domingo, fevereiro 15, 2015

PRISÕES ARBITRARIAS E VIOLÊNCIA DO ESTADO CONTRA O CIDADÃO - UMA POLICIA BANDIDA

Prende primeiro, pergunta depois

Mais de 40% dos encarcerados brasileiros são presos provisórios que têm as vidas destruídas mesmo quando inocentes, antes de qualquer processo legal
Francisco* estava no sofá assistindo televisão e aproveitando seu primeiro dia de férias, quando a polícia quebrou o portão e invadiu sua casa gritando, com armas em punho. Apesar de não saber do que se tratava, o coletor de lixo não reagiu nem para dizer que era trabalhador de carteira assinada. Por experiência anterior (ele já havia passado seis meses em um Centro de Detenção Provisória e depois inocentado) sabia que seria pior tentar argumentar naquele momento. A filha de 15 anos estava no banho, a esposa e a filha mais nova, de 5 anos, não estavam na casa, localizada no litoral sul de São Paulo. Foi levado algemado para a delegacia do DHPP, na capital. Só então ficou sabendo que a vítima de um sequestro, um homem que pagara 400 mil reais de resgate, havia supostamente reconhecido sua tatuagem em um álbum de pessoas com passagem pelo sistema carcerário, apresentado pela polícia. A vítima teria dito que o sequestrador tinha uma tatuagem no braço, e escolhido Francisco no álbum com fotos de ex-detentos que batiam com a descrição de tipo físico e da tatuagem mostrado pela polícia. Mesmo com provas e testemunhas de que estava trabalhando nos dias em que a vítima afirmou ter ficado 24 horas sob olhares do algoz, em outra cidade, Francisco ficou preso por dois meses no Centro de Detenção Provisória de Pinheiros, em São Paulo, em uma cela “pequenininha assim”, com mais de cinquenta pessoas, “às vezes mais, às vezes menos”, esperando que o delegado chamasse a vítima para um novo reconhecimento.
Francisco teve sua tatuagem confundida com a de sequestrador e passou dois meses preso / Foto: José Silva
Francisco teve sua tatuagem confundida com a de sequestrador e passou dois meses preso / Foto: Joseh Silva
“O delegado dizia que não estava encontrando o homem” conta a esposa de Francisco, que acabou ela mesma descobrindo o endereço e passando ao delegado. “Só aí que ele ficou sem graça e chamou pra reconhecer” lembra a mulher. Durante os dois meses em que esteve no CDP, Francisco não viu as filhas, porque não queria que as meninas passassem pela humilhação da revista vexatória. O que mais o marcou foram as revistas com cães dentro das celas, quando eram obrigados a se despir e se encolher “com os cães fungando no cangote”.
Quando saiu, perdeu o emprego. “Me disseram que foi porque a empresa foi vendida e tiveram que demitir algumas pessoas” explica. Diz que a filha pequena chora quando vê passar um carro de polícia na rua – tem medo que levem o pai mais uma vez. Sua esposa tem trabalhado dobrado pra sustentar a casa enquanto ele procura outro serviço. Mas com seu nome ainda não liberado do processo, “tá bem difícil”.
O caso de Francisco dá feição humana aos números escandalosos do encarceramento provisório no Brasil, denunciados por vários órgãos de defesa de direitos humanos e, mais recentemente, peloRelatório Mundial 2015, da Human Rights Watch, publicado em janeiro, que analisa anualmente avanços e retrocessos na proteção dos direitos humanos em mais de 90 países. Sobre o Brasil destaca esse gargalo do sistema penitenciário entre denúncias de tortura, tratamento cruel, desumano ou degradante e falta de infraestrutura dos presídios. Em setembro de 2014, o Grupo de Trabalho da ONU sobre Prisão Arbitrária também apresentou um relatório apontando a superlotação endêmica, o acesso à justiça severamente deficiente e o encarceramento como regra e não exceção mesmo em casos de delitos leves e sem violência.
“Mapa das Prisões” da organização de direitos humanos Conectas, mostra um crescimento de 317,9% na taxa de encarceramento (número de presos por cada grupo de 100 mil habitantes) do país entre 1992 e 2013, passando de 74 para 300,96 enquanto a Rússia, por exemplo, registrou redução de cerca de 4% no mesmo período.
Segundo os últimos dados disponibilizados pelo InfoPen do Ministério da Justiça de junho de 2013, o Brasil contava com mais de 581 mil pessoas privadas de liberdade, 41% delas em prisão provisória. É a quarta maior população carcerária do mundo, atrás apenas de Estados Unidos, China e Rússia. O déficit de vagas supera 230 mil.
No estado do Amazonas mais de 70% dos encarcerados são presos provisórios e em São Paulo 36% do total, segundo os últimos dados do Ministério da Justiça. Mas de acordo com Bruno Shimizu, defensor público do Núcleo de Situação Carcerária de São Paulo, o número de provisórios é ainda maior já que esta conta diz respeito apenas aos presos sem julgamento, não incluindo os que não tiveram ainda o processo concluído: “Os dados apontados pelo Depen não mostram um número real porque quando a pessoa tem uma sentença de 1o grau ela continua sendo inocente até o fim do processo”.
Uma pesquisa feita em parceria entre Depen (Departamento Penitenciário Nacional) e IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) apontou que, em 37,2% dos casos em que há aplicação de prisão provisória, os réus não são condenados à prisão ao final do processo ou recebem penas menores que seu período de encarceramento inicial.

Pela ordem pública

“O Brasil é conhecido internacionalmente como um país que extrapola qualquer limite no número de prisões preventivas. É uma prisão que pela Constituição é excepcionalíssima e na prática ela é a regra. No fim das contas, serve como uma forma antecipada de pena e como forma de contenção social mesmo” diz o defensor público coordenador do Núcleo de Situação Carcerária Patrick Cacicedo. Ele explica que a prisão preventiva ou cautelar, segundo a lei, serve para garantir o andamento regular do processo. “Pela lei e pela nossa Constituição, que diz que ‘ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória’, ela só deve ser utilizada quando se tiver elementos concretos que mostrem que aquela pessoa vai atrapalhar o andamento do processo de alguma maneira, fugir, em casos de crimes contra a ordem econômica do país ou para a garantia da ordem pública. E é aí que se prende mais. Porque ninguém sabe o que é ‘ordem pública’. É um termo vago. Quando não se tem um motivo concreto – e quase nunca tem – ela faz valer a grande maioria das prisões preventivas” explica. Muitas vezes, como mostra a pesquisa Tecer Justiça – Presas e presos provisórios da cidade de São Paulo, feita pelo Instituto Terra, Trabalho e Cidadania (ITTC) e Pastoral Carcerária, o primeiro contato entre o defensor e o acusado coincide com a realização da audiência de instrução, debates e julgamento, que pode vir a acontecer meses após a prisão.

10 anos no limbo

O processo de Gabriel*, ao qual a Pública teve acesso, chega a ser inacreditável. O homem, réu confesso de homicídio em 2004 teve o processo suspenso pouco tempo após sua prisão preventiva decretada a partir de um flagrante. O motivo foi um laudo psiquiátrico que considerou-o inimputável. O juiz determinou que ele fosse internado em um hospital-presídio para tratamento imediato. Por repetidas alegações de falta de vagas, permaneceu em Centros de Detenção Provisória por 10 anos. Durante esse período, foi avaliado periodicamente por especialistas que reafirmavam sua condição mental e a necessidade de tratamento urgente. Só em 2014, o caso foi parar no Supremo Tribunal Federal e Gabriel foi finalmente transferido para um hospital-presídio. E ele é exceção não por conta do longo tempo que passou esquecido – isso é mais ou menos comum – mas porque a parcela de presos provisórios por homicídios é ínfima perto de crimes como furto, roubo e tráfico de poucas quantidades de drogas, segundo a pesquisa do IITC. Enquanto as vítimas são majoritariamente brancas (mais de 70%) os réus são em sua maioria pretos e pardos (67%), têm entre 18 e 25 anos, um ou dois filhos, com expressiva incidência de situação de rua. Mais de 80% das mulheres presas são mães. O relatório aponta ainda que na unidade do CDPI de Pinheiros, muitos são usuários de drogas ou dependentes químicos e vivem em situação de rua.
Reprodução de trecho do processo de Gabriel*
Reprodução de trecho do processo de Gabriel*
“Quem a viatura para?” questiona o desembargador Marcelo Semer, membro e ex-presidente da Associação Juízes para a Democracia, que atua na área criminal há 25 anos e passou alguns deles em uma Vara Criminal de São Paulo. “90% dos processos que a gente tinha na Vara Criminal eram de flagrantes da Polícia Militar, era quem fazia nossa triagem. E a PM aborda muito mais na periferia que no centro, muito mais o jovem que o idoso, o negro que o branco, isso já traz uma seleção”, define. “E o réu é o último a ser ouvido, isso não acontece antes de dois meses”. Rafael Custódio, coordenador do programa de justiça da Conectas acrescenta: “Só depois desse período acontece o primeiro contato do réu com juiz e o defensor público. Se há tortura, como está o contato com a família, condições de saúde, tudo isso só vai ser avaliado depois desse tempo. Quer dizer, o Estado só sabe que esse cara existe depois de no mínimo dois meses”.
Segundo levantamento de 2013 da Anadep (Associação Nacional de Defensores Públicos) e do Ipea, o Brasil conta hoje com 11,8 mil juízes, 9,9 mil promotores e apenas 5 mil defensores. Só no Fórum da Barra Funda, em São Paulo, cada defensor é responsável por 2,5 mil processos criminais. 

Lei veio pra soltar, mas prende ainda mais

Em 2011, foi criada a lei 12.403/2011 para tentar melhorar esse cenário. Ela proibiu, por exemplo, a prisão preventiva nos casos em que mesmo se a pessoa fosse condenada não receberia pena de prisão. Também trouxe mais opções de medidas cautelares que podem substituir a prisão. Mas o que se tem visto, segundo os defensores públicos, é que a lei tem prendido mais do que soltado. “Uma das medidas que ganhou força com essa lei foi a fiança. Então para uma pessoa que não pode ter a prisão preventiva decretada, o juiz determina que pague tantos salários mínimos. E aí a gente descobriu uma coisa assustadora que é o número de pessoas presas simplesmente por não ter dinheiro para pagar essa fiança” explica Patrick. “No início tiveram casos absurdos de fiança de 5 mil reais para moradores de rua. O juiz diz ‘não estou decretando prisão, estou pedindo fiança’ e a pessoa não tem como pagar”. Bruno lembra um caso recente: “Nós acabamos de soltar uma mulher que tinha furtado uma barrinha de chocolate e o juiz sentenciou a pagar fiança de um salário mínimo. Obviamente ela não tinha o dinheiro, por isso ficou presa. E o juiz sabe disso, né? Ele não é inocente nessa história, a finalidade é essa, de continuar um projeto higienista de tirar a pobreza da rua e já que não dá pra jogar todo mundo na prisão a gente dá um jeito de fazer isso! A gente tinha várias reformas para diminuir a população carcerária no país que incrivelmente só incrementam”. Patrick lembra de um caso tocante: “Eu estava no Dipo (Departamento de Inquéritos Policiais e Polícia Judiciária de São Paulo), na Barra Funda e tinha dois casos de fiança. Chegaram duas famílias. Uma tinha juntado todo o dinheiro que podia e foi para o Fórum com 600 reais. A outra tinha um pouco mais. Mas as duas eram muito pobres. A decisão do juiz, para as duas famílias, foi fiança de um salário mínimo. Uma das famílias tinha e a outra não. O juiz não quis reduzir o valor. Então uma família deu a diferença para a outra. ‘Olha, meu filho foi liberado, não achamos justo o seu ficar. Toma aqui esses 180 reais’. Marcelo Semer acrescenta: “Com a nova lei aumentou o número de crimes afiançáveis e portanto o uso da fiança. Só que, para quem não tem condição de pagar fiança, significa prender. E eu vi isso muitas vezes na Vara Criminal. Em muitos casos o réu já podia ter pago a fiança mas não pagou e estava preso. A gente tem que somar isso a uma enorme seletividade da prisão. Acho que esse é o problema maior. A gente só tem esse volume grande de prisão provisória porque ela é seletiva. Só tem esses milhares de presos provisórios porque atinge uma camada excluída”. Outro ponto polêmico, segundo Semer, é o uso de tornozeleiras eletrônicas. “A ideia da tornozeleira seria interessante se tirasse as pessoas da prisão mas o que se faz, em via de regra, é levar um pouco de prisão para a liberdade. Naqueles casos em que a pessoa vai ser solta, o juiz manda por a tornozeleira para a pessoa não ficar totalmente solta”.
A advogada Gabriela Ferraz, do ITTC explica: “As tornozeleiras foram pensadas para favorecer o desencarceramento, mas, hoje, essa função foi deturpada já que acabam sendo usadas como uma forma adicional de punição, seguindo os passos das pessoas presas que, por lei, têm direito de gozar de saídas temporárias sem controle do estado”. Bruno Shimizu acrescenta: “Não é uma tornozeleira, é uma tornozeleira com uma mochila e um GPS bem difícil de carregar. A mochila não pode ficar distante da tornozeleira. Qual é o resultado disso? Quando a defesa pede que se aplique uma medida cautelar para que a pessoa não fique presa, o juiz responde não temos tornozeleiras então vamos decretar prisão. Mas quando a pessoa já teria direito a saída de natal, tem tornozeleira”. Patrick lembra que a Defensoria foi convidada a participar de uma Audiência Pública na Assembléia Legislativa, para discutir o uso de tornozeleiras e percebeu que o perfil da plateia estava diferente do usual. “A plateia estava cheia de pessoas engravatadas. Na hora em que abriram para as perguntas, todas as pessoas que levantaram as mãos eram representantes de empresas desse equipamento, querendo participar de licitação”. Semer observa que “o Estado natural do réu dentro do processo é a prisão quando na lógica tem que ser ao contrário. Quando você libera o réu diz que concede liberdade provisória. Só por esse nome a gente já vê o quão fugaz é a ideia de liberdade”.

O que o Estado me devolveu

Dona Rosa chega à sede da entidade “Mães dos Cárceres”, fundada e mantida pela rapper Andréia M.F na Praia Grande, com vários papéis dobrados nas mãos. São os laudos médicos e receitas que mostram os surtos que seu neto tem desde que saiu do CDP da Praia Grande há mais de 5 anos. A avó conta que ele foi pego, aos 18 anos, em uma batida policial em um salão onde cortava os cabelos e levado junto de pequenos traficantes. Ficou lá por dois anos. “Quando ele saiu, não era o mesmo. Eu percebi que ele foi mudando comigo, sabe? Quando eu ia visitar ele não me reconhecia, me mandava embora. E eu que criei ele, a gente era muito apegado”. Quando ele saiu, conta Dona Rosa, não reconhecia ninguém, não quis voltar a trabalhar e nas poucas vezes que abriu a boca foi pra dizer que comeu sabão, que sofreu, que quase morreu e para brigar com ela. “Ele nunca teve nada, daí agora o médico disse que é esquizofrenia. Ele quebrou minha casa inteira, me expulsou de casa. Eu vendo camarão na praia e ele não me deixa entrar lá pra cozinhar. Estou dormindo em um quartinho do lado da casa mas não sei como vou fazer. Internaram ele na Santa Casa mas mandaram de volta um mês depois. Ele não quer tomar o remédio, não quer fazer o tratamento, já apanhou na rua de uns meninos e da polícia. Você vê, foi isso que o Estado me entregou de volta”.
Dona Rosa* segura os laudos e receitas médicas do neto, que saiu do CDP da Praia grande com graves  transtornos psicológicos
Dona Rosa* segura os laudos e receitas médicas do neto, que saiu do CDP da Praia grande com graves transtornos psicológicos / Foto: Joseh Silva

Lei de drogas agrava o problema

Rafael Custódio acredita que a lei de drogas também agrava muito o uso abusivo da prisão provisória no país. “Não dá pra falar sobre presos provisórios sem falar sobre lei de drogas. Porque 90% dos presos relacionados a drogas são presos em flagrante, muitos de uma vez. 60%, 70% tem um perfil muito claro que é o cara da periferia, jovem, que é preso sem armas, já distante da sociedade de consumo estabelecida e que é preso por conta dessa estrutura a criminal que a gente tem. Quem mais age aí é PM, que é quem mais prende no Brasil. E ela trabalha na lógica da quantidade mesmo, que é uma lógica pouco inteligente e sofisticada, quase sem investigação. Você não está desarticulando o sistema do tráfico de drogas, sequer chegando perto disso. Você pega o menino que está nessa atividade que é rapidamente substituído. Nosso sistema hoje é construído para proteger o patrimônio e cumprir lei de drogas”.
Marcelo Semer acrescenta que a lei mais severa também criou um grande problema de encarceramento feminino. “Antes o número era pequeno mas elas passaram a a cumprir no mínimo três anos em regime fechado. Nem homicídio cumpre isso”.

Tortura e más condições

Na pesquisa do ITTC, abundantes foram os depoimentos de homens e mulheres que disseram ter vivenciado experiências de tortura como o “zigue-zague” (para desorientar e fazer com que as pessoas algemadas batam a cabeça), o “micro-ondas” (quando o suspeito fica horas “esquentando” dentro do camburão) , o uso de spray de pimenta diretamente nos olhos e no nariz, a invasão de domicilio, o flagrante forjado, a extorsão, a discriminação racial e a ameaça contra parentes (inclusive crianças). “Em se tratando da população feminina, também foram marcantes as denúncias de violência sexual, que abrangem pedido de propina sexual, apalpadas durante a revista por policial masculino, obrigação de ficar nua e ameaça de estupro” aponta. Os números chamam a atenção: dos entrevistados, 57% dos homens disseram ter sido abordados por policiais muitas vezes; 56% disseram ter sido agredidos verbalmente por policiais muitas vezes, 35,6% disseram ter sido agredidos fisicamente por policiais muitas vezes. Entre as mulheres o número cai para 19,4% abordadas muitas vezes por policiais; 23% agredidas verbalmente; 10,2% agredidas fisicamente muitas vezes e 43,7% que viram muitas vezes policiais agredirem pessoas.
As más condições dos Centros de Detenção Provisória também têm sido denunciadas pelos órgãos de direitos humanos. “O CDP de Pinheiros chegou a abrigar mais de 1700 presos ao passo que sua capacidade é de 520, tendo sido interditado em dezembro de 2010, período que foram interrompidas as inclusões. A penitenciária feminina de Santana possui capacidade para 2400 mulheres mas sua população, em 2010, era de 2700 (ver site da SAP) das quais 840 eram presas provisórias” relata a pesquisa do ITTC. No CDP da Praia Grande, a situação é tão grave – há mais de 1600 presos em um espaço com capacidade para 512 em instalações e condições extremamente precárias – que a Defensoria Pública entrou com uma Ação Civil Pública pedindo sua interdição parcial.
“O CDP de Pinheiros já tem essa alcunha de novo Carandiru, porque tem 6 mil homens onde cabem cerca de dois mil. E você conversa com os caras lá, são viciados em crack então roubaram, ou são viciados por isso traficam. Tem uma das unidades que fica a população de rua, a cracolândia, casos que não representam nenhum perigo” comenta Rafael Custódio. E acrescenta: “Os CDP’s geralmente são piores do que as penitenciárias porque em geral a estrutura física não é praquilo, não foi concebida para ter tanta gente, por tanto tempo. São grandes pra encher de gente. Falta médico, dentista, advogado, atendimento psicológico, roupa, comida de qualidade”.
O Centro de Detenção Provisória do Complexo de Pedrinhas, no Maranhão, também ganhou a mídia em 2014, quando mais de 15 homens foram encontrados mortos e mais de 100 fugiram.
Cárcere do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde houve mais de 15 mortes e mais de 100 fugas em 2014
Cárcere do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, onde houve mais de 15 mortes e mais de 100 fugas em 2014 / Foto: Conectas

Audiência de custódia

Ainda neste mês de fevereiro deve ser implementado em São Paulo um projeto piloto, de Audiência de Custódia. A ideia é que, dentro de 24 horas, o juiz entreviste o preso e ouça manifestações do seu advogado ou da Defensoria Pública, além do Ministério Público. Ele deve analisar se a prisão é necessária e poderá conceder a liberdade, com ou sem a imposição de outras medidas cautelares. Também poderá avaliar se houve tortura ou maus-tratos. Na verdade, isso não é algo novo. A audiência de Custódia está prevista em pactos e tratados internacionais assinados pelo Brasil como o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos e a Convenção Interamericana de Direitos Humanos, conhecida como Pacto de San Jose. Caso não seja distorcido como a lei de 2011, deve começar uma mudança nesse cenário das prisões provisórias. Mas na opinião de quem trabalha com isso, é difícil de acreditar que uma política possa mudar um conceito maior, que está sob o guarda-chuva do encarceramento em massa.
“Qual é o centro do direito penal? A propriedade. Não é a vida. Quer ver? Para homicídio você tem uma pena que vai de 6 a 20 anos. O roubo com arma já começa com no mínimo 5 anos e 4 meses. E há uma chance muito maior do homicídio simples ganhar o semi-aberto do que o roubo. Você pega o sequestro que a gente tem como um crime grave. O sequestro em si é um crime leve. Quando você coloca sequestro com objetivos libidinosos ele fica um pouco mais duro. Mas ele se torna um crime grave quando é extorsão mediante sequestro. Quando tem dinheiro é um crime ‘top’. O latrocínio já começa com 20 anos. Mesmo que não tenha sido intencional. Se na hora do roubo a vítima morre, mínimo de 20 anos. Se furtar uma coisa pequena sua ou se ele te der um soco e você ficar internado no hospital é a mesma coisa. Todo o direito penal, o epicentro dele é a propriedade privada. Então se o crime contra a propriedade é mais importante, é obvio que o pobre vai ser mais preso do que o rico” explica Semer.
A coordenadora de pesquisa do Programa Justiça sem Muros do ITTC, Raquel da Cruz Lima, alerta: “A gente está chegando em um ponto insustentável. Mesmo o gestor mais entusiasta das prisões está em dificuldade. Faltam mais de 200 mil vagas e já se provou que com esse modelo não é possível. Essas alternativas que têm surgido também estão ligadas a essa insustentabilidade. Mas se o sistema continuar respondendo de forma dura, cruel, com a finalidade desse encarceramento compulsório, nada disso vai adiantar”.
*Os nomes foram trocados para preservar a identidade dos entrevistados
Assista ao minidoc do Instituto Terra, Trabalho e Cidadania sobre Como se Prende no Brasil

sábado, fevereiro 14, 2015

Democratizar os meios de comunicação e combater os atos reacionários da mídia golpista


manipulacao

Brasil - Diário Liberdade - [Eduardo Vasco] Está mais do que na hora de se democratizar os meios de comunicação, para tirar o monopólio de uma meia dúzia de burgueses que manipulam a opinião pública.

"[O operário] deveria recordar-se sempre [...] que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por ideias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma ideia: servir a classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora."
Antonio Gramsci
Para o grande filósofo marxista italiano Antonio Gramsci (1891-1937), o Estado burguês controla a classe trabalhadora por meio de dois processos paralelos: a sociedade política, que pode ser entendida como o conjunto dos aparelhos burocráticos do Estado para legitimar o uso da força contra o povo, e a sociedade civil, o conjunto dos aparelhos ideológicos para manipular por meio das ideias a classe trabalhadora. Neste último, se enquadram, dentre outros, a Igreja, a Escola e a Mídia.
A imprensa, e a mídia em geral, difunde ideias, transmitindo o pensamento burguês para alienar as massas, cujos interesses são antagônicos aos da elite burguesa, dona dos meios de produção e dos meios de comunicação.
A grande mídia mente quando fala que transmite a pluralidade. Na verdade, transmite somente um tipo de pensamento: o pensamento dos patrões.
Isso é muito fácil de se perceber. É só vermos quem são os donos dos meios de comunicação. Uma meia dúzia de famílias burguesas controla quase toda a mídia no Brasil. Todas essas famílias já eram ricas quando conseguiram a concessão pública dos meios, e multiplicaram os seus lucros com esse grande negócio sujo que é a mídia brasileira.
Esses grandes corruptos que compõem a máfia da comunicação no Brasil ganham milhões a cada ano apenas com verba federal. São parasitas que usam dinheiro dos cofres públicos para manipular as massas para seus próprios interesses.
Oito grupos concentram 70% dos R$ 161 milhões da verba de publicidade federal – sem contar publicidade da Petrobras e da Caixa Econômica Federal – destinados aos 3 mil meios de comunicação que recebem esse dinheiro, segundo dados equivalentes ao período 2011-2012, compilados pela Folha de S. Paulo.
tabela1Além de sonegarem impostos, como o caso das Organizações Globo, que sonegaram R$ 1 bilhão para comprar os direitos de transmissão da Copa do Mundo de Futebol de 2002, e até agora ficou por isso mesmo.
Os grandes capitalistas burgueses que controlam a mídiasempre estiveram alinhados ao poder e exercem uma função muito importante para aexploração do povo.
Roberto Marinho, então dono do jornal O Globo, foi um dos principais propagadores do Golpe Militar de 1964 e ganhou de presente, um ano depois, a Rede Globo de Televisão, o principal porta-voz das mentiras do regime, cuja criação se deu de maneira ilegal.
Sempre andando de mãos dadas com os mais importantes políticos da direita brasileira, Marinho mantinha estreita amizade até mesmo com os presidentes da época ditatorial, como recorda o próprio sitede acervos sobre o maior barão da mídia nacional: "O empresário e jornalista também manteve estreita amizade com o general João Batista Figueiredo (...) Figueiredo e a esposa, Dulce, frequentavam a casa do Cosme Velho, participando de jantares com o empresário (...)".
Durante esse período, Marinho foi o civil brasileiro que mais enriqueceu. Por que será? Desde 1987, quando foi divulgado o primeiro ranking da revista Forbes, os Marinho aparecem como uns dos mais ricos do Brasil.
Atualmente a família de Roberto Marinho é a mais rica do país e os três irmãos que herdaram a fortuna do pai estão entre os dez maiores bilionários do Brasil.
Após a queda do Regime Militar, a Globo continuou servindo como o principal meio de alienação cultural dos burgueses contra o povo. Basta lembrar do debate entre Lula e Collor em 1989, o qual aemissora interferiu diretamente para favorecer o candidato da direita, pois Lula tinha boas chances de vencer as eleições.
A Globo é o maior, mas não é o único império da comunicação no Brasil. Seis conglomerados privados controlam mais de mil veículos de comunicação no país, de acordo com dados do projeto Donos da Mídia.
tabela22
Isso revela novamente o monopólio, ou, eufemisticamente falando, o oligopólio da mídia burguesa, o que viola claramente a Constituição Federal, que diz em seu artigo 220: "Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser objeto de monopólio ou oligopólio", e vai contra as recomendações até mesmo de organismos internacionais, como a própria Organização das Nações Unidas.
Edir Macedo (dono da Record) e Silvio Santos (dono do SBT) também aparecem no ranking dos maiores bilionários brasileiros e se beneficiam da manipulação dos meios de comunicação.
A maior parte da fortuna de Edir Macedo vem da Record, comprada em 1990 do próprio Silvio Santos. Macedo, que é bispo fundador da Igreja Universal do Reino de Deus, inaugurou há pouco tempo, em São Paulo, o Templo de Salomão, uma réplica do original, gigantesco. No dia da inauguração, estiveram presentes diversos politicos, desde a presidente da República até o prefeito da cidade, mostrando a influência do bilionário no mundo político, o que pode explicar a possível fraude e sonegação milionária de impostos na construção do Templo, sem alvará.
Já a empresa de comunicação de Silvio Santos, o SBT, emprega uma das mais reacionárias jornalistas que mostram a cara na televisão brasileira, a ultradireitista Rachel Sheherazade, que já apresentoudiversas vezes seu desprezo pelos direitos humanos e contra as classes exploradas.
Tal qual Sheherazade, outro famoso apresentador dos telejornais brasileiros é Boris Casoy, que durante a Ditadura Militar foi membro do Comando de Caça aos Comunistas, um grupo terrorista de extrema-direita e famoso por suas posturas reacionárias contra a classe operária.
Boris trabalha na TV Bandeirantes, outro meio de comunicação burguês que busca de todos os modos criminalizar as classes subalternas da sociedade. Neste ano, a emissora fez uma série de reportagenscondenando os índios em prol dos interesses dos latifundiários.
Outra família da máfia dos meios de comunicação que aparece no ranking da Forbes das mais ricas do Brasil é a família Civita, dona do grupo Abril, que controla a revista Veja, famosa por suas matérias totalmente parciais, que não respeitam a ética jornalística e que é talvez a principal difusora das ideias burguesas contra os movimentos da classe trabalhadora, e que tentou interferir nas eleições presidenciais recentemente.
Na grande mídia impressa também podemos citar O Estado de S. Paulo e a Folha de S. Paulo, os dois maiores jornais do País, junto com O Globo, já citado veículo das Organizações Globo.
O Estadão pertence à família Mesquita, cujo dono nos anos 60 era o empresário e jornalista Júlio de Mesquita Filho, outro magnata da mídia que conspirou contra o povo e apoiou o Golpe Militar. O próprio jornal, cinquenta anos depois, reconheceu isso, em matéria escrita com a clara intenção de se fazer de vítima mas que descreve claramente, juntamente com as declarações de Ruy Mesquita, ex-diretor do periódico e filho do então conspirador, o caráter golpista e terrorista da imprensa brasileira.
"O jornalista participava de encontros secretos, muitas vezes em sua residência, quando as Forças Armadas não pareciam dispostas a intervir no quadro político", relata um trecho da matéria. "Houve até contribuições para compra de armas no Paraguai", declarou Ruy Mesquita.
A matéria também descreve que "armamento era clandestinamente transportado para os companheiros de conspiração no Rio de Janeiro", revelando o apoio contrabandista de Mesquita aos militares.
Octavio Frias de Oliveira, dono da Folha de S. Paulo, também apoiou a Ditadura Militar. A Folha emprestou viaturas de distribuição de jornal para a Operação Bandeirante perseguir e torturar os opositores do regime.
Mais recentemente, há poucas semanas, a Folha censurou um artigo do renomado jornalista Xico Sá, por declarar apoio à presidente Dilma Rousseff em sua coluna, pouco antes do segundo turno das eleições. O jornalista não aceitou os desmandos do patrão e pediu demissão dessa "imprensa burguesa", termo que ele mesmo usou, desabafando nas redes sociais.
Como vimos, a burguesia nem sempre precisa da coerção, da violência legal do Estado. Ela usa armas mais sutis, nos manipulando todos os dias ao falar que seus valores são absolutos, e isso chega a todos os lares, por meio da imprensa monopolizada.
Esses são apenas alguns dos muitos exemplos que temos, da história e do dia a dia, para revelar a verdadeira face da grande mídia brasileira, que sufoca os diversos grupos sociais das classes dominadas, geralmente desinformando sobre temas de interesse público, ou até mesmo não noticiando.
Por isso é urgente a regulação dos meios de comunicação, a democratização da mídia, para que exista uma verdadeira pluralidade, para que os assuntos relevantes para a sociedade sejam discutidos, para que as velhas mentiras sejam desmascaradas e para que o povo tenha voz nesse sistema cada vez mais midiatizado, em que os meios de informação tem um papel preponderante na construção das ideias e da cultura.

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Impeachment já! Por Roberto Tardelli A NOVA PIADA NAS REDES SOCIAIS


Jornal GGN - O procurador de Justiça aposentado e editor do portal Justificando.com, Roberto Tardelli, escreveu um artigo sobre a possibilidade de Impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para tanto, coloca-se na posição daqueles que gostariam da saída da presidente, ironizando as situações e formas de pensamento dos que são favoráveis à medida.Do Justificando Por Roberto Tardelli Nas redes sociais, a todo momento chega uma convocação, para todos irmos às ruas para exigir o impeachment da Presidenta da República. É agora ou nunca, moçada: os baixos índices aprovação nas pesquisas do IBOPE, a economia em crise, a PETROBRAS bombando no Jornal Nacional todos os dias, sangrando em praça pública, políticos acuados, uma Justiça irada, lançando suas pragas a todos que consegue alcançar, a sensação de que tudo está ruindo a seu lado, a falta de água, São Pedro teria confirmado sua presença, o porto em Cuba, proibido fazer xixi na rua no Carnaval, polícia baixando o sarrafo e mandando bala, ciclovias caríssimas, uma refinaria de petróleo comprada a preço de uma refinaria de ouro, sete a um, Anderson Silva estava mesmo chapado? Xuxa indo pra Record, dólar deixando Miami mais distante, Paola Oliveira é única boa notícia do Ocidente, os EUA descobriram que a Rússia ainda respira e isso parece ser muito grave, o Estado Islâmico consegue ser pior que o PCC (ou empata) e deve ser demolido, pelos USA ou pela ROTA, é de quem chegar primeiro, enfim. Tudo somado, a culpada, claro, é a presidenta.Decididamente, as coisas vão mal. Gays estão se casando à luz do dia, não mais perante testemunhas, mas convidados e, desafiadores, fazendo festa. Temos programas de transferência de renda e isso impede ou dificulta a contratação de empregadas domésticas, que, não satisfeitas, começaram a ter direitos trabalhistas somente destinados a humanos. O índice de mortalidade infantil desabou, isso é bom, mas pode ter sido à custa da contratação de comunistas disfarçados de médicos, vindos de Cuba, isso é mal. É péssimo. É horrível e pode fazer com que as populações interioranas e ribeirinhas se revoltem contra o Capitalismo e façam uma revolução camponesa.Uma gente horrível começa a falar em uma reforma tributária sangrenta para a sociedade ordeira: é preciso extinguir os impostos indiretos (IPI, ICMS, essas paradas), tremendamente injustos, porque a faxineira e a patroa pagam o mesmo ICMS pela lata de óleo (teoricamente, porque a patroa jamais compraria o óleo da faxineira; aliás, patroa que é patroa não compra, manda a faxineira comprar). Uma gente exótica começa a falar em aumentar impostos de herança, criar finalmente o imposto sobre as grandes fortunas, aumentar em padrões comunistas espanhóis ou alemães a alíquota do imposto de renda na fonte. Isso beiraria alguma coisa americana, mas de lá queremos apenas Miami e a pena de morte, além de Halle Berry e Rihana. O caos se aproxima perigosamente.Pior, mulheres desocupadas, gays, comunistas de novo (sempre eles), andam falando por aí em descriminalizar aborto e drogas. Será o fim. Se essa presidenta deixa essa turma falando livremente, é porque concorda. Terrorista, ela assaltou bancos na vida. Agora, quer dissolver as famílias na luxúria e no vício. Estamos perdidos.No Direito, antes ocupado por brasileiros responsáveis, começam a surgir, aqui e ali, um pessoal de Direitos Humanos. Por incrível que pareça, falam em dignidade humana para criminosos, ladrões, estupradores e assassinos. Fazem arzinho superior e só querem saber de soltar bandidos. Bandido bom é bandido morto, simples assim. Desenterraram os defuntos da Revolução de 64, contaram a história deles, dos que roubaram bancos, dos que ameaçavam o país tropical, abençoado por Deus. E quem estava entre elesEla!!Um primo meu me disse que um amigo dele que conhece uma pessoa no MEC falou que no ano que vem a cadeira de História do Brasil será História do MST. Outro, um vizinho meu que trabalha no mercado de ações, disse que o Brasil e Venezuela, onde o povo sofre com uma ditadura estranhamente meio aliche meio mozzarella, vão abolir suas fronteiras e a lei venezuelana vai valer aqui dentro. E que todo Centro Espírita vai ter se que chamar Pai Chavez, que vai ter preferência para se manifestar, antes de qualquer mesa branca, que passará a ser vermelha!!! Tudo a partir do ano que vem. Vão ensinar cubanês nas escolas públicas.Só não vê quem se recusa a enxergar o óbvio. Nesses dias, de ateísmo pagão, de entrega do solo brasileiro ao comunismo, de corrupção em níveis bilionários na petrobras, com pessoas defendendo essa coisa louca de legalizar, liberar, estimular o uso da maconha e outras drogas e criar a bolsa-nóia, de permitir o aborto, de bater palminhas para casamentos que afrontam nossa melhor tradição, de proibir palmadas nas crianças, para criar um país de pentelhos desobedientes, quem não não for a favor do impeachment, merece apanhar de vara.E nem venham com esse discurso de terceiro turno. A eleição foi ganha nas profundezas do analfabetismo, já disse nosso Grande Mestre. Fosse nosso povo igual ao dos Estados Unidos, igual ao da Disney (gente, tudo funciona lá!!), queria ver se essa farra continuava. Quem ganhou a eleição, comprou o voto. Um país cresce pelo trabalho, pela meritocracia, pela prevalência dos bons, prevalece porque tem ordem, porque tem lei que pune, ora essa. Que país, respondam, esquerdóides!, sobrevive sem um xilindró amargo para os recalcitrantes? E os direitos humanos das vítimas? É só os direitosdosmano? Em São Paulo, tem bolsa-travesti. Não deixem as crianças saberem disso, porque vão, as mais fraquinhas, querer ser isso, para ganhar dinheiro sem trabalhar. Uma família com cinco travestis, por exemplo, recebe mais que um trabalhador que cumpre sem reclamar com seus deveres e que nunca pensou ser travesti. Botem a pena de morte e verão como vão ficar espertos, igual na China, a família paga as balas do fuzilamento. Quem mandou educar filho torto? Quem ganhou a eleição, fez o discurso do bonzinho, ou melhor, da boazinha, da tiazona que distribui grana a rodo pra sobrinhada vagabunda. Se falasse, no meu governo vagabundo vai ter que trabalhar, preso vai ter que trabalhar, menor bandido vai ter trabalhar, quero ver se ia ter os votos que teve. Ia nada. Ficou inventando historinha pra boi dormir. Ganhar assim, não vale.Ó: conheço um monte, mas um monte de gente que votou no Aécio, apertou Aécio, mas aparecia Ela!! E que história é essa de voto do Acre valer a mesma coisa que voto de São Paulo? Os caras lá no Acre elegeram Ela. Se foi assim, Ela que vá ser governadora do Acre, pombas! O Brasil é tão inacreditável que o Acre decide uma eleição presidencial. Todo mundo fazendo festa, estourando champanhe, cerveja gourmet e vem o Acre pra azedar tudo, vê se pode! É mais ou menos o Real Madri perder uma Champions League com de zagueiro que saiu do XV de Jaú.Para culminar, a jabuticaba podre do bolo de fubá dessa gentinha, eles estão com Lei de Cotas para todo lado. Descobrimos o Brasil-Negão, o Brasil-Negona! Tudo ia bem, a turma mais clarinha resolvendo as paradas com classe, com estilo, tomando um belo Merlot e chega esse povo pobre, de bunda quadrada de busão, de escola pública, que nem sabe o que é um Nespresso e quer chegar mandando!O voto bom, do povo certo, da turma bacana, esse não foi pra ela. Esse era o voto que valia.Nosso Grande Líder já deu o sinal verde. Nosso Grande Jurista diz que pode, sim, ter essa bagaça culposa. Primeiro impeachment culposo do planeta Terra. A tia não cuidou das coisas direito. É nóis na fita, mano! Não é assim que eles falam?Por isso, dia 15 de março, vamos lá. Todos nós. Vai ter estacionamento próprio, pra ninguém ser obrigado a dar dinheiro para flanelinha folgado e que recebe bolsa-alguma coisa. Passeata bonita, sem criança remelenta, sem povo unido jamais será vencido, nada disso. Só gente bonita, gente branca, bem vestida. Uma manifestação que vai ser cívica e fashion.  Vamos organizar as fileiras por ordem alfabética, assim, fila da frente, a turma de Gucci, depois, o pessoal de Prada, aí, vem a ala dos amigos de Lacoste (essa teve liquidação em dezembro), as meninas de Le Boutin, e, fechando, gloriosos, o pessoal de Vuitton.  Morram de inveja, pobraiada!!Queremos o poder de novo; a gente somos povo!!The winter is coming, Dilma!!A organização avisa para cada um levar sua água. Quem trouxer mais de cinco litros, ganha emprego na Sabesp. Nada, nada, é um a mais para trocar por umas doletas e gastar com a patroa num outlet da hora em Miami.Impeachment já!Roberto Tardelli é Procurador de Justiça aposentado (1984/2014), onde atuou em casos como de Suzane Von Richthofen. Atualmente é advogado da banca Tardelli, Giacon e Conway Advogados, Conselheiro Editorial do Portal Justificando.com e Presidente de Honra do Movimento de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente.


segunda-feira, fevereiro 09, 2015

Conheça os poderes medicinais da melancia

A fruta além de fortalecer o pulmão também aumenta a libido: Conheça o poder da melancia    Conheça o poder da melanciaA melancia não é apenas uma fruta capaz de amenizar o calor nos dias quentes de verão. A fruta é rica em vitaminas do complexo B e C; é antioxidante; fornece energia e traz muitos outros benefícios à saúde de quem a consome. Antes originária apenas nas épocas do verão, a fruta hoje está disponível para consumo ao longo do ano. Isso se dá graças ao plantio fácil da fruta, que necessita apenas de um clima quente para se desenvolver.
Originária da África, ela gosta de áreas secas e solo arenoso para crescer. A melancia foi trazida por negros africanos na época da escravidão e logo se tornou uma fruta popular no Brasil. Constituída com 92% de água, ela também traz em sua fórmula carboidratos, proteínas, vitaminas A, sódio, potássio, fósforo, cálcio e ferro. Graças ao seu valor nutricional, ela é excelente para a saúde.
Segundo especialistas, o suco feito com as sementes da melancia é vermífugo e diurético, evitando assim a retenção líquida no organismo. Os que seguem uma linha mais natural de tratamento, usam a sua casca na cura da erisipela, no combate e febre e infecções das vias urinárias. Além disso, pesquisas recentes garantem que a fruta também ajuda no controle da pressão alta. Mas a melancia também traz outros benefícios.
Graças a grande quantidade de vitamina A que ela tem, a melancia ajuda a combater processos inflamatórios sendo excelente no auxílio do combate de processos inflamatórios no pulmão. Para manter a dose que organismo necessita da vitamina A, dizem os especialistas, basta apenas uma fatia média da fruta por dia.
Outro poder atribuído a melancia está no aumento da libido e na prevenção do câncer de próstata. Um estudo americano descobriu que a parte branca da fruta é rica em citrulina, um aminoácido que atua na formação do óxido nítrico. Em contato com o sangue, ela relaxa os vasos sanguíneos e estimula a vascularização do corpo, incluindo aí os órgãos sexuais.
Graças ao licopeno – a pigmentação que dá a melancia a cor avermelhada- a planta é uma arma poderosa na prevenção do câncer de próstata. A substância tem ação antioxidante, que impede que os radicais livres ataquem as células e provoquem as lesões cancerígenas.

domingo, fevereiro 01, 2015

DEPUTADA DE 28 ANOS ACUMULA UM CURSO DE DIREITO E OUTRO DE MEDICINA EM FACULDADES PUBLICAS DE RONDONIA

Enquanto o povo luta pra conseguir estudar e fazer um curso superior que geralmente é pedagogia, historia ,filosofia ou cursos que formam profissionais de baixo rendimento financeiro, uma cidadã de 28 anos oriunda de um estado muito pobre consegue se formar, obviamente em faculdade publica, onde deveria ser do povo pobre, bancada com o dinheiro do pobre e do trabalhador brasileiro, nas duas profissoes mais disputados no mercado 2009 direito e 2011 medicina. Agora, depois do investimento que o brasil fez nessa senhora, ela ao inves de ir ser medica do SUS, assume agora como dePUTAda federal pelo PSDB e RO. pois senhora dePUTAda Mariana Carvalho PSDB de RO. O que voce vai fazer com seus diplomas se sei que nao vai exercer as profissoes? Por que estudou ocupando vaga de quem precisava? Como vai retornar esse dinheiro pro Pais investido diretamente na senhora? a senhora nao se envergonha disso?

Parabens senhores e senhoras dePUTAdos e dePUTAdas Estaduais e federais

Um novo tempo para a democracia e para a liberdade na aqui no nosso gigante e plural Pais. Hoje é o dia da posse dos deputados em todas as casas nos estados, os deputados estaduais. Em Brasília os deputados federais e senadores eleitos. O primeiro ato após a posse é a eleição da direção das casas. Em Brasília está um verdadeiro cabo de guerra entre os quatro candidatos a presidente. O PT vai de Chinaglia, o PMDB vai de Eduardo cunha, o PSB de Júlio delgado e o Psol com Chico Alencar. Na verdade é uma disputa acirrada porque significa como andar um orçamento bilionário e o direito de governar ou desgovernar. Além de uma forma de ludibriar o povo, apoiar ou chantagear a presidente. Um presidente da câmara pode definir a te a forma de a presidente Dilma governar, Por isso que o governo coloca todas as suas fichas no deputado Chinaglia, Chinaglia eleito significa que a Dilma poderá governar sem atropelos e com o apoio da câmara federal, Se Eduardo cunha ganhar o Brasil perde, pois todo e qualquer projeto que a presidente mandar pra câmara dos deputados serão colocados em pauta ou protelados ,uma vez que esse deputado , o Cunha , parece um psicopata, pois é do partido do vice presidente, como Deputado do PMDB tem muita gente indicada nos cargos comissionados do governo Dilma e trabalha contra o governo Dilma. Esse deputado é o favorito da Oposição, que não tem interesse nenhuma no sucesso da presidente e pouco se lixam pelo Pais. Sabe aquelas propostas d campanha, que fariam isso ou aquilo? Esqueçam. A partir de agora quem manda nos deputados são as empresas que bancaram a campanha desses deputados e senadores. Tanto estaduais como federais. Em uma votação importante dessa que define como será o governo e a governabilidade nenhum deles perguntou ao povo que o elegeu como será o voto. Mas os empresários já deram o ultimato para eles votarem em quem fizer melhor por eles. Vejo aqui na transmissão da TV câmara as entrevistas aos deputados federais, muitos já conhecidos e com aquela cara de dinossauros, muitos nem conseguem falar direito de tão antigos no parlamento. E os novos são mesmo a cara da elite são lindos, brancos, jovens e bem alimentados, mas com as ideias antigas de seus pais, tios, maridos avos, cujo mandatos foram herdados. Fico aqui avaliando as falas e me dá uma preguiça. Voltando a campanha da mesa temos o deputado federal Júlio delgado e o chico Alencar são aqueles que não sabem nem o porquê de estarem lá o primeiro busca espaço na mesa e faz um joguinho da oposição, aqueles mesmo que escondem seus podres só sabem denunciar, mas os projetos que precisam ser apreciados e apresentados para resolver os problemas do brasil e dos brasileiros eles nem sabem o que são. Quanto ao chico Alencar esse é aquele filho que maldiz a barriga da mãe veio do PT e hoje é oposição a todos inclusive ao PT. Fica correndo contra tudo e todos como um cachorro em dia de festa correndo dos fogos. Adora uma câmera e um holofote. Assim é a o retrato da nova legislatura. Agora em cada estado os dePUTAtados e s deputadas continuam fazendo o jogo para os quais eles foram eleitos sacanear ao povo brasileiro.Uma analise do Professor Paulo

sábado, janeiro 31, 2015

Metrô e CPTM: transporte para gado?

Número de usuários cresce mais que o próprio sistema. Seguidos governos tucanos praticamente paralisaram as obras de expansão, enquanto a população sofre com uma lotação cada vez maior

 Em horário de pico, lotação chega a 11  usuários por metro quadrado.
Entre 2011 e 2014, o número de usuários do Metrô e da Companhia de Trens Metropolitanos (CPTM) aumentou substancialmente, sendo muito superior à expansão dos próprios sistemas, que sofrem há anos com a superlotação.
No Metrô de São Paulo houve a expansão de 5,5%, um aumento de 4,1Km, chegando ao total de 78,4 km. No mesmo período, o número de usuários, já considerado excessivo para o tamanho do sistema, 1,138 bilhão para 1,304 bilhão, o que representa um aumento de 14,5%. Nestes quatro anos, foram abertas apenas quatro novas estações do Metrô.
Na CPTM a situação é ainda mais crítica. O crescimento no número de passageiros foi de 18,8%, chegando a 832 milhões de usuários em 2014. No mesmo período, a rede aumentou apenas 2,5%, passando de 254,4 para 260,8. Com isto, o crescimento no número de usuários é 7,5 vezes maior.
Com a expansão limitada e demorada, os dois sistemas de transporte sobre trilhos sofrem com a superlotação, em alguns casos até mesmo fora do horário de pico. Nas horas de maior circulação, o metrô chega a registrar lotação de 11 pessoas por metro quadrado. Este quadro ainda aumenta o desgaste do sistema que sofre cada vez mais com lentidão e ocorrência de panes.
Uma das linhas com maior atraso nas obras é a privatizada 4-Amarela. Prevista para ser entregue em 2003, foi adiada para 2012 e até o momento falta a entrega das estações Oscar Freire, Higienópolis-Mackenzie, Morumbi e Vila Sônia.
Estima-se que a cidade, devido ao seu tamanho, deveria ter pelo menos 400Km de Metrô, cerca 5 vezes maior que hoje. Mesmo em relação a outras metrópoles de países atrasados, São Paulo está muito atrás. Na Cidade do México, ainda que seu território seja menor, o seu metrô possui 226Km.
A situação do transporte público é uma síntese do que os seguidos governos do PSDB fizeram com São Paulo. Todo o sistema público está sucateado, sem haver um desenvolvimento significativo há anos. A privatização, como ocorrida na linha 4, mostra também qual é o seu resultado, com atrasos na obra e acidentes por corte de gastos e falta de fiscalização.

domingo, janeiro 25, 2015

A EPIDEMIA DE CEGUEIRA QUE ACOMETEU SÃO PAULO




                                E, de repente, um surto de cegueira acometeu São Paulo. Não se sabe se começou na avenida Higienópolis, na capital, ou se veio do interior. Há quem diga que o primeiro cego perdeu o senso de realidade em Ribeirão Preto. De repente deu de achar que estava na Califórnia. E a epidemia se espalhou silenciosamente pelo Estado, por todas as cidades e vilarejos.


                                Em 2014, nas eleições para o governo do Estado, a cegueira estava disseminada. Diferentemente do livro de José Saramago, onde uma mancha branca, um “mar de leite”, cegava um a um os habitantes de uma cidade fictícia, em São Paulo os cegos continuavam enxergando. Mas há tempos já se diz que o pior cego é aquele que não quer ver.
                               E eles não viram, ou apenas fizeram cara de paisagem, junto com editores cegos de jornais e revistas, do rádio e da TV. Tudo parecia normal durante a reeleição do “Geraldo”, alcunha de Geraldus Alckminus, da longeva dinastia tucana. “Não vai faltar água”, disse o governador pausadamente naquela campanha, ressaltando cada sílaba, na maior mentira deslavada da história recente do país.
                               E assim a maioria dos paulistas “acreditou” no que ele disse. Culparam São Pedro, o PT, e ignoraram solenemente os milhões que escorreram nos túneis do metrô e a violência que voltou a crescer. Se fizeram de Maria Antonieta no desmonte da educação e das universidades do Estado. Aplaudiram a PM esfolando manifestantes e matando jovens negros e pobres nas periferias. E sobretudo se fizeram de surdos quando alertados que a Cantareira estava baixando e que a água, logo logo, iria acabar.
                              No quarto mês de 2015, no início do quarto reinado alckmino, ano 20 da era tucana, muitos paulistas começaram a se dar conta da realidade. Talvez tenha sido o odor inebriante do CC no busão ou as louças amontoadas na pia. O cabelo ensebado por falta de banho pode ter ajudado. Cientistas suspeitam dos efeitos colaterais da água do volume morto.
                                       Dizem que uma moradora dos Jardins acordou num surto psicótico depois que uma crosta de poeira havia se impregnado em seu carro de luxo. Nem decuplicar a oferta ao lava jato conseguiu driblar a realidade. “Esse atendimento não era gourmet?”, gritava, insana. Mas naquele dia já não havia mais água.
                                Não demorou a que o caos se instalasse. Todos correram aos supermercados para estocar o líquido precioso. As gôndolas ficaram rapidamente vazias. Em Itu, um caminhão de água foi sequestrado. Por toda a parte, havia registros de brigas, até por garrafinhas de 500 ml de água. E o preço foi às alturas. Em Pinheiros, uma rua cedeu depois que vários moradores cavaram poços clandestinos. A desordem se instalou. No Palácio dos Bandeirantes, longe de tudo e de todos, Alckminus tentava contornar a crise.
Desta vez, estava preocupado. O Maquiavel de Pindamonhangaba enxergava tudo muito bem e, com jeito de bom moço, já havia se tornado mestre em abafar CPIs na Assembleia Legislativa ou em mentir que a Corregedoria da PM funciona. Agora, estava sob grande pressão.
Ainda não havia sinal de nenhuma turba chegando ao longínquo Palácio dos Bandeirantes. 

                                      O Choque da PM bloqueou o acesso ao Morumbi (com garantia de água à vontade, a fim de evitar um motim policial). O estoque de balas de borracha foi reforçado e um novo lote de gás lacrimogêneo fora usado contra manifestantes do Movimento Água Livre.

Contra o povo, Alckmin tinha a polícia. O que realmente o preocupava eram os 30 PIBs de São Paulo reunidos no Palácio (a quem foi oferecido champagne por razões de “restrição hídrica”, como explicou o cerimonial). Também apavoravam o governador as chantagens dos acionistas da Sabesp. Apesar do preço exorbitante, a falta d’água deixou a companhia deficitária, com as ações a preço de banana na Bolsa de Nova York, onde eram comercializadas desde a privatização parcial da empresa.
E assim os paulistas tentavam deixar a cidade, o Estado. Um grande congestionamento, que já durava uma semana, travou as rodovias. Na capital, moradores fugiam pelas ruas, carregando o que podiam, em uma cena dantesca. Uns deliravam e arrancavam as roupas, andando desorientados. A Força Nacional foi acionada. Já havia gente se jogando no Tietê.
Em meio à tragédia, os jornais traziam notícias otimistas. “Cacique Cobra Coral assegura que vai chover”, dizia a manchete de um deles, com declarações de Alckminus justificando a contração da “consultoria para deficiência hídrica”.
Analistas chegaram a prever um ataque da população ao Bandeirantes, mas pesquisas mostravam que grande parte dos paulistas ainda não tinha certeza sobre quem era o responsável pela crise da água, se Dilma ou Haddad.
Na dúvida, resolveram ir embora o mais rápido possível, com a fé abalada em São Pedro. Ainda mantinham a esperança de que, um dia, a cidade fosse inundar mais uma vez durante as chuvas de verão e que haveria água para todos (ou ao menos nos camarotes). Para muitos, a cegueira era irreversível.


Por Mauricio Moraes

sexta-feira, janeiro 09, 2015

PETROBRAS SUPERA EXXON E VIRA A NÚMERO 1 DO MUNDO

quarta-feira, janeiro 07, 2015

ACABOU DE ACONTECER UM ATAQUE TERRORISTA EM PARIS

Testemunhas disseram que os homens abriram fogo com fuzis Kalashnikov e fugiram do local logo após realizarem o ataque

Ao menos dois homens armados atacaram o escritório da revista satírica francesa Charlie Hebdo provocando 12 mortes nesta quarta-feira (7).

Dezembro: Supostos ataques terroristas assustam franceses


Reprodução/Twitter
Sede da revista Charlie Hebdo é atacada em Paris, França
Terror: Polícia da França desarticula rede acusada de enviar extremistas para a Síria

Xavier Castaing, chefe de comunicações da prefeitura para a polícia de Paris, confirmou as mortes. O presidente da França, François Hollande, disse que o ataque foi um ato terrorista e que outros desse tipo haviam sido frustrados "nas últimas semanas".

Ruas foram fechadas ao redor do prédio no rescaldo do tiroteio e a algumas centenas de metros de distância. No Boulevard Richard-Lenoir, um carro da polícia foi crivado de buracos de bala no pára-brisa, segundo o The Guardian.

Testemunhas disseram que os homens abriram fogo com fuzis Kalashnikov e depois fugiram do local. Luc Comovente, um funcionário do sindicato da polícia SBP, disse que eles fizeram vários disparos antes de deixar a área.



Ataque a sede de revista em Paris deixa ao menos 12 mortos. Veja imagens . Foto: AP
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Ruas foram fechadas ao redor do prédio no rescaldo do tiroteio e a algumas centenas de metros de distância. No Boulevard Richard-Lenoir, um carro da polícia foi crivado de buracos de bala no pára-brisa, segundo o The Guardian.

O veículo francês gerou polêmica no passado com sua descrição irônica de notícias e assuntos atuais. Seu Tweet mais recente foi o desenho animado do líder do grupo Estado Islâmico, Abu Bakr al-Baghdadi.

Testemunhas

Uma testemunha do ataque, Benoit Bringer disse à rede iTele ter visto vários homens mascarados armados com pistolas automáticas chegarem à sede do Charlie Hebdo, no centro de Paris.

Antes de deixarem o local, os homens teriam gritado "Vingamos o profeta!", de acordo com policiais franceses. Há ainda três feridos internados em estado grave. 

Rocco Contento, porta-voz do sindicato dos policiais local, disse aos jornalistas que três suspeitos fugiram em um carro dirigido por um quarto homem. O veículo seguiu no sentido de Port de Pantin, onde o grupo teria roubado outro carro e fugido, de acordo com o The Guardian.