentes. Os policiais acompanharam os manifestantes, que seguiram da Praça da Imprensa até a Assembleia Legislativa do Estado do Ceará.
Em Alagoas, 5 mil pessoas, segundo a CUT local, e 1.800, de acordo com a Polícia Militar, participaram de uma passeata pelas principais ruas de Maceió. A manifestação teve a presença de caravanas do interior do estado. O ato teve início às 9h e terminou às 13h30. Segundo a polícia, não foram registradas ocorrências.
No Acre, por causa da enchente que atinge parte da capital em função do transbordamento do Rio Acre, a manifestação ficou restrita aos locais de grande circulação de pessoas, como áreas comerciais e o Terminal Urbano de Rio Branco. De acordo com a representação da CUT no estado, 50 pessoas participaram do ato.
No Amapá, a forte chuva que atingiu pela manhã a capital, Macapá, obrigou a organização do movimento a alterar a programação. Em vez de percorrer algumas ruas da cidade, os manifestantes se concentraram, das 8h às 12h, na Praça da Bandeira. O evento reuniu cerca de 300 pessoas, segundo a CUT.
Em Belo Horizonte, a CUT informou que a manifestação começou por volta das 16h, saido da Praça Afonso Arinos rumo à Praça Sete. Além da CUT e de outras centrais de trabalhadores, o MST e outros movimentos sociais e estudantis participaram do ato. A CUT estima que cerca de 5 mil pessoas tenham participado da mobilização.
domingo, março 01, 2015
Sob cerco no Paraná, perde força no país o movimento anti-Dilma
Pedágio ‘mais caro do mundo’ autorizado pelo governador Beto Richa inibiu locaute de caminhoneiros contra Dilma. Movimento tucano pelo impeachment da presidenta encontra resistência no Paraná, que pede nas ruas “Fora Richa, impeachment já!”. Governador do PSDB enfrenta greve na educação há 20 dias, que transformou sua popularidade em pó.
Outro episódio histórico, agora em 1930, também passou pelo no Paraná: a revolução comandada por Getúlio Vargas, que pôs fim à República Velha, rompeu com o modelo agrário e semi-escravista para iniciar o processo de industrialização do país. O comboio getulista permanecera estacionado no município de Ponta Grossa, Campos Gerais, à medida que as tropas revolucionárias avançavam rumo a São Paulo.
Nos dois fatos acima, o Paraná teve participação preponderante e decisiva. No primeiro, conteve o avanço de golpistas contra a República. No segundo, 36 anos depois, deu passagem para o sepultamento da envelhecida República.
Novamente, em 2015, o Paraná se posiciona contra golpismo contra a presidenta Dilma Rousseff (PT). Armou uma trincheira anti-PSDB em todos os 399 municípios.
Surge aqui no estado um movimento pelo impeachment do governador Beto Richa (PSDB). Mesmo que legalmente não prospere o impedimento, a pressão das ruas serve como antídoto para o tapetão tucano e a palavra de ordem pelo retorno dos militares ao poder.
O movimento de massas paranaense assusta o tucanato local e nacional, pois, de acordo com o próprio senador Aécio Neves (PSDB-MG), em contato com o governador Beto Richa (PSDB), pode atrapalhar em todo o país as manifestações de 15 de março contra Dilma.
Até mesmo a greve dos caminhoneiros estancou-se por aqui, na região Sul. Os bloqueios de rodovias estão agora restritos ao Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pois, não consegue avançar para outros estados. Perdeu força porque se trata de um locaute (paralisação organizada por empresas), que afeta o suprimento dos cidadãos e a economia das localidades. Trata-se de um movimento contra Dilma, organizado por forças ligadas ao PSDB e setores do empresariado e do agronegócio mais atrasados.
A questão do pedágio cuja tarifa é a maior do país, permitida por Beto Richa, arrefece o ânimo do protesto dos caminhoneiros contra Dilma. Pelo contrário. Várias carretas foram vistas nas estradas com a inscrição “Fora Richa”. Além disso, conjunturalmente, o governador tucano aplicou nos paranaenses tarifaços no IPVA, no ICMS de 95 mil produtos e nas contas de água e luz.
A greve dos educadores entrou hoje no vigésimo dia, sem que o tucano consiga sair dela. As manifestações de professores e funcionários de escolas transformaram em pó, em um mês, a musculatura que Richa conquistou na reeleição. Outras categorias do serviço público também estão paralisadas, enfim, o modelo do PSDB é o modelo do próprio inferno no Paraná e ninguém quer essa maldade para os brasileiros. Nem para o mais ferrenho inimigo
Polícia Federal chega no 'Doutor Freitas' e Aécio Neves desaparece
Após depoimentos de executivos que fizeram acordos de delação premiada afirmando que existia um 'clube' de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano sumiu da imprensa
por Helena Sthephanowitz publicado 21/11/2014 15:22, última modificação 21/11/2014 18:56
REPRODUÇÃO
De 11 sessões no Senado, Aécio só apareceu em cinco. Precisa aparecer para explicar o que sempre chamou de 'corrupção'
Nas últimas entrevistas, o senador Aécio Neves (PSDB), apareceu histérico tentando pautar desesperadamente a mídia na Operação Lava Jato para atacar o governo Dilma e afastar os holofotes dos tucanos. Parece que vai ser difícil agora.
Depois de muita enrolação, com direito a manchete do tipo “Doações de investigadas na Lava Jato priorizam PP, PMDB, PT e outros”, para não citar PSDB, apareceu o Doutor Freitas. Notinhas tímidas, em letras miúdas, no rodapé de páginas dos grandes jornais informam que o dono da UTC, Ricardo Pessoa, disse em depoimento à Polícia Federal que tinha contato mais próximo com o arrecadador de campanha do PSDB, o Doutor Freitas, Sérgio de Silva Freitas, ex-executivo do Itaú que atuou na arrecadação de campanhas tucanas em 2010 e 2014 e esteve com o empreiteiro na sede da UTC. Ainda de acordo com o depoimento, objetivo da visita do Doutor Freitas foi receber recursos para a campanha presidencial de Aécio.
Dados da Justiça Eleitoral sobre as eleições de 2014 mostram que a UTC doou R$ 2,5 milhões ao comitê do PSDB para a campanha presidencial e mais R$ 4,1 milhões aos comitês do PSDB em São Paulo e em Minas Gerais, além de R$ 400 mil para outros candidatos tucanos.
Depois dos depoimentos de dois executivos da Toyo Setal que fizeram acordos de delação premiada, e afirmaram que existia um "clube" de empreiteiras que fraudava licitações e pagava propinas, misteriosamente o tucano Aécio Neves sumiu da imprensa.
Aécio é senador até 2018, mas também não é mais visto na casa. De 11 sessões, compareceu apenas a cinco. O ex-candidato tucano precisa aparecer para explicar a arrecadação junto à empreiteira, o que, para ele, sempre foi visto como "escândalo do PT", e outras questões. Como se não bastassem antecedentes tucanos na Operação Castelo de Areia, como se não bastasse a infiltração de corruptos na Petrobras desde o governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), como se não bastasse o inquérito que liga o doleiro Alberto Youssef à Cemig, basta observar o caso da construção do palácio de governo de Minas na gestão de Aécio quando foi governador.
Para quem não se lembra, a "grande" obra de Aécio como governador de Minas, além dos dois famosos aecioportos, não foi construir hospitais, nem escolas técnicas, nem campi universitários. Foi um palácio de governo faraônico chamado Cidade Administrativa de Minas, com custo de cerca R$ 2,3 bilhões (R$ 1,7 bi em 2010 corrigido pelo IGP-M). A farra com o dinheiro público ganhou dos mineiros apelidos de Aeciolândia ou Neveslândia.
Além de a obra ser praticamente supérflua para um custo tão alto, pois está longe de ser prioridade se comparada com a necessidade de investimento em saúde, educação, moradia e mobilidade urbana, foi feita com uma das mais estranhas licitações da história do Brasil.
O próprio resultado deixou "batom na cueca" escancarado em praça pública, já que os dois prédios iguais foram construídos por dois consórcios diferentes, cada um com três empreiteiras diferentes.
Imagina-se que se um consórcio ganhou um dos prédios com preço menor teria de construir os dois prédios, nada justifica pagar mais caro pelo outro praticamente igual.
Se os preços foram iguais, a caracterização de formação de cartel fica muito evidente e precisa ser investigada. Afinal, por que seis grandes empreiteiras, em uma obra que cada uma teria capacidade de fazer sozinha, precisariam dividir entre elas em vez de cada uma participar da licitação concorrendo com a outra? Difícil de explicar.
O próprio processo licitatório deveria proibir esse tipo de situação pois não existe explicação razoável. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.
No final das contas, nove grandes empreiteiras formando três consórcios executaram a obra. Cinco delas estão com diretores presos na Operação Lava Jato, acusados de formação de cartel e corrupção de funcionários públicos.
Em março de 2010 havia uma investigação aberta no Ministério Público de Minas Gerais para apurar esse escândalo. Estamos em 2014 e onde estão os tucanos responsáveis? Todos soltos. A imprensa mineira, que deveria acompanhar o caso, nem toca no assunto de tão tucana que é. E a pergunta do momento é: onde está Aécio?
PSDB TEME NACIONALIZAÇÃO DE CRISE NO PARANÁ
O senador mineiro e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, contatou o governador do Paraná, Beto Richa, para obter maiores informações sobre a crise no Estado; o temor dos tucanos é que as greves que tem mobilizado milhares de pessoas no Paraná cresçam nos próximos dias, chegando até o dia 15 de março, data em que estão previstos vários atos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, servindo de contraponto às críticas que o PSDB tem desferido contra a presidente Dilma e o PT
28 DE FEVEREIRO DE 2015 ÀS 21:11
Paraná 247 - O senador mineiro e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, contatou o governador do Paraná, Beto Richa, para obter maiores informações sobre a crise no Estado. O temor dos tucanos é que as greves que tem mobilizado milhares de pessoas no Paraná cresçam nos próximos dias, chegando até o dia 15 de março; data em que estão previstos vários atos pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff.
“O Aécio me ligou para perguntar o que estava acontecendo, preocupado com as notícias nacionais”, teria dito Richa na última quinta-feira (26). O alerta amarelo do PSDB teria sido acionado quando agentes de setores da inteligência da polícia paranaense teriam identificado diversos dirigentes sindicais de outros estados junto aos professores grevistas que estão acampados em frente ao palácio do governo.
O temor é que a oposição ao governador Beto Richa faça uso da situação para nacionalizar a crise estadual, fazendo uma espécie de contraponto aos protestos e críticas feitos pelo PSDB contra o PT.
Em uma entrevista ao jornal O Estado de São Paulo, Beto Richa reconheceu o desgaste gerado pelos protestos. “Não quero ser hipócrita e deixar de reconhecer. Me trouxe um desgaste político, sim. Não há dúvida. Acho que oscilou para baixo minha popularidade, mas isso pode oscilar. O que não pode oscilar é a coerência e a responsabilidade com o Estado”, afirmou
Ricos e classe média olham o PT e Dilma com ódio segundo Bresser Pereira
Para ex-ministro dos governos Sarney e FHC, o PSDB passou a advogar o impeachment, como se o Brasil estivesse ainda nos anos 1950, no tempo da UDN também liberal, conservadora e golpistaPor RedaçãoO economista e ex-ministro nos governos Sarney e FHC, Luiz Carlos Bresser-Pereira divulgou uma análise sobre a conjuntura brasileira. Em sua opinião, o ajuste fiscal optado pelo governo “se justifica porque é condição de recuperação da confiança”. Do ponto de vista político, Bresser-Pereira destaca que após a reeleição de Dilma Rousseff em vez de a oposição ajudar a presidente a governar, passou a advogar o impeachment.
Leia abaixo texto do autor divulgado em seu Facebook.O Brasil vive um momento cheio de contradições. No curto prazo há uma relativa crise econômica causada pelo fato que o superávit primário zerou e a inflação aumentou – o que levou o governo a uma crise de confiança nos mercados financeiros nacional e internacional. Para enfrentar o problema o governo decide pelo ajuste fiscal, embora o desemprego esteja aumentando, mas que se justifica porque é condição de recuperação da confiança.
No mesmo curto prazo, há uma grave crise política, que começou dois anos antes da eleição, quando aos erros do governo na área econômica, que levaram à crise de confiança, somou-se o julgamento do mensalão. A partir desse momento os ricos inclusive a alta classe média passaram a olhar o PT e a presidente com ódio – algo que eu nunca havia visto no Brasil. E esse ódio apenas aumentou quando Dilma Rousseff foi eleita por pequena maioria. Ao invés de dizerem-se a si próprios que agora tratava-se de ajudar a presidente a governar, as elites continuaram indignadas. Do que se aproveitou o partido liberal-conservador – o PSDB – a advogar o impeachment, como se o Brasil estivesse ainda nos anos 1950, no tempo da UDN também liberal, conservadora e golpista.
Terceiro, o país vive uma quase-estagnação de longo prazo. Entre 1981 e e 2014, a taxa média de crescimento per capita foi de 0,94% ao ano. Se excluirmos um período excepcionalmente negativo (os ano 1980, em que o país estagnou devido à crise financeira da dívida externa) e se também excluirmos o boom de commodities (2004-10), essa taxa é ainda menor: 0,78% ao ano.
Essa crise decorre, no plano político, da perda de ideia de nação que nos torna incapaz de criticar as políticas econômicas que nos são recomendadas pelos países ricos e pela alta preferência pelo consumo imediato que elites e povo demonstram no Brasil. São essas duas distorções que explicam que explicam a incapacidade dos brasileiros de enfrentar e resolver os dois principais fatos históricos novos que explicam essa quase-estagnação.
Primeiro, desde os anos 1980 o Estado brasileiro deixou de ter uma poupança pública de 3% do PIB e passou a ter uma despoupança pública de 2% – o que representa 5% do PIB de perda de investimentos.
Segundo, desde 1990-91, quando houve a abertura comercial, o Brasil deixou de neutralizar a doença holandesa, que antes estava embutida no sistema comercial, e, em consequência, as empresas brasileiras industriais e de serviços comercializáveis (tradable) passaram a ter uma desvantagem competitiva de cerca de 20% em relação às empresas dos demais países que exportam para terceiros países.
A análise dessa crise de longo prazo está em meu artigo ainda não publicado, mas que acabo de colocar em meu site, “A quase-estagnação brasileira e sua explicação novo-desenvolvimentista”, que poderão ler no link http://bit.ly/1C9p5h5A crise econômica de curto prazo foi causada pelos erros cometidos pelo governo desenvolvimentista nos últimos dois anos. Neste ano teremos aumento do desemprego e recessão, mas o ajuste fiscal é inevitável, porque é condição do retorno da confiança.
Mas, ao contrário do que pensam os economistas liberais, o ajuste não resolverá o problema econômico de longo prazo, que só se resolverá quando os brasileiros voltarem a pensar com sua própria cabeça, lembrando que são uma nação, e quando conseguirem rejeitar a preferência pelo consumo imediato, que se expressam em poupança pública negativa e elevados déficits em conta-corrente. Déficits e despoupanças que limitam tanto os investimentos privados como os públicos, que são essenciais para a retomada do crescimento.
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