Prof. Paulo Jorge dos Santos.Jorn., Grafólogo,Prof. e Ambientalista, Pós Graduado em Adm.Legisl.P.UNISUL, Membro do Col. Est. e Nac.de meio Ambiente do PT, F. Mineiro de Agenda 21, Membro da Coord.Est.de Comb.ao Racismo do PTMG, Coord. Reg. Met.de Comb.ao Racismo da RMBH do PTMG. Membro dos Comitês de Bacias dos Rios Pará e São Francisco. Palestrante Em Faculdades e Órgãos Públicos Com Ações e Consultorias Em Dir. Humanos Étnicos e Ambientais.
sábado, agosto 31, 2013
EM UMA ATITUDE NOJENTA E IMBECIL, O PRESIDENTE BARAK OBAMA DECIDE GUERREAR A SÍRIA SEM O APOIO DA ONU DA EUROPA E DOS PRÓPRIOS NORTE AMERICANOS
O presidente dos estados unidos resolveu que vai bombardear ao síria. Por que? Qual o motivo? O que tem os estados unidos com a briga da síria? Engraçado, os estados unidos estão falidos e inclusive DETROIT está falido e o povo passando fome. Pois bem o presidente Barak Obama, que muitos pensavam que seria diferente, é na verdade uma cria do bush e um incompetente de carteirinha. Como pode ser tão traidor do povo norte americano e na verdade do mundo todo, que acreditou que esse presidente oriundo da África, deveria ser uma pessao diferente. Porem, esse presidente é um fracasso total, como presidente, como líder e como político em geral. Como pode um presidente decidir bombardear um pais que é membro da ONU sem consultar a própria ONU. Será que a ONU é dos estados Unidos? Pra que serve a ONU se os estados unidos não a respeitam e só usam – na como prostituta política ao seu bel prazer? Não não sei porque motivo os estados unidos tem que bombardear a síria. Não vejo motivo pra isso. Se a síria não tem relação alguma com esse pais. O ditador da síria nem sabe que o Obama existe. Antes de ser polícia do mundo o presidente Obama precisa fazer a função para o qual foi eleito que era tirar os estados unidos da pobreza e da fome causada por seu antecessor com as guerras do Iraque e Afeganistão. Apesar das críticas ao bush, o bush brigou com os talibãs por causa do 11 de setembro, mas o que o ditador da síria fez com o presidente Obama? E ademais se ele quer fazer guerra e se quer brigar, porque ele não vai com sua família ele e Michele? Porque os soldados negros e pobres dos estados unidos tem que pagar o preço de um narcisismo de um idiota que foi eleito presidente dos estados unidos? A ONU precisa ser modificada para que ela seja mesmo uma organização das nações unidas e não uma prostituta política dos estados unidos. Será que é organização dos das nações unidas ou organização dos estados unidos? Pois bem a ONU precisa resolver esse problema de consciência e definir a que veio e pra que serve. Se é uma organização séria ou uma prostituta política que existe pra ser usada ao bel prazer desse pais, que toda vez que está em dificuldade de gerenciamento os presidentes decidem resolver seu problemas de gestão à custa de bombardeamento de outros países Iludindo assim a opinião pública mundial. Se eu fosse um dos congressistas norte americano eu pediria a saída do presidente Barak Obama por ele estar agindo contra os interesses de seus eleitores.
sexta-feira, agosto 30, 2013
A CASA CAIU - Carta revela envolvimento de tucanos em esquema pesado de corrupção
23/8/2013 10:50Por Redação - de São Paulo
Alckmin enfrenta uma investigação sobre a corrupção no governo tucano paulista
O escândalo que envolve a alta cúpula do governo tucano no Estado de São Paulo ganhou, nesta sexta-feira, mais um ingrediente explosivo. Uma carta, datada de 2008, encaminhada por um funcionário da Siemens à matriz, na Alemanha, revela que a formação de cartel e um pesado esquema de corrupção, com o pagamento de propinas a funcionários públicos da confiança de governadores como José Serra e Geraldo Alckmin, não eram exclusivos da área de transportes. Ocorrem nas demais instâncias da administração. O documento originou apuração sobre ilegalidades nas empresas públicas ligadas ao sistema de trens e metrô paulistas e do Distrito Federal.
Em matéria divulgada na última edição do diário conservador paulistano O Estado de S. Paulo, os jornalistas Fernando Gallo e Fausto Macedo acrescentam que “a carta que levou a investigações, no Brasil e na Alemanha, sobre irregularidades cometidas pela Siemens em licitações e formação de cartel no sistema metroferroviário cita ‘práticas ilícitas’ não só nos transportes, mas também nos setores de energia e de equipamentos médicos da empresa. Para os investigadores, a rotina denunciada no documento, enviado em junho de 2008 à matriz da multinacional, engloba fraudes em concorrências públicas e pagamento de propinas a agentes públicos brasileiros”.
“A carta com as acusações, que hoje os investigadores sabem ser de um ex-executivo da multinacional, foi enviada ao ombudsman da Siemens na Alemanha e a autoridades brasileiras em junho de 2008. Embora fosse anônima, a riqueza de detalhes que continha em suas cinco páginas, 77 tópicos e seis anexos levou os investigadores a deflagrar uma apuração sem precedentes. Na Siemens, resultou na demissão da cúpula em diversos países – inclusive no Brasil. Em muitos países, resultou também na instauração de procedimentos investigatórios pelos órgãos competentes”, acrescenta.
Segundo a reportagem, o autor da denúncia que colocou a Siemens no centro do grande escândalo mundial não fornece detalhes sobre malfeitos nessas áreas específicas nem cita nomes ou esferas de governo. “No Brasil, a multinacional alemã tem contratos milionários com empresas de diversos governos. No federal, controladas da Eletrobrás como Furnas, Chesf e Eletronorte tem contratos com a empresa. No governo paulista, a Cesp contratou a Siemens em diversas ocasiões. Os investigadores veem o relato do denunciante como verossímil porque outras informações transmitidas na carta agora são confirmadas pelos seis executivos que trabalharam na Siemens e firmaram, em 22 de maio de 2013, acordo de leniência com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). São subscritores do pacto o Ministério Público Federal e o Estadual”.
Quatro executivos brasileiros e dois alemães da Siemens, que ocupavam cargos do alto escalão da companhia, revelaram a formação de um cartel no sistema metroferroviário de São Paulo, situação já apontada pelo autor da carta.
“É impressionante observar que, apesar de todos os escândalos e consequências para toda a companhia, a Siemens Brasil continua pagando propinas no Brasil para conseguir contratos lucrativos”, acentuou o denunciante. “Espero que as informações mencionadas possam ajudá-lo em sua difícil função como ombudsman em uma companhia que não aprendeu com as lições do passado.”
Trechos da carta:“Eu gostaria de trazer para o seu conhecimento alguns fatos e documentos que demonstram práticas ilícitas adotadas pela Siemens no Brasil, nos dias de hoje e no passado, particularmente nos seguintes projetos: CPTM Linha G (Linha 5 do Metrô de São Paulo), CPTM Série 3000 e contrato de manutenção do Metrô-DF.”
“Esse tipo de prática não é privilégio da divisão de transportes. Elas também são comuns nas áreas de transmissão e distribuição de energia, geração de energia e na divisão de sistema de saúde, que trabalham com empresas públicas.”
“Essa carta e os documentos anexados a ela serão distribuídos às autoridades brasileiras que estão investigando o caso de pagamento de propina pela Alstom em diversos projetos do Brasil, dentre os quais a da linha G da CPTM.”
“É surpreendente observar que, apesar dos escândalos e das consequências para toda a companhia, a Siemens Brazil continua a pagar propina no País para ganhar contratos rentáveis.”
Deputado Donadon garantiu seu mandato, mas coincidencia ou não, a cada seis parlamentares um responde a processo judicial
O site Congresso em Foco fez um levantamento que diz muito do perfil de uma parte significativa dos parlamentares da atual legislatura: entre os 513 deputados e 81 senadores, 105 deles estão sob suspeita de irregularidades criminais e administrativas, conforme processos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal). Isso significa que um em cada seis parlamentares deve explicações à Justiça.
As investigações do STF consideram 12 tipos de crimes, mas há parlamentares que poderão ser incluídos em outros tipos de ações penais. O crime mais freqüente nas ações é o contra a administração pública e o de responsabilidade. (veja quadro abaixo). O deputado Neudo Campos (PP-RR) e o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) são os que detêm até o momento o taça de campões em processos.
Os senadores sob suspeita são: Cícero Lucena (PSDB-PB), Fernando Collor (PTB-AL), Flexa Ribeiro (PSDB-PA), João Ribeiro (PR-TO), Leomar Quintanilha (PMDB-TO), Lúcia Vânia (PSDB-GO), Mão Santa (PMDB-PI), Marconi Perillo (PSDB-GO), Mário Couto (PSDB-PA), Neuto de Conto (PMDB-SC), Romero Jucá (PMDB-RR), Valdir Raupp (PMDB-RO), Wellington Salgado de Oliveira (PMDB-MG)
Os deputados são: Abelardo Camarinha (PSB-SP), Abelardo Lupion (DEM-PR), Ademir Camilo (PDT-MG), Aelton Freitas (PR- MG), Alceni Guerra (DEM-PR), Alfredo Kaefer (PSDB-PR), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Antonio Palocci (PT-SP), Armando Abílio ( PTB- PB), Asdrúbal Bentes (PMDB-PA), Ayrton Xerez (DEM-RJ), Beto Mansur (PP-SP), Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), Carlos Bezerra (PMDB-MT), Carlos Souza (PP-AM), Celso Russomanno (PP-SP), Cezar Schirmer (PMDB-RS), Ciro Gomes (PSB-CE), Ciro Nogueira (PP-PI), Cléber Verde (PRB-MA), Clodovil (PTC-SP), Clovis Fecury (DEM-MA), Dilceu Sperafico (PP-PR), Djalma Berger (PSB-SC), Edson Ezequiel (PMDB-RJ), Eduardo Gomes (PSDB-TO), Eliseu Padilha (PMDB-RS), Enio Bacci (PDT-RS), Ernandes Amorim (PTB-RO), Eunício Oliveira (PMDB-CE), Fábio Faria (PMN-RN), Flaviano Melo (PMDB-AC), Gervásio Silva (PSDB-SC), Giacobo (PR-PR), Jackson Barreto (PTB-SE), Jader Barbalho (PMDB-PA), Jairo Ataíde (DEM-MG), João Magalhães (PMDB-MG), João Paulo Cunha (PT-SP), Jofran Frejat (PR-DF), José Genoino (PT-SP), José Mentor (PT-SP), Joseph Bandeira (PT-BA), Júlio César (DEM-PI), Jutahy Júnior (PSDB-BA), Laerte Bessa (PMDB-DF), Lázaro Botelho (PP-TO), Leandro Sampaio (PPS-RJ), Lindomar Garçon (PV-RO), Lira Maia (DEM-PA), Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB-ES), Manoel Salviano (PSDB-CE), Marcelo Castro (PMDB-PI), Márcio França (PSB-SP), Márcio Junqueira (DEM-RR), Márcio Reinaldo Moreira (PP-MG), Mário de Oliveira (PSC-MG), Natan Donadon (PMDB-RO), Nelson Bornier (PMDB-RJ), Nelson Meurer (PP-PR), Neudo Campos (PP-RR), Odílio Balbinotti (PMDB-PR), Olavo Calheiros (PMDB-AL), Osvaldo Reis (PMDB-TO), Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), Paulo Magalhães (DEM-BA), Paulo Maluf (PP-SP), Paulo Rocha (PT-PA), Pedro Henry (PP-MT), Pedro Wilson (PT-GO), Pompeo de Mattos (PDT-RS), Raul Jungmann (PPS-PE), Ricardo Barros (PP-PR), Roberto Balestra (PP-GO), Rocha Loures (PMDB-PR), Rogério Marinho (PSB-RN), Rômulo Gouveia (PSDB-PB), Ronaldo Cunha Lima (PSDB-PB), Sandro Mabel (PR-GO), Saraiva Filipe (PMDB-MG), Sérgio Moraes (PTB-RS), Sérgio Petecão – (PMN-AC), Silas Câmara (PSC-AM), Tatico (PTB-GO), Tonha Magalhães (PR-BA), Urzeni (PSDB-RR), Vadão Gomes (PP-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP), Vilson Covatti (PP-RS), Vitor Penido (DEM-MG), Wellington Roberto (PR-PB), Wladimir Costa (PMDB-PA), Zé Gerardo (PMDB-CE).
fonte Paulo Lopes
quarta-feira, agosto 28, 2013
Na carona de Luther King, Rafaela condena racismo e vê judô democrático

Mesmo após as críticas, a judoca fez questão de comemorar o título mundial junto com a torcida brasileiraVEJA TAMBÉM
Vítima de racismo após a eliminação na Olimpíada de Londres, a judoca Rafaela Silva conquistou a primeira medalha de ouro feminina do judô brasileiro em mundiais em uma data especial na luta por uma sociedade mais justa: o aniversário de 50 anos da Marcha sobre Washington, comandada por Martin Luther King.Marcada pelo histórico discurso do líder negro americano conhecido pela expressão "I have a dream" ("Eu tenho um sonho"), a caminhada com mais cerca de 250 mil pessoas foi decisiva para o fim da segregação racial nos Estados Unidos. A conquista de um título inédito numa data tão especial foi exaltada por Rafaela."É um momento especial [o aniversário da Marcha sobre Washington]. O próprio judô mostra que o racismo não tem o menor motivo", disse Rafaela ao UOL Esporte. Emocionada, a mãe da judoca também condenou as ofensas sofridas no ano passado."A gente ficou muito triste na época. Até queriam que ela entrasse com um processo contra aqueles que a ofenderam, mas disse para a Rafaela para não levar isso adiante", lembrou.A judoca citou o próprio judô como exemplo para a sociedade. Segundo ela, o esporte é democrático e não faz distinções em função da cor da pele."O esporte foi criado por japoneses e o maior ídolo é um francês negro [Teddy Riner]. É um esporte democrático, assim como a sociedade deve ser", exaltou Rafaela Silva, natural da Cidade de Deus, famosa favela do Rio de Janeiro.Citado por Rafaela, o francês Teddy Riner é o maior nome do judô da atualidade. Ele é pentacampeão mundial e ouro olímpico, além de uma verdadeira estrela em sua terra natal. O europeu disputará a categoria peso pesado (acima de 100kg) no Rio de Janeiro no sábado.Já a polêmica que causou insultos racistas a Rafaela após a sua participação na Olimpíada de Londres se deu por conta do uso pela judoca de um golpe proibido pelas novas regras do judô, a catada de perna. A carioca foi desclassificada da competição e, posteriormente, ofendida por usuários de redes sociais.
FONTE : Rodrigo Paradella Do UOL, no Rio de JaneirO
RAFAELA SILVA DÁ GUINADA NA CARREIRA E LEVA OURO NO MUNDIAL DE JUDÔ
Rafaela Silva se emociona e comemora após vencer a final e garantir a medalha de ouro no Mundial de judô no Rio de Janeiro Leia mais AFP PHOTO / YASUYOSHI CHIBA
NEGRAS MÉDICAS E DOMÉSTICAS
Poderia ser natural em meu Brasil, qualquer criança ou pessoa me perguntar qual a minha profissão, se eu responder, que sou médico, mesmo vestido de branco, feito respondi uma vez à uma balconista negra que me servia café, ela olhou desconfiada e me disse que pensava que eu parecia mais pai de santo, quando lhe afirmei que na verdade sou sociólogo, ela me olhou mais espantada ainda, dizendo, feito o presidente Fernando Henrique?São situações naturais para qualquer negro no Brasil estas que acontecem no dia a dia com a gente, não somos o que somos somos apenas o que nascemos pra ser. Nascemos pra sermos nada ou quase nada.Eu mesmo me flagro volta e meia ao conversar com as pessoas, com uma dúvida interior, que me faz perguntar no íntimo, será que o cara tá acreditando em mim,será que eu estou me apresentando mais do que devia para convencer o cara interlocutor, que eu sou o que sou e tenho a experiência que tenho? Será que não exagero ao me descrever, para convencer ao outro que sou eu mesmo o que sou?Natural prá gente é ser servendte, empregado doméstico, supervisor de segurança se estiver de terno e até manobreiro, que alguém entrega a chave enquanto a gente espera a namorada chegar para nos encontrar em um restaurante fino.Não importa se o interlocutor é negro ou branco, cortamos um dobrado para convencê-lo de que somos o que somos e basta.No meus vinte anos na Europa, qundo sentava em um bar, poderia estar ao meu lado uma chanceler da república ou uma empregada doméstica, que se eu não conhecesse pela foto, não saberia quem é quem.Aqui não, se é branco é alguém, se não é branco que nos convença.Aqui no Brasil se tem cara e não se tem cara e a cor da cara ajuda a definir a profissão, a posição e o poder diagnosticado na pessoa que você se confronta. Dependendo da nossa avaliação ou pedimos licença, ou passamos por cima.Quase sempre tem dado certo prá todo mundo. Quando não dá certo e alguém grita racismo, vem logo a desculpa, mas foi um mal entendido, esta não foi a nossa intenção.Aqui a cara define a sua profissão, o seu poder e a sua preferência no trânsito da vida profissional.Até para as crianças que reconhecem tudo no espírito, é um problema identificar uma pessoa negra no seu cotidiano,que não faça parte do universo de pessoas a que esta criança esteja acostumada a ver as pessoas negras.Médicas, engenheiras, arquitetas, presidentas escapam até para estas crianças do universo de domésticas a que elas estão acostumadas a verem suas mães, tias, quando são crianças negras, e babás quando são de criaças brancas que falamos.Assim quando a jornalista potiguar, cor de "barata sem casca" Micheline Borges, causa uma revolta nas redes sociais ao expressar sua opinião sobre os médicos cubanos que estão chegando ao Brasil para trabalhar no programa "Mais Médicos". "Me perdoem se for preconceito, mas essas médicas cubanas tem uma cara de empregada doméstica", como afirmou a repórter, me causa um certo espanto, sobre o porque de tanta revolta do público feissebuquinao, quando ela falou o que a maioria destes leitores pensam.A infeliz cometeu apenas a besteira de confirmar o racismo que a maioria dos brasileiros carregam dentro do coração todos os dias.Ninguém se espanta nem vai para as redes, perguntar por que só tem médicos brancos no Brasil.Todos estão para lá de mal acostumados em verem cenas de filas negras espersndono SUS, e à 8 horas as filas de brancos estacionando os seus carros e descendo para atravessar aqueles mares negros de pessoas humanas de pele preta ou amareladas de fome, que sempre estão a sua espera.
Foi chocante assistir a chegada dos médicos cubanos em São Paulo, a foto estampada nos jornais chocou até a mim, homem vivido neste mundo planetário. Deus dos Céus, um monte de mulheres e homens com as caras dos peixeiros de nossas esquinas, fortes como os entregadores de gás do dia a dia, e com aquele olhar afável das nossas queridas empregadas domésticas, isto não estava no meu enredo de vida como um brasileiro negro, pois eram e são todas e todos médicas e médicos.Quiseram os Deuses, via a transversal do comunismo, dar um choque terapêutico no nosso racismo, tão querido como um calo conservado de nossos avós?E ainda aparecem uns jornalistas, que parecem que descobriram a pólvora do racismo brasileiro, a dizerem-se solidários com os cubanos, que sentem vergonha pelo racismo dos médicos brasileiros. Outros, menos jornalistas também sentem vergonha, como se o assunto não fosse com eles.Meu avõ sempre dizia, vergonha de quem não se reconhece racista e lágrimas de crocodilos, não acabam com o racismo, nem enchem copo de quem tem sede por justiça e igualdade.Tem mais de 125 anos que nós negros lutamos para termos acesso às escolas e quanto mais estudamos, mais as escolas de "excelência" ficam brancas.Tem mais de 40 anos que lutamos por cotas, levamos 10 anos na justiça, ganhamos mas não levamos a quina, pois universidades como a de São Paulo, sempre arranjam um jeito de não permitirem nossa entrada.Numa esquina perto de minha casa vejo todo dias dois mares de cores crianças se cruzarem,de um lado uma escola privadas, escola de excelência que forma prefeitos e governadores. As crianças brancas atravessam a rua em direção a zona rica da cidade. Do outro lado tem a Escola Pública , que forma as empregadas domésticas e os peixeiros da esquina.As crianças se cruzam, pretas para as favelas e brancas pra os play grounds. Sinto que estamos enchendo um balde furado. Nossas crianças negras estão marcadas para perderem e morrerem.Que a foto desta negrada cubana estampada nos jornais, tenha o mesmo efeito que a foto de Pelé teve na África do Sul, quando publicada na primeira página em 1958. Foi a primeira foto de um negro na primeira página de um jornal da África do Sul. A foto de Pelé inspirou muitos jovens negros da época, como me disse Desmond Tutu, ao verem que elas, crianças negras poderiam serem o que desejassem. Levaram 30 anos e estão conseguindo.A vinda de tantos médicos e médicas negras para o Brasil(apesar de ser tão pouquinho café neste balde de leite que é o sistema de poder curador do Brasil)é mais do que um exemplo de ação para a saúde física de nosso povo racista até nas entranhas, é um choque terapêutico para entendermos a profundidade do apartheid brasileiro.Aqui deixo como um exemplo a entrevista que fiz no início do ano com uma médica negra brasileira de minha cidade.
quinta-feira, agosto 22, 2013
FHC DETONA AECIO E DIZ ELE NUNCA SERA PRESIDENTE POR SER ELE UMA FRAUDE POLITICA
Aécio parece que não gostou muito do que disse FHC(Copiado e colado do blog Histórias para Boi Acordar)
O blog de Josias de Souza na Folha de S. Paulo informa que FHC tem dedicado severas críticas à Aécio Neves em suas conversas privadas.
O jornalista diz que “na opinião de FHC, o comportamento de Aécio é incompatível com o desejo dele de ser candidato à Presidência da República”. FHC lamenta que Aécio Neves não participe da discussão sobre os temas mais relevantes do país e que não dialogue com os brasileiros.
O fato é que Aécio Neves não se apresenta para o debate simplesmente porque não tem competência para isso. Seu blábláblá é simplesmente eleitoreiro e só se sustenta com o forte aparato de marketing e de censura.
Só não vê quem realmente não quer: enquanto era governador, os gastos do estado com publicidade aumentaram 451% (isso mesmo, 451%, leia o post“choque de gestão” ou de marketing?); os casos de censura e controle da mídia ficaram nacionalmente conhecidos (veja aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui,aqui e aqui entre muitos outros)
Como senador e sem parte do controle da propaganda e das notícias que a cada dia revelam o estrago que seu governo fez em MG (se informe em outros posts deste e de outros blogs como andam os serviços públicos, as finanças e as maracutaias da Minas Gerais real), só resta a Aécio Neves contar com a sua própria competência, mas ela é quase nula.
Os mineiros já estão descobrindo isso: leia o post aécio neves se diz “preparado” para ser candidato à presidente, mas os mineiros discordam
Os paulistas também: leia o post coluna de aécio neves na folha de s. paulo revela aos paulistas a mediocridade do senador mineiro
A decepção de FHC só veio à tona agora, mas ela já era perceptível entre os correligionários de Aécio : leia o post bye, bye aécio: PSDB está de olho em eduardo campos para 2014
Mas a maior decepção deve ser mesmo dos eleitores de Aécio Neves: reconhecer que apostaram seu voto numa imagem vazia, construída a custa da liberdade de imprensa e do investimento de bilhões de reais em propaganda não deve ser nada fácil.
domingo, agosto 11, 2013
A ROUBALHEIRA TUCANA, NO METRO DE SP
EM SE TRATANDO DE POLITICA: TENHO VISTO NOS NOTICIARIOS TIMIDAMENTE A ROUBALHEIRA QUE OS GOVERNOS DO PSDB FIZERAM NOS COFRES DO ESTADO FRAUDANDO LICITAÇÕES DOS METRÔS DE SAO PAULO E BRASILIA DESDE O GOVERNO DE MARIO COVAS. ENGRAÇADO QUE EU PENSEI QUE O FALECIDO MARIO COVAS ERA DIFERENTE ,APESAR DO PARTIDO. POREM QUERO DIZER QUE ;
Os Partidos politicos precisam pagar por ter decepcionado o povo, porem não nos enganemos o que vem por ai não sera nada melhor. Infelizmente o sistema político eleitoral adotado não permite que cidadãos honestos se interessem ou que se interessando consigam chegar a ser candidatos. É a seleção do Lixo. A maior parte dos partidos são meras empresas onde um grupo de donos determinam quais os burrinhos de presépio que chegarão ao poder. E a corrupção está no próprio povo, na sua maioria desonesto e aproveitador, que só sabe fazer críticas idiotas sem que tenham a mínima participação política, sindical ou associativa e nas lutas por melhoras. E a pior parte do nosso povo são os que tem um grau razoável de cultura, universitários e filhinhos de papai, parte deles inúteis e com o cerne ou o DNA da ladroagem esperando sua vez de meter a mão no erario. Outros pobres tolos que pensam que fazer uma faculdade e ler os principais meios de comunicação de massa, propriedade do poder econômico, financeiro e político por trás das principais falcatruas perpetradas neste país os torna mais capazes de julgar mais que o trabalhador comum. Ledo engano o que capacita politicamente é somente participação política. Mas o que realmente nos falta é espiritualidade, sabedoria e bondade.
sábado, agosto 10, 2013
EM MENOS DE 24 HORAS , "BOMBA" MENTIROSA DE ÉPOCA É DESMENTIDA
a João Augusto Henriques, que teria revelado ao repórter Diego Escosteguy a existência de um esquema de desvio de verbas na Petrobras destinado a alimentar campanhas políticas, incluindo da presidente Dilma, distribui nota em que nega ter feito tais declarações; autor da reportagem promete divulgar as fitas do caso, que atinge ainda Michel Temer, Henrique Alves e Marcelo Odebrecht, no site da revista; jornalista já esteve envolvido em outras polêmicas, como a reportagem em que fez a denúncia, jamais comprovada, de distribuição de pacotes de dinheiro na Casa Civil
10 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 20:43
247 - Uma reportagem "bomba" da revista Época, anunciada como tal ontem à noite pelo jornalista Ricardo Noblat, já está coberta pela polêmica. O lobista João Augusto Henriques, que teria revelado ao jornalista Diego Escosteguy a existência de um esquema de propinas na Petrobras destinado a financiar campanhas políticas, incluindo da presidente Dilma, divulgou nota para negar que tenha dado tal depoimento.
Pelo Twitter, Escosteguy reagiu. "Soube agora que o lobista João Augusto Henriques distribuiu nota à imprensa afirmando, em linhas gerais, que não disse o que disse", postou. Em seguida, mais um tweet. "A entrevista foi gravada, óbvio. Estamos preparando os trechos em áudio. Assim que possível, publicaremos os trechos no site de ÉPOCA".
Diante da suspeição, o correto seria publicar a íntegra – e não apenas trechos. Até porque Escosteguy é também autor de outras reportagens polêmicas, que jamais se provaram, como a que denunciou, às vésperas da eleição presidencial de 2010, a distribuição de pacotes de dinheiro na Casa Civil.
Abaixo, reportagem anterior do 247 sobre o caso:
ÉPOCA DENUNCIA ESQUEMA PT-PMDB-ODEBRECHT
Denúncia atingiria o vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves; contrato com a empreiteira na área internacional da Petrobras teria gerado doação de US$ 8 milhões da empreiteira à campanha presidencial de 2010; autor da reportagem, o polêmico jornalista Diego Escosteguy já apontou distribuição de pacotes de dinheiro na Casa Civil às vésperas da campanha presidencial de 2010, o que jamais se confirmou; desta vez ele afirma que "investigações oficiais ainda são necessárias para apurar todas as suas denúncias", referindo-se ao lobista João Henriques, que ancora a reportagem
9 DE AGOSTO DE 2013 ÀS 22:32
247 – Uma denúncia contra a área internacional da Petrobras é tema de reportagem da revista Época, que chega neste fim de semana às bancas. A matéria já vinha sendo anunciada desde o início da noite desta sexta-feira (9) pelo jornalista Ricardo Noblat, do Globo. O autor do texto, o jornalista Diego Escosteguy, também tuitou principais trechos da denúncia de esquema de caixa 2 do PMDB na Petrobras. A fonte de Época é o lobista João Augusto Henriques, que denuncia cobrança de propina para fechar contratos e diz que dinheiro foi para deputados – e até para a campanha presidencial. “Do que eu ganhasse (nos contratos intermediados com a Petrobras), eu tinha de dar para o partido (PMDB). Era o combinado, um percentual que depende do negócio”, diz ele.
O que Noblat publicou mais cedo: "Levantados documentos a respeito, o repórter localizou uma espécie de Marcos Valério do partido. Que acabou contando muita coisa. Em resumo, todos os contratos que passavam pela diretoria internacional da Petrobras, apadrinhada pelo PMDB, rendiam propina ao partido. Muitos deputados recebiam. O esquema afeta, em maior ou menor grau, toda a linha sucessória da República. Dinheiro do esquema abasteceu o caixa 2 da campanha da Dilma. Temer tinha uma "beirada", segundo o tal operador. E o presidente da Câmara também estava na partilha".
Época noticia que a pista inicial do suposto esquema foi um contrato assinado em 2009, em Buenos Aires, entre o advogado e ex-deputado Sérgio Tourinho e o argentino Jorge Rottemberg. “No documento, previa-se que Tourinho receberia US$ 10 milhões de uma empresa no Uruguai, um conhecido paraíso fiscal, caso a Petrobras vendesse a refinaria de San Lorenzo, avaliada em US$ 110 milhões, ao empresário Cristóbal Lopez, conhecido como czar do jogo na Argentina e amigo da presidente Cristina Kirchner. À primeira vista, o contrato não fazia sentido. Por que um lobista de Buenos Aires se comprometeria a pagar US$ 10 milhões a um advogado brasileiro, de Brasília, caso esse advogado, sem experiência na área de energia, conseguisse fechar a venda de uma refinaria da Petrobras na Argentina?”, questiona o jornalista.
E responde com acusações gravíssimas: “O advogado Tourinho era sócio dos lobistas do PMDB, que trabalhavam em parceria com Jorge Zelada, diretor internacional da Petrobras desde 2008 e, segundo João Augusto, apadrinhado do PMDB. A operação San Lorenzo, diz ele, não era um caso isolado. Era mais um dos muitos negócios fechados pelos operadores do PMDB na área internacional da Petrobras. De acordo com João Augusto, todos os contratos na área internacional da Petrobras tinham de passar por ele, João Augusto, que cobrava um pedágio dos empresários interessados. De acordo com ele, de 60% a 70% do dinheiro arrecadado dos empresários era repassado ao PMDB, sobretudo à bancada mineira do partido na Câmara, principal responsável pela indicação de Zelada à Petrobras. De acordo com João Augusto, o dinheiro servia para pagar campanhas ou para encher os bolsos dos deputados. O restante, diz ele, era repartido entre ele próprio e seus operadores na Petrobras – os responsáveis pelo encaminhamento dos contratos”.
Segundo a reportagem, o dinheiro arrecadado seguia para os dez deputados do PMDB em Minas, entre eles o atual ministro da Agricultura, Antonio Andrade, e o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, João Magalhães. O dinheiro também teria ido para o secretário das Finanças do PT, João Vaccari, que teria recebido o equivalente a US$ 8 milhões durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. Estes recursos teriam sido pagos pela Odebrecht, em razão de um contrato bilionário fechado na área internacional da Petrobras.
Todos os citados ouvidos pela reportagem negam o recebimento do dinheiro. A própria Época faz "mea culpa": "Investigações oficiais ainda são necessárias para apurar todas as suas denúncias". Diego Escosteguy é um jornalista polêmico. Ele foi autor, nos tempos que trabalhava em Veja, de matérias que não se confirmaram, como a denúncia de que funcionários da Casa Civil recebiam pacotes com R$ 200 mil em dinheiro. A nova denúncia, como ele próprio admite, ainda terá que ser comprovada.
Leia, abaixo, trecho da reportagem de Época:
João Augusto estava em silêncio. Permanecia inclinado à frente, apoiava-se na mesa com os antebraços. Batia, sem parar, a colherzinha de café na borda do pires – e mantinha o olhar fixo no interlocutor. Parecia alheio à balbúrdia das outras mesas no Café Severino, nos fundos da Livraria Argumento do Leblon, no Rio de Janeiro, naquela noite de sexta-feira, dia 2 de agosto. A xícara dele já estava vazia. O segundo copo de água mineral, também. João Augusto falava havia pouco mais de uma hora. Até então, pouco dissera de relevante sobre o assunto que o obrigara a estar ali: as denúncias de corrupção contra diretores ligados ao PMDB, dentro da Petrobras. Diante dos documentos e das informações obtidos por ÉPOCA sobre sua participação no esquema, João Augusto respondia evasivamente. Por alguma razão incerta, algo mudara nos últimos minutos. O semblante contraído sumira. Esperei que o silêncio dele terminasse.
– O que você quer saber?, disse ele.
– Sobre os negócios, respondi.
Foi então que João Augusto Rezende Henriques disse, sem abaixar a voz ou olhar para os lados: “Do que eu ganhasse (no contratos intermediados com a Petrobras), eu tinha de dar para o partido (PMDB). Era o combinado, um percentual que depende do negócio”. A colherzinha não tilintava mais.
Iniciava-se, ali, um desabafo motivado pelas denúncias que ÉPOCA investigava havia cerca de um mês. O caso envolvia a Petrobras – maior empresa do país, 25ª do mundo, com faturamento anual de R$ 281 bilhões. Começara com apenas uma pista: um contrato assinado em 2009, em Buenos Aires, entre o advogado e ex-deputado Sérgio Tourinho e o argentino Jorge Rottemberg. No documento, previa-se que Tourinho receberia US$ 10 milhões de uma empresa no Uruguai, um conhecido paraíso fiscal, caso a Petrobras vendesse a refinaria de San Lorenzo, avaliada em US$ 110 milhões, ao empresário Cristóbal Lopez, conhecido como czar do jogo na Argentina e amigo da presidente Cristina Kirchner. À primeira vista, o contrato não fazia sentido. Por que um lobista de Buenos Aires se comprometeria a pagar US$ 10 milhões a um advogado brasileiro, de Brasília, caso esse advogado, sem experiência na área de energia, conseguisse fechar a venda de uma refinaria da Petrobras na Argentina?
ÉPOCA foi buscar a resposta em entrevistas com partícipes do negócio, parlamentares e funcionários ligados ao PMDB. O advogado Tourinho era sócio dos lobistas do PMDB, que trabalhavam em parceria com Jorge Zelada, diretor internacional da Petrobras desde 2008 e, segundo João Augusto, apadrinhado do PMDB. A operação San Lorenzo, diz ele, não era um caso isolado. Era mais um dos muitos negócios fechados pelos operadores do PMDB na área internacional da Petrobras. De acordo com João Augusto, todos os contratos na área internacional da Petrobras tinham de passar por ele, João Augusto, que cobrava um pedágio dos empresários interessados. De acordo com ele, de 60% a 70% do dinheiro arrecadado dos empresários era repassado ao PMDB, sobretudo à bancada mineira do partido na Câmara, principal responsável pela indicação de Zelada à Petrobras. De acordo com João Augusto, o dinheiro servia para pagar campanhas ou para encher os bolsos dos deputados. O restante, diz ele, era repartido entre ele próprio e seus operadores na Petrobras – os responsáveis pelo encaminhamento dos contratos.
Segundo João Augusto e outros quatro lobistas do PMDB, o dinheiro era distribuído a muita gente em Brasília. A maior parte seguia para os dez deputados do partido em Minas, entre eles o atual ministro da Agricultura, Antonio Andrade, e o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, João Magalhães. O dinheiro, de acordo com João Augusto, não ficava apenas com essa turma. Segundo o relato dele e dos outros lobistas, o secretário das Finanças do PT, João Vaccari, recebeu o equivalente a US$ 8 milhões durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. João Augusto diz que organizou, com Vaccari, o repasse para a campanha de Dilma. O dinheiro, segundo ele, foi pago pela Odebrecht, em razão de um contrato bilionário fechado na área internacional da Petrobras, que dependia de aprovação do então presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, do PT. À Justiça Eleitoral, a campanha de Dilma declarou ter recebido R$ 2,4 milhões da Odebrecht. O coordenador financeiro da campanha de Dilma Rousseff, José de Filippi Júnior, afirma que não conhece João Augusto. “Posso garantir que ele não participou da arrecadação de recursos para a campanha da presidenta Dilma Rousseff, que toda arrecadação foi feita por meio de Transferência Eletrônica Bancária, e que as contas da campanha da presidenta foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral”, diz.
– O que você quer saber?, disse ele.
– Sobre os negócios, respondi.
Foi então que João Augusto Rezende Henriques disse, sem abaixar a voz ou olhar para os lados: “Do que eu ganhasse (no contratos intermediados com a Petrobras), eu tinha de dar para o partido (PMDB). Era o combinado, um percentual que depende do negócio”. A colherzinha não tilintava mais.
Iniciava-se, ali, um desabafo motivado pelas denúncias que ÉPOCA investigava havia cerca de um mês. O caso envolvia a Petrobras – maior empresa do país, 25ª do mundo, com faturamento anual de R$ 281 bilhões. Começara com apenas uma pista: um contrato assinado em 2009, em Buenos Aires, entre o advogado e ex-deputado Sérgio Tourinho e o argentino Jorge Rottemberg. No documento, previa-se que Tourinho receberia US$ 10 milhões de uma empresa no Uruguai, um conhecido paraíso fiscal, caso a Petrobras vendesse a refinaria de San Lorenzo, avaliada em US$ 110 milhões, ao empresário Cristóbal Lopez, conhecido como czar do jogo na Argentina e amigo da presidente Cristina Kirchner. À primeira vista, o contrato não fazia sentido. Por que um lobista de Buenos Aires se comprometeria a pagar US$ 10 milhões a um advogado brasileiro, de Brasília, caso esse advogado, sem experiência na área de energia, conseguisse fechar a venda de uma refinaria da Petrobras na Argentina?
ÉPOCA foi buscar a resposta em entrevistas com partícipes do negócio, parlamentares e funcionários ligados ao PMDB. O advogado Tourinho era sócio dos lobistas do PMDB, que trabalhavam em parceria com Jorge Zelada, diretor internacional da Petrobras desde 2008 e, segundo João Augusto, apadrinhado do PMDB. A operação San Lorenzo, diz ele, não era um caso isolado. Era mais um dos muitos negócios fechados pelos operadores do PMDB na área internacional da Petrobras. De acordo com João Augusto, todos os contratos na área internacional da Petrobras tinham de passar por ele, João Augusto, que cobrava um pedágio dos empresários interessados. De acordo com ele, de 60% a 70% do dinheiro arrecadado dos empresários era repassado ao PMDB, sobretudo à bancada mineira do partido na Câmara, principal responsável pela indicação de Zelada à Petrobras. De acordo com João Augusto, o dinheiro servia para pagar campanhas ou para encher os bolsos dos deputados. O restante, diz ele, era repartido entre ele próprio e seus operadores na Petrobras – os responsáveis pelo encaminhamento dos contratos.
Segundo João Augusto e outros quatro lobistas do PMDB, o dinheiro era distribuído a muita gente em Brasília. A maior parte seguia para os dez deputados do partido em Minas, entre eles o atual ministro da Agricultura, Antonio Andrade, e o presidente da Comissão de Finanças da Câmara, João Magalhães. O dinheiro, de acordo com João Augusto, não ficava apenas com essa turma. Segundo o relato dele e dos outros lobistas, o secretário das Finanças do PT, João Vaccari, recebeu o equivalente a US$ 8 milhões durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010. João Augusto diz que organizou, com Vaccari, o repasse para a campanha de Dilma. O dinheiro, segundo ele, foi pago pela Odebrecht, em razão de um contrato bilionário fechado na área internacional da Petrobras, que dependia de aprovação do então presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, do PT. À Justiça Eleitoral, a campanha de Dilma declarou ter recebido R$ 2,4 milhões da Odebrecht. O coordenador financeiro da campanha de Dilma Rousseff, José de Filippi Júnior, afirma que não conhece João Augusto. “Posso garantir que ele não participou da arrecadação de recursos para a campanha da presidenta Dilma Rousseff, que toda arrecadação foi feita por meio de Transferência Eletrônica Bancária, e que as contas da campanha da presidenta foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral”, diz.
As denúncias de João Augusto são contestadas pelos acusados. Vaccari diz que não era responsável pela tesouraria da campanha de Dilma. Afirma ainda que “todas as doações ao PT são feitas dentro do que determina a legislação em vigor e de uma política de transparência do PT”. Gabrielli diz, por meio de nota, não ter conversado sobre o contrato da Odebrecht com Vaccari. Zelada afirma desconhecer a atuação de João Augusto na intermediação de contratos na Petrobras e nega ter sido indicado pelo PMDB. A Petrobras informou em nota que não comentaria o assunto. Apesar de todas as contestações, a reportagem de ÉPOCA confirmou, por meio de entrevistas em três cidades, vários pontos do depoimento de João Augusto. Investigações oficiais ainda são necessárias para apurar todas as suas denúncias.
Dia da Consciência Negra . o que é ? A disputa pela memória histórica
Preservar a memória é uma das formas de construir a história. É pela disputa dessa memória, dessa história, que nos últimos 32 anos se comemora no dia 20 de novembro, o "Dia Nacional da Consciência Negra". Nessa data, em 1695, foi assassinado Zumbi, um dos últimos líderes do Quilombo dos Palmares, que se transformou em um grande ícone da resistência negra ao escravismo e da luta pela liberdade. Para o historiador Flávio Gomes, do Departamento de História da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a escolha do 20 de novembro foi muito mais do que uma simples oposição ao 13 de maio: "os movimentos sociais escolheram essa data para mostrar o quanto o país está marcado por diferenças e discriminações raciais. Foi também uma luta pela visibilidade do problema. Isso não é pouca coisa, pois o tema do racismo sempre foi negado, dentro e fora do Brasil. Como se não existisse".
Construindo o "Dia da Consciência Negra"
O 20 de novembro trata da data do assassinato de Zumbi, em 1665, o mais importante líder dos quilombos de Palmares, que representou a maior e mais importante comunidade de escravos fugidos nas Américas, com uma população estimada de mais 30 mil. Em várias sociedades escravistas nas Américas existiram fugas de escravos e formação de comunidades como os quilombos. Na Venezuela, foram chamados de cumbes, na Colômbia de palanques e de marrons nos EUA e Caribe. Palmares durou cerca de 140 anos: as primeiras evidências de Palmares são de 1585 e há informações de escravos fugidos na Serra da Barriga até 1740, ou seja bem depois do assassinato de Zumbi. Embora tenham existido tentativas de tratados de paz os acordos fracassaram e prevaleceu o furor destruidor do poder colonial contra Palmares.
Há 32 anos, o poeta gaúcho Oliveira Silveira sugeria ao seu grupo que o 20 de novembro fosse comemorado como o "Dia Nacional da Consciência Negra", pois era mais significativo para a comunidade negra brasileira do que o 13 de maio. "Treze de maio traição, liberdade sem asas e fome sem pão", assim definia Silveira o "Dia da Abolição da Escravatura" em um de seus poemas. Em 1971 o 20 de novembro foi celebrado pela primeira vez. A idéia se espalhou por outros movimentos sociais de luta contra a discriminação racial e, no final dos anos 1970, já aparecia como proposta nacional do Movimento Negro Unificado.
A diversidade de formas de celebração do 20 de novembro permite ter uma dimensão de como essa data tem propiciado congregar os mais diferentes grupos sociais. "Os adeptos das diferentes religiões manifestam-se segundo a leitura de sua cultura, para dali tirar elementos de rejeição à situação em que se encontra grande parte da população afro-descendente. Os acadêmicos e os militantes celebram através dos instrumentos clássicos de divulgação de idéias: simpósios, palestras, congressos e encontros; ou ainda a partir de feiras de artesanatos, livros, ou outras modalidades de expressão cultural. Grande parte da população envolvida celebra com sambão, churrasco e muita cerveja", conta o historiador Andrelino Campos, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.
Capoeira- trabalho desenvolvido pela Associação
dos Moradores de Plataforma AMPLA. Créditos: Antonia dos Santos Garcia
Para a socióloga Antonia Garcia, doutoranda do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano e Regional da Universidade Federal do Rio de Janeiro, é importante que se conquiste o "Dia Nacional da Consciência Negra" "como o dia nacional de todos os brasileiros e brasileiras que lutam por uma sociedade de fato democrática, igualitária, unindo toda a classe trabalhadora num projeto de nação que contemple a diversidade engendrada no nosso processo histórico".
Diferente do 20 de novembro o 13 de maio perdeu força em nossa sociedade devido a memória histórica vencedora: a que atribuiu a abolição à atitude exclusiva da princesa Isabel, aparentemente paternalista e generosa Isabel, analisa o historiador Flávio Gomes. Pesquisas recentes têm recuperado a atuação de escravos, libertos, intelectuais e jornalistas negros e mestiços para o 13 de maio, mostrando como este não se resumiu a um decreto, uma lei ou uma dádiva. Esses estudos também têm resgatado o significado da data para milhares de escravos e descendentes, que festejaram na ocasião.
São poucos os locais onde se mantêm comemorações no 13 de maio. No Vale do Paraíba, no estado de São Paulo, o 13 de maio é dia de festa. "Não porque a princesa foi uma santa ou porque os abolicionistas simpáticos foram fundamentais, mas porque a população negra reconhece que a Abolição veio em decorrência de muita luta", diz Gomes. Albertina Vasconcelos, professora do Departamento de História da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, também lembra que a data é celebrada em vários centros de umbanda na Bahia como o dia do preto-velho e que moradores antigos do Quilombo do Bananal, em Rio de Contas, Bahia, contam que seus pais e avós festejaram o 13 de maio de 1888 com muitos fogos e festas.
Na opinião de Vasconcelos "é importante comemorar, não para contrapor uma data a outra, os heróis brancos aos heróis negros, mas porque é necessário tomarmos consciência da história que está nessas datas, que traz elementos da nossa identidade". Para a pesquisadora, assim seria possível contribuir para desmistificar toda a construção ideológica produzida sobre o povo negro.
Nas escolas: muita proposta, pouca mudança
No início de seu mandato o presidente Lula aprovou a inclusão do Dia Nacional da Consciência Negra no calendário escolar e tornou obrigatório o ensino de história da África nas escolas públicas e particulares do país. Embora a decisão tenha sido comemorada, alguns pesquisadores ressaltam que existem obstáculos a serem ultrapassados para que a proposta se transforme em realidade. "Em geral, a história dada segue o livro didático e ele é insuficiente para dar conta de uma forma mais ampla e crítica de toda a história", ressalta Vasconcelos. Essa avaliação da historiadora é confirmada pela professora de história Ivanir Maia, da rede estadual paulista. "A maioria dos professores se orienta pelo livro didático para trabalhar os conteúdos em sala de aula. Nos livros de história, por exemplo, o negro aparece basicamente em dois momentos: ao falar de abolição da escravatura e do apartheid".
Campos destaca que alguns livros didáticos de história têm sido mais generosos ao retratar a "história dos vencidos", mas ressalta que a maioria, inclusive os livros ligados a sua área - a geografia -, continua a veicular os fatos sociais de forma depreciativa, seja referente ao Brasil ou a África. "Encontramos com fartura os elementos de modo civilizatório ocidental como a única verdade que merece maiores considerações", exemplifica. Uma iniciativa importante que ocorreu nesse período foi o controle dos livros didáticos distribuídos pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC), visando evitar a distribuição de livros contendo erros conceituais e representações negativas sobre determinados indivíduos e grupos. Mas, na opinião de Garcia, seria necessário exigir uma maior revisão nessas obras: "os livros didáticos precisariam abordar a participação do povo negro na construção do país, na construção da riqueza nacional, na acumulação do capital e também as suas batalhas, rebeliões, quilombos e suas lutas mais contemporâneas".
Paula Cristina da Silva Barreto, professora da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Federal da Bahia, destaca que, além dos livros didáticos, outro foco importante são as propostas de mudança na formação dos professores. "Foi tímido o trabalho feito pelo MEC nessa direção até o momento", critica a pesquisadora. Na avaliação dela, sem professores bem preparados para abordar temas complexos, como os abordados nos PCNs, "é muito difícil obter sucesso com a alteração curricular e existe uma grande probabilidade de que as escolas não coloquem em prática o que foi proposto". Os baixos salários pagos e as condições de trabalho desanimadoras nas escolas são fatores também destacados pelos pesquisadores como possíveis responsáveis pelo pequeno envolvimento dos professores com propostas que visam abordar a diversidade étnica e problematizar a questão do negro no Brasil no interior das escolas.
Puxada de rede - AMPLA - Associação dos Moradores de Plataforma
Experiências educativas alternativas
Existem diversos programas educativos espalhados pelo país que são propostos e organizados por entidades ligadas aos movimentos negros brasileiros. Para Campos, a diferença fundamental entre essas propostas e o ensino escolar "é o comprometimento daqueles que montam os programas. Em geral são frutos de experiências de grupos ligados aos problemas dos afro-descendentes; buscam, sobretudo, a eliminação da desigualdade através de um instrumento poderoso: a consciência cada vez maior da coletividade". Como exemplos, o pesquisador cita o Projeto da Mangueira, voltado para os esportes, que já existe há muito tempo, além de experiências que têm levado meninos e meninas às escolas de sambas-mirins no Rio de Janeiro.
Barreto, que tem acompanhado de perto alguns projetos na área de educação implementados por organizações anti-racistas e/ou culturais de Salvador, destaca como exemplos bem sucedidos a Escola Criativa do Olodum, o projeto de extensão pedagógica do Ilê Aiyê e o Ceafro. "Essas experiências têm sido importantes por fomentarem o debate e gerarem demandas por mais qualidade do ensino público, por um currículo menos eurocêntrico e mais multicultural e multirracial, por melhores livros didáticos e por um ambiente racialmente mais democrático nas escolas", diz Barreto. O mais interessante é que esses projetos se transformaram em referência para as políticas adotadas por órgãos oficiais como o Ministério Educação (MEC) e as Secretarias de Educação. Combinando educação formal e não-formal esses projetos tratam, por exemplo, de conteúdos presentes no currículo oficial em espaços como os barracões dos terreiros de candomblé ou as quadras dos blocos afro; outros utilizam parte da produção cultural das organizações - letras de música, mitos africanos etc. - no currículo das escolas regulares. O ensino de História da África, na escola do Ilê Aiyê, já acontece há vários anos.
Para Barreto "é de fundamental importância o fato de que as crianças e jovens negros e mestiços são positivamente valorizados nesses projetos, elas são consideradas como portadores de direitos, o que tem um efeito direto sobre a auto-imagem e a construção da identidade pessoal e coletiva". Atualmente, a socióloga trabalha com projetos educativos voltados para a democratização do acesso e a permanência de estudantes negros e mestiços no ensino superior e coordena o programa A cor da Bahia, que há dez anos realiza pesquisas, publicações e atividades de formação na área de relações raciais, cultura e identidade negra na Bahia. Desde 2002, o programa desenvolve o projeto tutoria, que cria estratégias diversas para estimular, apoiar e promover a formação de estudantes negros que ingressaram na Universidade Federal da Bahia. Com o apoio do programa Políticas da cor fornecem bolsas de ajuda de custo aos alunos e orientação acadêmica, visando o ingresso destes no mercado de trabalho e em cursos de pós-graduação em condições mais competitivas. Na opinião de Barreto, ainda há muito para ser feito com no sentido de assegurar uma maior democratização - em termos raciais e econômicos - do sistema de ensino superior público.
"É preciso entender que a desigualdade no Brasil tem cor, nome e história. Esse não é um problema dos negros no Brasil, mas sim um problema do Brasil, que é de negros, brancos e outros mais", avalia Gomes.
quinta-feira, agosto 08, 2013
Coletor menstrual pode substituir absorventes
Conheça essa opção sustentável que vem se popularizando no Brasil.O coletor menstrual é uma tecnologia íntima bastante conhecida na Europa há mais de 80 anos, e que vem ganhando cada vez mais adeptos no Brasil. Trata-se de um copo de silicone medicinal hipoalérgico e antibacteriano, ajustável ao corpo, que coleta o sangue da menstruação sem deixar vazar.
Também conhecido como copo menstrual, o instrumento é confortável e se adapta facilmente ao corpo feminino, devido ao seu material flexível. Ao ser introduzido no canal vaginal, forma um vácuo, que impede a entrada de ar, evitando vazamento e mau odor - já que o sangue menstrual só produz cheiro quando entra em contato com o ar. Isso permite que as mulheres possam finalmente dar adeus aos absorventes ou a qualquer tipo de tampão íntimo durante o período menstrual, ficando livres de alergias e poupando o dinheiro gasto com absorventes.Coletor x absorventesO copo menstrual possibilita a livre movimentação e a prática de atividades físicas (inclusive natação) sem incômodos ou vazamento. Também vale lembrar que alguns absorventes externos fazem uso de componentes perfumados - para evitar o mau cheiro - que podem trazer irritação para o órgão genital. Ou seja, as mulheres que têm alergia aos componentes dos absorventes externos ou internos não correm o mesmo risco com este novo método, já que o coletor é feito somente de silicone medicinal.As mulheres que tendem a ter infecções vaginais com frequência não precisam se preocupar com o coletor. Este tipo de problema costuma se agravar com o uso dos absorventes internos, que absorvem o sangue, mas continuam mantendo-o em contato com a pele, aumentando o risco de infecções. Já os coletores, apesar de também serem internos, não absorvem o sangue, que passa a ficar em contato com o recipiente e não com a pele. Sendo assim, o risco de infecção é bem baixo, e seu uso recomendado por diversos ginecologistas.O coletor menstrual funciona como um copinho, que é inserido na vagina e recolhe o fluxo menstrual. Ele é feito normalmente de silicone medicinal e, por isso, é bem flexível. Seu formato parece um cálice, cuja haste fica próxima do final da vagina. O objetivo é facilitar a retirada do coletor com as mãos. Como a única utilidade da haste é essa. Algumas mulheres, com boa habilidade da musculatura vaginal, cortam a haste por completo e expelem o copinho com a força do músculo.Uma solução sustentávelO coletor menstrual não é descartável, podendo ser usado durante 4 a 10 anos, dependendo do cuidado dispensado ao produto. Ou seja, o copo é reutilizável durante todo período menstrual, só precisa ser lavado a cada doze horas , mesmo para quem tem o fluxo forte, e ainda pode ser usado no próximo ciclo. A higienização do coletor é feita de maneira bem simples, lavando apenas com água. No final do ciclo menstrual, o produto deve ser lavado com água fervente e, em seguida, guardado em local limpo.As mulheres de hoje em dia estão ficando cada vez mais preocupadas com a qualidade de vida e com a substituição do tóxico e do sintético pelo natural e saudável. Um dado interessante é que cada mulher utiliza em média uma tonelada de absorventes durante toda a sua vida, e cada um levará cerca de 100 anos para se degradar por completo na natureza. Já o coletor pode ser utilizado durante anos, resultando em uma interferência ambiental incomparavelmente menor.Uma pesquisa realizada pela Fine Marketing, encomendada pela marca brasileira líder no mercado de coletores menstruais, apontou que 83% das mulheres entrevistadas aprovaram o produto e aderiram ao hábito. O estudo foi feito com 146 mulheres, em julho de 2011, no Brasil. As entrevistadas não conheciam o coletor até então, e ainda utilizavam absorventes externos e internos.CuriosidadeHistoricamente o absorvente feminino passou por várias modificações. Dizem que na Grécia antiga as mulheres chegaram a usar um pedaço de madeira envolto por um paninho, que era introduzido na vagina. No início do século XX eram utilizadas toalhas e fraldas, e só depois surgiram os absorventes que conhecemos hoje, que por sua vez foram evoluindo para absorventes com abas, com aroma e revolucionando até o surgimento do coletor menstrual.Mas antes de iniciar o uso dos coletores, é importante consultar seu médico. A Drª. Cátia Chuba, médica ginecologista, nos alerta sobre as restrições do uso do coletor: "Em mulheres que nunca tiveram relação sexual, a inserção e a retirada do coletor pode eventualmente causar o rompimento do hímen. E, por esse motivo, o uso não é recomendado. Também não indico utilizar o produto no pós-parto, já que o corpo da mulher leva um tempo para se recuperar. Nessa fase, o colo do útero pode ainda não estar completamente fechado, podendo causar inflamação. A partir da primeira menstruação, depois da quarentena, o coletor já poderá ser utilizado. Tirando essas duas contraindicações, eu indico o uso do coletor menstrual. Afinal, o produto traz diversos benefícios, como todos que já foram citados. Além disso, também oferece conforto e praticidade, não altera o PH da flora vaginal, e possibilita uma melhor ventilação na região - diferente dos outros absorventes externos e internos. O coletor ainda é fácil de carregar e de higienizar", explica a especialista.
Imagem: Divulgação.
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