terça-feira, julho 30, 2013

“Medicina cubana ensina a atender o povo com qualidade e humanismo”, afirma militante

Por José Coutinho JúniorA saúde no Brasil tem sido tema de grandes debates nas últimas semanas, provocados tanto pelas manifestações das ruas, que exigem melhoras e mais investimentos na área, quanto pelas propostas recentes do governo em trazer médicos de outros países para trabalhar em regiões mais carentes.Essas propostas, assim como a obrigação dos estudantes de universidades públicas em cumprir dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS), tem sido alvo de fortes críticas das associações de médicos, que afirmam que essas não seriam as soluções para os problemas.A Página do MST conversou com Augusto César e Andreia Campigotto, ambos militantes do Movimento e formados em medicina em Cuba, sobre o tema.Nascido em Chapecó e com 25 anos de vida, Augusto César ainda não exerce a profissão. Está estudando para fazer a prova de revalidação do diploma cubano e, assim, poder atuar no Brasil. Quando conseguir seu registro, pretende trabalhar na área rural, atendendo os Sem Terra e os assentados da Reforma Agrária.Andreia Campigotto tem 28 anos e nasceu em Nova Ronda Alta (RS). Trabalha em Cajazeiras, no sertão paraibano, como residente em medicina da família em uma unidade básica de saúde, que atende uma comunidade de 4 mil pessoas.FormatoO curso de medicina cubano dura seis anos. Para estudantes de outros países, ele se inicia na Escola Latinoamericana de Medicina, localizada em Havana. Depois de um período inicial de dois anos, os estudantes são enviados para as diversas universidades do país. Augusto e Andreia foram para a universidade da província de Camagüey.O curso de medicina cubano não se difere muito do brasileiro, do ponto de vista curricular.“Os dois primeiros anos trabalham com as ciências médicas. Estudamos fisiologia humana, anatomia humana e desde o primeiro ano temos contato com os postos de saúde. Quando somos distribuídos para as universidades, vivenciamos o sistema público de saúde. Comparado com o Brasil, o nível teórico é igual, mas o nível de prática é maior”, afirma Augusto.“Um estudo do governo federal mostra a compatibilidade curricular dos cursos de medicina de 90% entre Brasil e Cuba. Então, não há grandes diferenças teóricas”, conta Andreia.A diferença principal entre os dois cursos está na concepção de medicina e de saúde na formação dos médicos. “O curso brasileiro é voltado para as altas especialidades. Tem essa lógica de que você faz medicina, entra numa residência e se especializa. Já em Cuba o curso se volta à atenção primária de saúde, para entendermos a lógica de prevenção das doenças e o tratamento das enfermidades que as comunidades possam vir a ter”, diz Augusto.Em contrapartida, “saúde” e “medicina” no Brasil são sinônimos de pedidos de exames e tratamento com diversos medicamentos, calcados em sua maioria na alta tecnologia. Com isso, a medicina preventiva fica em segundo plano, alimentando uma indústria baseada na exigência destes“No Brasil, temos uma limitação na formação do profissional, pois ela é voltada ao modelo hospitalacêntrico, que pensa só na doença e no tratamento. Em Cuba isso já foi superado. Lá eles formam profissionais para tratar e cuidar com qualidade, humanismo e amor cada paciente; aprendemos de verdade a lidar com a saúde do ser humano”, analisa Andreia.Ela destaca que os médicos formados na ilha são capazes de atender a população sem utilizar somente a alta tecnologia, condição que não necessariamente limita um atendimento com qualidade à população que mais carece.“É mais barato fazer promoção e prevenção de saúde. No entanto, isso rompe com a ditadura do dinheiro. Com isso, os médicos aguardam o paciente ficar doente para pedir um monte de exames e dar um monte de medicamentos”, afirma AugustoDe acordo com ele, essa estrutura fortalece o complexo médico-industrial, que se favorece sempre que há alguém internado ou que precise tomar algum medicamento.“Não negamos a necessidade de medicamentos e equipamentos, porque precisamos dar atenção a esse tipo de paciente. Mas não precisamos esperar que todas as pessoas fiquem doentes para começar a trabalhar a questão da saúde”, acredita Augusto.Nesta série de reportagens, os dois relatam as diferenças entre os cursos e a concepção de medicina em Cuba e no Brasil, opinam sobre os problemas brasileiros em relação à saúde e defendem uma medicina que sirva para atender com qualidade o povo brasileiro. Na quarta-feira (29/07), Andreia e Augusto contam como é a prova de revalidação dos diplomas estrangeiros, e analisam a elitização da medicina nas universidades brasileiras.Fonte: MST

"Cuban Medicine teaches the people to meet quality and humanism," says activist

"Cuban Medicine teaches the people to meet quality and humanism," says activist
By José Coutinho Junior

Health in Brazil has been the subject of much debate in recent weeks, both caused by the demonstrations in the streets, demanding more improvements and investments in the area, as the recent government proposals to bring doctors from other countries to work in the poorest regions.

These proposals, as well as the obligation of students in public universities serve two years in the Unified Health System (SUS), has been the target of strong criticism of the associations of doctors, who do not claim that these are the solutions to the problems.

The Main MST talked to Augustus Caesar and Andreia Campigotto, two militants of the Movement and trained in medicine in Cuba, on the subject.

Born in Chapecó and 25 years of life, Augustus Caesar has not practicing profession. Is studying to take the test for revalidation of Cuban law and thus be able to act in Brazil. When you get your record, you want to work in rural areas, given the landless settlers and Agrarian Reform.

Andreia Campigotto is 28 years old and was born in Nova Ronda Alta (RS). Cajazeiras works in the interior of Paraiba, a resident in family medicine in a primary care unit, which serves a community of 4000 people.

Format

The Cuban medical school lasts six years. For students from other countries, it starts at the Latin American School of Medicine, located in Havana. After an initial period of two years, students are sent to various universities in the country. Andreia Augusto and went to university in the province of Camagüey.

The Cuban medical school does not differ much from the Brazilian point of view curriculum.

"The first two years working with the medical sciences. Studied human physiology, human anatomy, and since the first year we have contact with the health posts. When we distributed to universities, experience the public health system. Compared to Brazil, the theoretical level is equal, but the practice level is higher, "said Augustus.

"A federal government study shows the compatibility of curricula medicine 90% between Brazil and Cuba. So, no major theoretical differences, "says Andrea.

The main difference between the two courses is the conception of medicine and health in the training of doctors. "The course is geared towards the Brazilian high specialties. This logic is that you do medicine, enters a residence and specializes. Already in the course Cuba is back to primary health care, to understand the logic of disease prevention and treatment of diseases that communities might have, "says Augusto.

In contrast, "health" and "medicine" in Brazil are synonymous with requests for examinations and treatment with various drugs, footwear mostly in high-tech. Thus, preventive medicine is in the background, feeding an industry based on the requirement of these
"In Brazil, we have a limitation on professional training, as it is geared to the model hospitalacêntrico, thinking only disease and treatment. In Cuba it has been overcome. There they form professionals to treat and care quality, humanism and love each patient; actually learned to deal with human health, "says Andrea.
She points out that doctors trained in the island are able to meet the population without using only high-tech, a condition that does not necessarily limits a quality service to the population that most needs.
"It's cheaper to health promotion and prevention. However, it breaks with the dictatorship of money. With this, doctors await the patient sick to ask a lot of exams and take a lot of medications, "says Augusto
According to him, this structure strengthens the medical-industrial complex, which favors whenever someone is hospitalized or need some medication.
"We do not deny the need of medicines and equipment because we need to pay attention to this type of patient. But we need not wait for all the people sick to begin work on the issue of health, "says Augusto.
In this series of reports, the two reported differences between courses and the conception of medicine in Cuba and Brazil, Brazilians think of the problems in relation to health and advocate a medicine that serves to provide quality Brazilian people. On Wednesday (29/07), and Andreia Augusto count as evidence for revalidation of foreign diplomas, and analyze the gentrification of medicine in universities.
Source: MST

domingo, julho 21, 2013

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Após morte de MC, funkeiros querem colete à prova de bala

Cordão de ouro, óculos, roupas e relógios de grife compõem o estilo dos funkeiros estilo ostentação, fenômeno musical dominante tanto nas periferias como nas casas noturnas de classe média. A indumentária dos MC's deve ganhar um novo adereço: colete à prova de balas.

Apologia ao crime dá lugar ao luxo nas novas músicas de funk

A imagem do MC Daleste caindo após levar um tiro quando cantava para cerca de 250 pessoas num conjunto habitacional de Campinas (93 km de SP), no último dia 6, não só chocou como levou pânico ao mundo do funk.

Assim como Daleste, os cantores do tipo ostentação gravam clipes em que aparecem cercados de mulheres, em carros de luxo e taças de champanhe nas mãos. Já tiveram mais de 60 milhões de acessos no site YouTube.

Após o assassinato, eles passaram a exigir de quem os contrata seguranças no palco e nas imediações, além de rotas de entrada e saída das apresentações. Também recusam espetáculos em locais onde a violência impera.

Mais: querem uma autorização do poder público para a compra de coletes à prova de balas. Um aparato do tipo teria salvo a vida de Daleste.

Danilo Verpa/Folhapress
Os MCs Bio G3 e Bó, considerados precursores do estilo funk ostentação
Os MCs Bio G3 e Bó, considerados precursores do estilo funk ostentação

A medida não é novidade no mundo da música. Ícone do rap americano, 50 Cent, passou a usar a proteção após levar nove tiros, no ano 2000.

"Estamos diante do inimigo invisível. Não sabemos quem está atentando contra os MCs. Estamos com medo, sim", disse à Folha Cleber Alves, 29,o MC Bio G3, conhecido como o inventor do estilo ostentação, cujas letras falam dos sonhos de consumo das comunidades carentes.

Além de cantar --compôs o "Bonde da Juju", obrigatória na set list dos pancadões-ele criou uma produtora que gerencia a carreira de MCs, entre eles, Daleste.

Nos últimos dias, tem ouvido apelos preocupados de seus parceiros, alguns cogitando segurança armada.

Bio G3 trocou a vida numa casa simples de Cidade Tiradentes (extremo leste), reduto do funk em São Paulo, por um condomínio, na mesma zona leste, com carro importado na garagem. Os shows que produz acontecem porém, em sua maioria, na periferia das cidades.

A violência deve diminuir a frequência de shows em comunidades pobres, onde há crimes. As agendas estão sendo revistas. "A maioria dos funkeiros vem de bairros carentes e se sente parte deles. É gratificante tocar onde a criança não pode pagar. Mas não dá para pensar só dessa forma", disse.

Editoria de Arte/Folhapress
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Segundo ele, antes de aceitar um convite para tocar, será exigido um mapa do local para visita prévia, ambulância e seguranças no palco. "Sem essas garantias, não vamos mais tocar".

Ele e outros músicos tentam agendar uma audiência com o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella, para discutir medidas de proteção e autorização para a compra de coletes, que são de uso controlado pelo Exército.

A morte de Daleste é o sétimo episódio recente envolvendo MCs no Estado.

Na Baixada Santista, cinco funkeiros foram mortos e um sexto sobreviveu a vários tiros (veja quadro), nos últimos três anos. PMs chegaram a ser investigados em um dos assassinatos, mas nenhum caso foi solucionado ainda.

Na capital, Jokrey Alves de Figueiredo, 28, o MC Brow, foi morto a tiros na zona norte, no ano passado. Mais um crime a ser desvendado.

Com correntes douradas e anéis no melhor estilo ostentação, Rolland Ribeiro, pai de Daleste, disse que não vê outro motivo para o assassinato: "A inveja mata".
GIBA BERGAMIM JR.DE SÃO PAULO

Las 300 personas más ricas del planeta atesoran más que 3.000 millones de pobres

Las 300 personas más ricas del planeta atesoran más que 3.000 millones de pobres

Las 300 mayores fortunas del mundo acumulan más riqueza que los 3.000 millones de pobres.
Así lo afirma el profesor Jason Hickel de la Escuela de Economía de Londres, asesor del movimiento The Rules, que lucha contra la desigualdad, y autor de un video titulado 'La Desigualdad de la Riqueza Mundial'.

"Citamos estas cifras porque nos ofrece una comparativa clara e impresionante, pero en realidad la situación es aún peor: las 200 personas más ricas tienen aproximadamente 2,7 trillones de dólares, y eso es mucho más que lo que tienen 3.500 millones de personas, que tienen un total de 2,2 trillones de dólares", explica el economista. 

Jason Hickel destaca que su movimiento quiere hacer algo más que ilustrar "el brutal índice de la desigualdad" y demostrar que la situación empeora día a día. Citando un
estudio reciente de la ONG Oxfam, el economista recalca que el 1% de los más ricos aumentó sus ingresos en un 60% en los últimos 20 años, con la crisis financiera acelerando este proceso en vez de frenarlo. 

En el video 'La Desigualdad de la Riqueza Mundial', el movimiento 'The Rules' expone cómo crece esta desigualdad con el paso del tiempo en diferentes países. Así, durante el período colonial, la brecha entre los países ricos y los pobres aumentó de 3:1 a 35:1. Desde entonces, la brecha ha crecido hasta un nivel de 80:1.

De acuerdo al economista, el crecimiento de la brecha se debe en parte a las políticas económicas neoliberales que instituciones internacionales como el Banco Mundial, el Fondo Monetario Internacional (FMI) y la Organización Mundial del Comercio (OMC) han impuesto a los países en desarrollo durante las últimas décadas. 

"Estas políticas están diseñadas para liberalizar los mercados a la fuerza, abriéndolos a fin de dar a las multinacionales un acceso sin precedentes a tierra barata, recursos y mano de obra. Pero a un precio muy alto: que los países pobres pierdan alrededor de 500.000 millones de dólares por año de su PIB", explica el profesor citando al economista Robert Pollin, de la Universidad de Massachusetts.

Según Jason Hickel, se trata de un obvio flujo neto de riqueza desde los lugares pobres a las zonas ricas. "Los gobiernos de los países ricos celebran constantemente cuánto gastan en ayudas para los países en desarrollo y las empresas multinacionales comprueban esto mediante los informes anuales, pero ninguno confiesa lo mucho que sacan de los países en desarrollo", concluye el economista.


Texto completo en: http://actualidad.rt.com/economia/view/100621-personas-ricas-desigualdad-pobres-crisis

PRESIDENTE DO SUPREMO DESCUMPRE A LEI PARA SE ASSOCIAR A UMA SÓCIO DE OFFSHORE, EM MIAME


21 DE JULHO DE 2013 ÀS 11:33 FONTE> http://www.brasil247.com

Ao constituir uma empresa com fins lucrativos nos Estados Unidos, em maio do ano passado, para obter benefícios fiscais na compra de um apartamento avaliado em R$ 1 milhão em Miami, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, assumiu o risco de viver perigosamente; o Estatuto dos Servidores Públicos da União, em seu artigo 117, inciso X, veda a todos aqueles que exerçam carreiras de estado "participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada"; de acordo com os registros da Assas JB Corp, Barbosa é o presidente da sua offshore.


A compra de um imóvel avaliado em R$ 1 milhão por Joaquim Barbosa em Miami, feita através de uma empresa offshore criada na Flórida com a finalidade de se obter benefícios fiscais (leia mais aqui), pode trazer outros problemas para o presidente do Supremo Tribunal Federal. Embora Barbosa tenha dito, em nota, que a aquisição do imóvel foi feita "em conformidade" com a lei norte-americana, os problemas podem estar no Brasil. Isso porque a lei de número 8.112/90, do chamado Estatuto dos Servidores Públicos Civis da União, prescreve de forma clara, em seu artigo 117, inciso X, que "ao servidor é proibido (...) participar de gerência ou administração de sociedade privada, personificada ou não personificada" (leia aqui o texto da lei).
Ainda que a empresa tenha como única finalidade gerir seus bens no exterior e evitar o pagamento de impostos numa eventual transmissão a herdeiros, Joaquim Barbosa está registrado, nos documentos da empresa, que podem ser consultados publicamente na Flórida (confira aqui), como seu próprio presidente. Ou seja: ele é o sócio-gerente da Assas JB Corp, contrariando o que determina a Lei 8.112/90.
Também no Supremo Tribunal Federal, o ministro Gilmar Mendes é um dos sócios do IDP – Instituto Brasiliense de Direito Público. Mas a lei brasileira tem a figura do sócio não-gerente, o que cria brechas para que servidores tenham participações em sociedades.
Nos Estados Unidos, Barbosa disse ter criado sua empresa por orientação de um advogado. Consta dos registros da Assas JB Corp que a firma que prestou assessoria à empresa foi a Nobile Law Firm, localizada na Brickell Avenue, em Miami. Esta empresa pertence a uma ex-executiva do Citibank e do Bank of America, chamada Diane Nobile, que hoje presta consultoria financeira e advocatícia a endinheirados latino-americanos interessados em adquirir propriedades na Flórida.

Mesmo com salário melhor, periferia de SP perde médico

DE SÃO PAULO

Na tarde da última sexta, a dona de casa Diana Alves dos Santos, 21, deixava uma unidade de saúde na zona leste de São Paulo levando nos braços o filho Kauã, três meses, enrolado em um cobertor.

Prefeitura de SP diz que até 2014 vai contratar mais médicos

Desolada e sem dinheiro, planejava caminhar sob garoa fina e vento forte pelos 2,4 km que separam a AMA (Assistência Médica Ambulatorial) Castro Alves, onde estava, do hospital Cidade Tiradentes.

Kauã acordou com bolinhas no corpo, tosse e "amuado". Na AMA Castro Alves não havia pediatras. Os pais que ali chegavam eram orientados a procurar o hospital, onde a espera era de até 2h30 na tarde da mesma sexta.

No prédio da AMA, também funciona uma UBS (Unidade Básica de Saúde), onde é possível marcar as consultas de rotina. Mas quem quisesse ser atendido pelo único ginecologista dali teria que esperar, pelo menos, até outubro.

"Quem não tem dinheiro para passar no médico está lascado", desabafava a aposentada Anita dos Santos, 70, que também usa o sistema público de saúde na região. "Parece que as coisas pioraram nos últimos anos".

A impressão da piora da aposentada tem sustentação.

Levantamento da Folha feito com base em dados da prefeitura mostra que algumas áreas periféricas perderam médicos nos últimos quatro anos -ainda que a média de médicos em AMAs e UBSs na cidade tenha aumentado 18% no período.

Dos 24 distritos de saúde da cidade (que se assemelham à distribuição das subprefeituras), oito tiveram redução de médicos desde 2009 -quando as OSs (Organizações Sociais) já estavam consolidadas na administração de unidades de saúde municipais.

Desses oito, seis ficam a mais de 20km do centro.

A zona leste foi a mais prejudicada: tem, hoje, 10% menos médicos trabalhando.

Um dos argumentos do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) para as parcerias com OSs era, justamente, a facilidade que elas teriam para contratar médicos.

Isso porque, ao contrário do poder público, as instituições poderiam pagar salários maiores na periferia.

Segundo a prefeitura, o salário base pago pelas OSs vai de R$ 10.390 a R$ 12.770 (jornada de 40h semanais). A prefeitura paga R$ 4.200 (20h).

E o valor pago pelas OSs aumenta mais na periferia.

A Santa Marcelina, que gere unidades em Cidade Tiradentes, Guaianases e Itaim Paulista, paga até R$ 14.600 nas áreas mais distantes. No Itaim Paulista, a 35 km do centro de carro, foi onde a proporção de médicos mais caiu.

Colaborou RAFAEL